Museu do Caminho do Ouro deve se tornar polo turístico em Paraty

Obra prevista para setembro integra região com cachoeiras e atrativos culturais; conselheiros do COMTUR fazem 1ª visita técnica 

by Vivian Costa e Silva

Foto: Matheus Ruffino

Paraty – Paraty está prestes a receber mais um espaço voltado para a história da cidade. Dessa vez, as obras do Museu do Caminho do Ouro vão destacar, por meio de exposições e elementos socioculturais instalados em uma ampla sala de exposição, o trajeto que ligava Paraty ao interior de Minas Gerais durante o Ciclo do Ouro.

Nesta terça-feira (2), integrantes do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) fizeram a primeira visita técnica ao novo espaço juntamente aos secretários de Turismo Tuco Gama e Sandra Barros. O engenheiro Júnior Bertol, da Secretaria de Obras, assumiu o acompanhamento técnico e participou da visitação.

Quase de saída da pasta, o secretário Tuco Gama afirmou que o museu tem, dentre muitas funções, o intuito de preservar e mostrar a cultura paratiense. Sobre o local da construção, na antiga escola estadual Monsenhor Pizarro, ele frisou a beleza e a posição estratégica.

Com previsão de entrega inicialmente para julho e estendida para setembro de 2024, a obra iniciada em janeiro está localizada na Estrada Paraty-Cunha no bairro Penha, na entrada do percurso histórico Caminho do Ouro, próximo à tradicional Igreja da Penha. A instalação também é caminho para as cachoeiras conhecidas como Tobogã e Tarzan, e situada em frente ao alambique Engenho D’Ouro e a casa de farinha.

“A princípio, a ideia do museu é trazer elementos do Caminho do Ouro. E ali também vai ser um receptivo para as pessoas, enaltecendo e potencializando questões desse caminho, até por fazer parte desse circuito”, disse a secretária adjunta Sandra Barros. “Aqui já está dentro de um polo turístico. No meu ponto de vista, o museu vai ser o centralizador.”

Parceria público-privada, a construção de 175 metros quadrados e com investimentos em torno de R$ 737 mil – aumentado em 17% devido a mudanças estruturais –, é realizada por meio de recursos do Fundo Municipal de Turismo e aprovada pelo COMTUR.

O grupo eleito conta com representantes civis, públicos e empresários do trade turístico que deliberam e definem parte do andamento do projeto.

Mesmo em discussões iniciais, é previsto que o Museu do Caminho do Ouro tenha exposições de peças vindas do acervo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), além do Conselho solicitar objetos e peças históricas a instituições museológicas do Rio de Janeiro.

Outra pauta que está sendo discutida nas reuniões do COMTUR é a gestão do equipamento em construção, ainda sem definição sobre quais setores terão a responsabilidade de administrar o funcionamento do prédio e tomar as decisões a respeito, por exemplo, da curadoria de ordem turística e cultural. Representantes do empresariado veem boa oportunidade de negócio.

“A ideia é que a gente possa fazer uma gestão de iniciativa privada, que a gente possa ter uma exposição fixa ou itinerante, enfim, mas que essa iniciativa possa estar presente agregando em alguma coisa. Então, existe uma expectativa boa de que isso possa realmente somar à cidade e ao turismo”, afirmou Márcio Binder, presidente da Associação de Pousadas do município.

Binder também destacou o fato de se criar um local que conte a história da cidade, bem como a descentralização do museu. “A gente tem que valorizar a prata da casa, então ter um espaço onde você possa expor cerâmica, artesanato, além de contar um pouco a história de Paraty é importante. Estamos falando de um museu que é fora do Centro Histórico, então que a gente faça algo legal, divulgue e atraia pessoas”, disse.

Caminho do Ouro

Trilha indígena e rota oficial dos portugueses durante o século 18, o Caminho do Ouro foi construído por escravizados e conectava Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo durante o Ciclo do Ouro (1700 a 1750), primeira fase econômica do município. Atualmente, resta cerca 4km de pedras originais, conservadas em um trajeto aberto à visitação.

Paraty se tornou um entreposto comercial até a construção do novo trajeto, ligando apenas Rio e Minas. Por isso, muitas riquezas da Coroa eram transportadas e escoadas por esse percurso, fazendo do porto marítimo a principal saída.

 

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