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Mulheres driblam crise e viram empreendedoras na pandemia

Matéria publicada em 6 de abril de 2021, 17:48 horas

 


Laisa Lopes é dona de um brechó, e Débora Kramer produz doces; ambas utilizam das redes sociais para alavancar vendas

Laisa Lopes tem um brechó no bairro Conforto, mas também faz vendas online
(Foto: Divulgação)

Volta Redonda – A chegada da pandemia da Covid-19 desestabilizou economicamente empresas e famílias da região Sul Fluminense, gerando desempregos e dificuldades financeiras. Por estas consequências, duas mulheres da região se reinventaram como empreendedoras para vender produtos no intuito de garantir a renda necessária para sustentarem suas famílias.

Laisa Lopes, de 26 anos, é dona de um brechó localizado no bairro Conforto pelo qual vende roupas e acessórios para clientes de Volta Redonda e Barra Mansa. Já Débora Amandio Kramer, de 34, começou a vender doces nas redes sociais. As vendas dos produtos das duas mulheres contribuem diretamente nas contas de suas casas.

Brechó

O “Boa Dica Brechó” tem sete anos de história e vende roupas masculinas e femininas. A loja física está na Rua 2, n° 57, no bairro Conforto, em Volta Redonda. O negócio foi iniciado por Nadir Lopes, mãe de Laisa. A jovem, de 26 anos, que atualmente faz curso técnico de enfermagem, começou a cuidar dos negócios da mãe após ter perdido o emprego na CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Desde então, Laisa tem administrado o brechó, sendo que as vendas do estabelecimento ajudam no sustento da casa onde mora com a mãe e com a filha, Helena, de quatro anos.

Interessados podem entrar em contato pelo WhatsApp (24) 99907-0345 ou pelo Instagram @boadicabr. As entregas das roupas (pela venda online) ocorrem todos os sábados, no bairro Vila Santa Cecília. Já para os clientes que moram mais longe, Laisa envia as peças pelos Correios.

– No primeiro dia do brechó já teve venda. Achei que não fosse pra frente. Hoje em dia o brechó é bem conhecido e já tem 7 anos de loja física, porém, chegou a Pandemia e precisei reinventar e lutar para não precisar fechar o nosso Brechó – comentou Laisa.

Com a chegada da pandemia e as mudanças dos horários de funcionamento do comércio de Volta Redonda, o brechó teve queda de vendas, segundo Laisa. Com isso, ela teve de utilizar as redes sociais para divulgar os produtos para buscar novos clientes, além de manter as contas da casa em dia.

– Eu fiz uma página no Instagram e comecei as vendas por lá. Desde então, consegui mais clientes. Quando recebemos o decreto de que precisávamos fechar a loja física por vários dias, ficamos bastante preocupadas, pois são com as vendas do brechó que pagamos todas as contas de casa – detalhou Laisa Lopes.

Por conta das redes sociais, o brechó conseguiu clientes de Barra Mansa, Pinheiral, da cidade do Rio de Janeiro, até mesmo dos estados de São Paulo e do Espírito Santo. Laisa destacou que as vendas no brechó eram maiores nos períodos em que a população recebia o auxílio emergencial e tem expectativas de que a chegada do novo auxílio, nos próximos meses, alavanque as vendas na loja.

– O brechó online foi quem nos ajudou a continuar firme. Consegui mais clientes de longe. Mas a pandemia ainda existe, e a cada semana é um desafio. Mesmo com as vendas na loja física e online, precisamos reinventar diariamente, fazendo sempre promoção, para não perder nossos clientes. O período do auxílio foi um deles, que nos ajudou muito. Vários clientes estavam recebendo o auxílio e com isso as vendas melhoraram bastante – finalizou a proprietária do brechó.

Doces

Já o caso de Débora e seus doces foi diferente. Formada em Administração e mãe de quatro filhos e com o marido, que ficou desempregado no final de 2020, Débora teve de buscar uma nova alternativa para arrecadar renda para as contas de casa. Pensando nisso que ela e a filha Lara, de 17 anos, começaram a vender doces nas redes sociais.

As vendas ocorrem tanto pelo WhatsApp (24) 98856-4253 ou pelo Instagram @ld_doces2818 quanto pelo aplicativo do IFood. Os produtos podem ser retirados na casa de Débora, localizada no bairro Jardim Ponte Alta, na divisa entre Barra Mansa e Volta Redonda, ou podem pedir o delivery pelo aplicativo.

Com isso surgiu a “LD Doces” (Lara e Débora Doces), que teve bastante vendas no período da Páscoa, segundo a mulher de 34 anos.

– Como eu sempre gostei de fazer doces, resolvi começar a fazer copos da felicidade, bolos no pote e outros doces pra vender. Decidi me organizar, criei uma página no Instagram e uma logo com a ajuda da minha filha mais velha, Lara, que faz e fica responsável por essa parte da Internet. Também cadastrei a loja no IFood – relatou uma das criadoras da “LD Doces”.

A loja, criada em janeiro deste ano, e aos poucos vai conseguindo clientela em bairros de Volta Redonda e Barra Mansa, principalmente os que ficam ao redor do Jardim Ponte Alta, onde a família mora. As vendas nos últimos dias foram voltadas para ovos de Páscoa, porém oferece outros produtos. Débora tem expectativas do negócio crescer no decorrer do ano.

– A Páscoa teve bastante vendas sim, graças a Deus, mesmo eu lançando o cardápio em cima da hora. Ainda não somos muito conhecidas, mas aos poucos estamos ficando. Tem dias que recebo seis pedidos e outros tem um só, mas seguimos firmes sabendo que é um trabalho de formiguinha mesmo, aos poucos chegamos lá – concluiu Débora.

Retirada dos produtos podem ser feitos na casa da família de Débora ou delivery pelo IFood
(Foto: Divulgação)

Por Miguel da Silveira de Sá


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