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Mudanças climáticas exigem cuidados redobrados para as crises de asma

Matéria publicada em 21 de maio de 2019, 19:22 horas

 


Temperaturas mais baixas, comuns no outono e inverno, contribuem para o surgimento das doenças respiratórias, que podem desencadear crises da doença

Pneumologista diz que, embora não haja cura definitiva para a asma, é possível manter a doença controlada
(Foto: Divulgação)

Volta Redonda– Com a queda das temperaturas e a proximidade do inverno, a asma – inflamação crônica das vias respiratórias, também conhecida como “bronquite asmática” ou “bronquite alérgica” – costuma ser uma das doenças mais temidas do período. Embora seja mais comum na infância, dados do DataSUS apontam que cerca de três pessoas, com idades entre cinco e 65 anos, morrem diariamente por complicações da doença, quando manifestadas de forma mais aguda. Os principais sintomas são dificuldade respiratória (falta de ar), tosse seca e frequente, além de chiado no peito.
A asma é uma doença que tem forte base genética em sua origem. Com as temperaturas mais baixas, o que facilita a transmissão de doenças respiratórias virais, as crises agudas, que são as manifestações mais perigosas da doença, são desencadeadas com frequência muito maior, em especial nas pessoas sem tratamento adequado. As famosas gripes e os resfriados são os principais gatilhos dessas crises.
– As estações mais frias são associadas a um aumento significativo nas crises de asma. No entanto, se os pacientes asmáticos fizerem acompanhamento médico e tratamento de forma regular, as crises podem ser evitadas ou, pelo menos, bastante suavizadas, mesmo com a pessoa desenvolvendo alguma virose respiratória, o que é muito comum nesse período – alertou o pneumologista Gilmar Zonzin, coordenador do Serviço de Pneumologia do Hospital Santa Maria e presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro (Sopterj)
Segundo o médico, embora não haja cura definitiva para a asma, é possível manter a doença controlada, impedindo que ela se manifeste de forma intensa, o que pode inclusive levar à morte. “Com tratamentos e medicamentos adequados, é totalmente possível melhorar a qualidade de vida do paciente asmático, evitando os desconfortos da doença e a sua evolução para quadros clínicos agudos que podem ser muito graves”, afirmou.
Para o pneumologista, o paciente, quando bem conduzido com o tratamento, passa a ter uma vida totalmente normal e livre dos sintomas, na grande maioria dos casos. “Recentemente, por conta de alguns avanços, mesmo aqueles pacientes que sofrem de algumas formas mais difíceis de serem tratadas da asma, podem ter sua saúde melhorada de forma muito significativa”, pontuou.
Além das infecções virais, alguns fatores ambientais também costumam levar às crises de asma, como exposição à poeira, ácaro e fungos, fumaça de cigarro (inclusive para fumantes passivos), poluição, locais com infestação de baratas, animais de pelo (em especial gatos), entre outros.

Evento em VR reúne profissionais
de saúde de várias regiões do estado

Para discutir métodos de diagnóstico, prevenção e tratamentos mais eficazes contra a asma, o pneumologista Gilmar Zonzin promove a “II Jornada Respirar de Pneumologia”, no próximo sábado, dia 25 de maio. O evento, que vai acontecer no auditório do hospital da Unimed Volta Redonda, reunirá médicos e acadêmicos de várias regiões do estado do Rio de Janeiro e tem como objetivo estimular discussões entre profissionais e estudantes da área de saúde para melhorar, sobretudo, a orientação e os cuidados aos pacientes com asma (e também outras doenças respiratórias).
A iniciativa, segundo o pneumologista, tem como finalidade minimizar o impacto dessas patologias na vida das pessoas, em especial os sintomas agudos das crises, o que pode ser alcançado com tratamentos regulares essencialmente preventivos. A “II Jornada Respirar de Pneumologia” conta com o apoio da Unimed VR e da UniFOA.


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