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Motorista da Colitur alega estar abalado e não comparece à delegacia de Paraty

Matéria publicada em 17 de setembro de 2015, 13:30 horas

 


Defensoria assina TAC com a empresa para agilizar reparação dos danos as vítimas e familiares

Paraty- O delegado titular da 167ª DP (Paraty), João Dias, disse nesta quinta-feira (17) que o motorista da Viação Colitur, Marcel Magalhães Silva, de 50 anos, não compareceu a delegacia para depor. Seu advogado alegou que o cliente ainda está abalado pelo acidente ocorrido no último dia 6, quando o ônibus que Marcel dirigia tombou numa curva próxima ao Morro do Deus Me Livre, numa estraga que liga o Centro Histórico de Paraty a Vila de Trindade. O acidente matou 15 pessoas e deixou outras 62 feridas.
– Marcel estava intimado a prestar depoimento na quarta-feira (16), mas seu advogado alegou que seu cliente não tinha condições psicológicas para comparecer a unidade policial. Por isso, vou esperar a recuperação do motorista para marca outra data para ele depor – informou Dias.
O policial até agora não indiciou ninguém e aguarda os laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e Instituto Médico Legal (IML), em Angra dos Reis.

Indenizações às vítimas e familiares

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro assinou na última quarta-feira com a Viação Colitur um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para o pagamento das indenizações por danos morais e materiais aos feridos e familiares dos 15 mortos no acidente com o ônibus da empresa. O acordo firmado estabelece a realização de audiências de conciliação para o cálculo individual dos valores, além da prestação de assistência médica, fisioterápica e psicológica a quem precisar, bem como a realização de obra de melhoria no local do ocorrido.
O TAC proposto pelo Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) evita a demora de uma ação na Justiça e ainda garante a compensação pelos danos sofridos de forma rápida e eficiente.
Para garantir os seus direitos, as vítimas e os familiares poderão entrar em contato com a Defensoria Pública, de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h, pelo telefone (21) 2868-2100, ramal 297. Ou pelo email coletiva.nudecon@dpge.rj.gov.br.
A Defensoria Pública informou que a Colitur comprometeu-se a arcar com os custos do transporte na ocasião das audiências de conciliação, que serão realizadas na sede do órgão no Rio.

Como forma de reparar o dano moral coletivo, a Colitur também vai fazer obras na rodovia com o intuito de evitar que acidentes como esse ocorram novamente.

O TAC proposto pelo Nudecon evita a demora de uma ação na Justiça e ainda garante a compensação pelos danos sofridos de forma rápida e eficiente.

Além da coordenadora do Nudecon, também participaram da assinatura do TAC o subcoordenador do núcleo, defensor público Eduardo Chow, o coordenador da região de Angra e Paraty, defensor público André Bernardes Lopes; o diretor presidente da Colitur, Francisco José de Oliveira Rezende; o diretor superintendente da empresa, Paulo Afonso de Paiva Arantes; o advogado da viação, Ronaldo Souza Barbosa; e o procurador geral do Município de Paraty, José Antônio Garrido Khaled Júnior.

 

 


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2 comentários

  1. Avatar

    Queremos saber dos donos da Colitur quando a empresa realizará a troca da sua frota . pois quem precisa usar ônibus da empresa paga uma passagem cara e um ônibus em péssimo estado . quando as autoridades de volta redonda , Barra Mansa e Angra dos reis tomará providência , ou iram esperar outro acidente .

  2. Avatar

    Tudo bem. E quanto a trocar os ônibus velhos por novos ??? Isto é o principal.

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