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MP e Polícia Civil fazem reconstituição do homicídio de PM

Matéria publicada em 11 de março de 2020, 16:37 horas

 


Crime aconteceu no dia 22 de janeiro, no bairro Padre Josimo, em Volta Redonda

Perita  inicia a reconstituição do crime junto ao delegado titular e um policial civil (Foto: Pollyanna Moura)

Volta Redonda – A reconstituição do homicídio do cabo da PM, Leonardo Pinho da Silva, morto aos 29 anos em um confronto, no dia 22 de janeiro, na Rua 15, no bairro Padre Josimo, foi feita na tarde desta quarta-feira, 11, no mesmo local onde o crime aconteceu. Promotores do Ministério Público e a Polícia Civil de Volta Redonda estão à frente da reconstituição, que conta com a participação do colega de farda de Pinho, que sobreviveu ao ataque. O local do crime foi isolado por duas viaturas da Guarda Municipal, que trabalha em conjunto com policiais do 28º BPM.

De acordo com o delegado titular da 93ª DP (Volta Redonda), Wellington Vieira, a reconstituição foi feita em partes, para que todos os envolvidos pudessem relatar suas versões separadamente. O primeiro a dar sua versão, foi o cabo que acompanhava o PM Leonardo Pinho, no momento do crime.

– A gente fez a montagem do cenário e começamos a gravar as cenas, uma atrás da outra, para tirarmos nossas conclusões. Os peritos mostraram o passo a passo para todos entenderem o que aconteceu. O primeiro a explicar o que aconteceu foi o policia militar. Ele nos disse tudo o que ele lembra, tudo o que ele viu. Quanto ao suspeito, quando perguntado, nos disse de onde ele veio, como ele se encontrou com o segundo suspeito; tentando mostrar e manter a versão que ele nos apresentou desde o início. Ele nos disse que o suspeito que veio a  óbito (Marcos Camilo), o obrigou a vir ao local do crime. Nos disse que estava na casa da mãe –  explicou o delegado.

A reconstituição contou com a presença do advogado de defesa do suspeito. Marcelo Tolentino acompanhou toda a reconstituição ao lado do cliente e acompanhou a versão do cabo da PM.  Para Marcelo, seu cliente estava no local errado, na hora errada.

– O meu cliente saiu da casa da mãe dele por volta de 00:30h e estava indo para a casa dele, onde mora com a esposa. Nisso, subindo a rua, o Marcos o abordou com uma arma na mão. O que fazer nessas horas? Como sabemos, houveram dois óbitos: um do policial (Leonardo Pinho) e do rapaz que abordou o meu cliente, (Marcos Camilo). Nisso, o Marcos falou ‘me leva ali, vai que vou te mostrar onde é o caminho’. Quando ficaram de frente com a polícia, o Marcos já começou a disparar contra os policiais e o meu cliente não imaginava que isso poderia acontecer. Com o tiroteio, o meu cliente saiu correndo, ficou em estado de choque e dois dias após o mandado de prisão, eu o apresentei na delegacia – explicou.

Marcelo Tolentino disse ao DIÁRIO DO VALE que a dinâmica da reconstituição foi bastante esclarecedora. ”A dinâmica da reconstituição está sendo bastante esclarecedora, tendo em vista que o meu cliente não estava armado”, finalizou.

Estiveram presentes: o delegado titular da 93ª DP, Wellington Vieira, delegado adjunto Rodolfo Atala, um promotor do MP, policiais civis e militares, guardas municipais, além da população, que, demonstrou interesse em acompanhar a reconstituição de perto, mas foi impedida devido a dinâmica da reconstituição.

Ao todo, cinco viaturas da Polícia Civil, uma van de transporte da Polícia Civil, três viaturas da Polícia Militar, e duas viaturas da Guarda Municipal, foram utilizadas durante a reconstituição do crime.

 

 

 


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