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Neto diz que luta diariamente para evitar colapso financeiro e na saúde 

Matéria publicada em 30 de abril de 2021, 13:33 horas

 


Cortes nas despesas com pessoal e busca por investimentos na saúde são destacadas

Volta Redonda – O prefeito Antonio Francisco Neto afirmou que encontrou Volta Redonda em uma situação delicada, “pior do que o pior cenário imaginado” antes de assumir o governo no dia 1º de janeiro. Cinco meses depois, Neto disse que a luta é diária para evitar um duplo colapso em áreas vitais para a administração pública: saúde e finanças. Se por um lado luta para abrir leitos, contratar médicos e comprar equipamentos, por outro o prefeito tem de cortar custos. A difícil matemática tem sido feita com resultados positivos, mas o próprio prefeito admite que não sabe até quando isso será possível.

–  Nossos cofres registraram em fevereiro uma arrecadação de exatos R$ 39.698.799,04, enquanto as despesas básicas atingiram R$ 39.562.829,69. Veja que falamos de despesas básicas, não estamos falando de nada além do trivial da administração pública. Contra isso, temos de pagar salários, fornecedores. A situação é muito difícil e a luta contra o colapso é diária – disse Neto.

Um exemplo do que se passa está na questão do funcionalismo. Desde que retornou à prefeitura, Neto tem conseguido pagar os salários dos servidores em dia. Mais: o pagamento tem saído dentro do mês trabalhado. Cenário bem diferente do encontrado no início do ano. Depois de passarem por quase dois anos convivendo com atrasos e parcelamentos, o funcionalismo público ficou literalmente sem receber metade de novembro, dezembro e o décimo terceiro. Desde então, Neto pagou os meses devidos e espera poder oferecer um plano de quitação do 13º salário em breve.

Máquina enxuta

Uma das ações que possibilita o pagamento dia está nos cortes feitos no montante da folha de pagamento encontrada. Somente nas chamadas “verbas de representação”, que são gratificações financeiras distribuídas pelo prefeito, o corte foi de R$ 706 mil.

Em março de 2020, esses bônus (dados principalmente aos cargos comissionados) pagos pela antiga gestão chegaram a R$ 726 mil. No mesmo mês de 2021, foram apenas R$ 20 mil. A mais significativa queda, no entanto, veio no número de cargos comissionados: eram 1003 pessoas nomeadas no ano passado e este ano são 503. A diferença no número de contratados é expressa em valores, com uma economia de R$ 1 milhão por mês.

Organizações Sociais fora 

O gasto operacional com Organizações Sociais contratadas na gestão anterior também teve queda significativa, já que as duas instituições (Mahatma Gandhi e Associação Filantrópica Nova Esperança) acabaram deixando a cidade após sucessivos escândalos. Com isso, ma despesa na parte administrativa que era de R$ 14,6 milhões passou para R$ 5,5 milhões.

Da mesma maneira, as contratações pelo Regime Especial de Direito Administrativo (REDA) foram drasticamente cortadas, com economia de R$ 2,6 milhões. Eram 896 pessoas contratadas pelo regime especial em 2020 contra 124 em 2021.

Terceirização de empresas

Além disso, a Prefeitura de Volta Redonda conseguiu outro “milagre” ao alterar o contrato de uma prestadora de serviços terceirizados. A antiga empresa disponibilizava em março de 2020 o serviço de manutenção das ruas da cidade por R$ 975 mil, contando com 150 funcionários à disposição da prefeitura. No mesmo mês de 2021 e com o mesmo número de funcionários, Neto conseguiu pagar apenas R$ 232 mil.

Abertura de leitos e nova rede de oxigênio impediu caos visto em outras cidades do país

Ao mesmo tempo em que tem de cortar custos, a Prefeitura de Volta Redonda tem de investir pesado na reconstrução da rede pública de saúde. Ao entrar no governo, o prefeito Antonio Francisco Neto encontrou apenas cinco leitos de UTI disponíveis para tratamento de pacientes com a Covid-19.

Dois hospitais alugados pela gestão anterior haviam sido fechados e o Hospital São João Batista estava sob intervenção. Além disso, a rede de abastecimento de oxigênio do Hospital do Retiro apresentava baixa capacidade.

“Em menos de cinco meses, abrimos mais dois leitos de UTI no Hospital São João Batista e mais 10 no Hospital do Retiro. Também no Hospital do Retiro, já abrimos 46 leitos de clínicas médicas e quatro de Unidade Intermediária (UI). No anexo ao Hospital do Retiro, já temos 15 leitos de UTI montados. Sem isso, teríamos em Volta Redonda algo parecido com o que vimos em Manaus. Falta de oxigênio matando pessoas e a maior cidade da região exportando doentes”, destacou.

Neto disse ainda que, a partir da inauguração dos novos leitos, poderá se debruçar em melhorias nas demais áreas da saúde. Principalmente na contratação de médicos, que mesmo diante de três chamamentos públicos ainda estão em falta na rede. “Esse é um dos nossos maiores problemas na atualidade, que estamos atacando diariamente. A população pode ter certeza de que em breve teremos bons frutos para colher, mas ainda estamos semeando coisas boas. O cenário era de terra arrasada”, disse o prefeito.


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6 comentários

  1. Não posso mais reclamar. Agora o salário realmente tá em dia.

  2. Ao invés de parar de falar mal da gestão anterior, deveria trabalhar.
    O Rombo ele mesmo deixou, só está pegando de volta fez m*** agora aguenta.
    Antes hospital não tinha vaga, agora a gestão dele não tem vaga por que perderam vaga.
    Só está de mi mi mi, e matando o povo.

  3. Já sabia, se candidatou pq quis!

  4. Ele não cansa de mentir para os netistas. Putz! “Desde que retornou à prefeitura, Neto tem conseguido pagar os salários dos servidores em dia.”

    Só um olhadela no resto do texto já dá para ver outras mentiras.

  5. Capeta da grota do Santa Cruz

    E o aumento da taxa de iluminação…

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