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NASA: Sessenta anos de conquista espacial

Matéria publicada em 1 de outubro de 2018, 09:00 horas

 


Agência espacial revolucionou a tecnologia e mudou o nosso mundo para sempre

Quase todo mundo já ouviu falar na NASA, a agência espacial americana que chega à terceira idade, completando 60 anos nesta segunda-feira (01). Foram seis décadas de conquistas inigualadas por nenhuma outra organização espacial do planeta. Nem a União Soviética chegou perto da NASA, embora os russos tivessem liderado nos primeiros anos da corrida espacial. A agência colocou homens na Lua, enviou sondas robóticas para todos os planetas do sistema solar, incluindo Plutão, lançou uma estação espacial, ajudou a construir a ISS e estudou as origens do tempo e do espaço através do telescópio Hubble e outros observatórios espaciais.
As tecnologias desenvolvidas pela agência espacial mudaram o mundo para sempre. Se hoje temos previsão do tempo por satélites, em tempo real, e televisão via satélite, foi graças aos esforços pioneiros da agência. A NASA também ajudou a desenvolver os sistemas de navegação global por satélite que resultaram no moderno GPS. Sem falar nas tecnologias de miniaturização de circuitos que nos deram todo esse mundo de microcomputadores e telefones celulares, do tamanho de maços de cigarro, com que convivemos hoje em dia.
A microeletrônica já estava começando quando a NASA foi fundada pelo presidente Dwight Eisenhower. E foi a necessidade de criar satélites pequenos, recheados de instrumentos que deu impulso as novas tecnologias do estado solido. No começo, entre 1958 e 1961, a NASA só dispunha de foguetes de pequeno porte. Os soviéticos lançavam satélites de uma tonelada, a NASA orbitava naves minúsculas, que cabiam na palma da mão, como a sonda Pioneer 4, que media 51 cm de comprimento e foi a primeira nave americana a orbitar o Sol.
NASA é uma sigla que significa Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço. Além de estudar o espaço e o universo, a NASA também estuda meios de tornar os aviões mais seguros e mais econômicos. Nos seus primeiros anos de existência a agência comandou o programa do avião foguete X-15, até hoje o avião mais rápido do mundo. Os conhecimentos obtidos com o X-15 levaram a construção dos ônibus espaciais. Que foram peça chave para a montagem da Estação Espacial Internacional, a ISS. Um projeto conjunto da NASA com a Rússia, a Agência Espacial Europeia, o Japão e outros 12 países.
Até hoje só a NASA conseguiu enviar sondas para os planetas exteriores: Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Atualmente a agência tem uma sonda, a Juno, orbitando Júpiter, uma sonda orbitando o asteroide Ceres e outra nave, a New Horizons, viajando para o planetoide Ultima Thule, depois de visitar Plutão. A NASA também é a única agência espacial que conseguiu pousar robôs com sucesso na superfície de Marte, e o último deles, o Curiosity continua operacional.
Além de olhar para o espaço profundo, a agência espacial nunca deixou de observar a Terra, com seus satélites meteorológicos e de coleta de dados. Em 1963, um dos primeiros satélites meteorológicos lançados pela NASA, o Tiros 3, detectou o furacão Esther, que tinha se formado no oceano Atlântico. Sem o satélite o furacão levaria dias para ser localizado colocando em risco a vida das populações em seu caminho. Foi um dos primeiros exemplos da importância pratica da tecnologia espacial para o nosso dia a dia. Os sucessores do Tiros são os satélites GOES, da NOAA, cujas imagens são usadas na previsão do tempo que vemos todo o dia na televisão.
Apesar de velha, a NASA não esta obsoleta. Até o final desta década a agência deve orbitar o novo telescópio James Webb. Que vai ajudar a detectar planetas semelhantes a Terra em outros sistema solares. E deve colocar em operação o foguete gigante SLS e a nave tripulada Orion, capaz de enviar astronautas para a Lua e os asteroides.

Por: Jorge Luiz Calife
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