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Nos EUA, Dilma afirma que não respeita delatores

Matéria publicada em 29 de junho de 2015, 17:49 horas

 


Em Nova York, presidente comenta informações sobre a delação premiada do presidente da empreiteira UTC

Dilma: ‘Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou sobre minha campanha’ (Foto: ABr)

Dilma: ‘Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou sobre minha campanha’ (Foto: ABr)


Brasília – 
A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que não houve nenhuma irregularidade em sua campanha presidencial e que não respeita delatores. Em entrevista a jornalistas em Nova York, ela comentou as informações divulgadas pela imprensa sobre a delação premiada do presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, assinada com o Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com reportagens, Pessoa listou 18 pessoas que teriam recebido recursos do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

– Não tenho esse tipo de prática. Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou sobre minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro porque não houve. Segundo, porque, se insinuam, alguns têm interesses políticos – disse.

A presidente contou ter aprendido na escola, em Minas Gerais, a não gostar da figura de pessoas que traem algum movimento e entregam colegas, como a do delator da Inconfidência Mineira (Joaquim Silvério dos Reis). O movimento buscava libertar o Brasil de Portugal no século 19.

– Eu não respeito o delator. Até porque eu estive presa na ditadura, e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas. E eu garanto para vocês que resisti bravamente. Até em alguns momentos fui mal interpretada quando disse que em tortura a gente tem de resistir porque senão você entrega seus presos. Então, eu não respeito nenhuma fala. Agora, acho que a Justiça tem de pegar tudo que ele disse e investigar. Tudo, sem exceção. A Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal – afirmou.

Dilma afirmou ainda que vai tomar providências “se ele [Ricardo Pessoa] falar sobre ela”. No que diz respeito à citação de ministros do seu governo, a presidente disse que a situação será avaliada com cada um. Entre os citados pelo executivo da UTC, conforme as reportagens, aparecem os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva – como beneficiários do esquema.

A presidente afirmou que o Brasil está em fase de construção de um novo ciclo de expansão do crescimento. Segundo ela, fazem parte dessa estratégia a adoção de medidas para controle da inflação, a busca por equilíbrio fiscal e o aumento da produtividade da economia.

Em Nova York, durante discurso no encerramento do Encontro Empresarial sobre Oportunidades de Investimento em Infraestrutura no Brasil, a presidente disse que, com mais produtividade, salários e lucros serão maiores e poderão crescer sem pressionar a inflação.

– Com mais produtividade, a arrecadação pública também crescerá mais rapidamente sem aumento da carga tributária. Vamos também crescer mais e ter melhores empregos – acrescentou.
Discursando para uma plateia de empresários, Dilma Rousseff convidou os investidores a participarem do novo plano de concessões em infraestrutura lançado este mês no Brasil. O plano concederá à iniciativa privada projetos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Promessa de Expansão

A presidente informou que, para ampliar a produtividade da economia brasileira, é preciso aumentar a taxa de investimento do país, principalmente em infraestrutura. Dilma fez um balanço da expansão de ferrovias e rodoviais no Brasil, explicando que, de 2000 a 2014, a produção brasileira de grãos cresceu 129,4% e a frota de veículos aumentou 184,6%.
Segundo Dilma Rousseff, esses números transmitem uma mensagem alta e clara para os investidores: a demanda por investimentos em infraestrutura no Brasil. Esclareceu que eles também representam uma mensagem alta e clara para o governo, sobretudo em períodos de maior restrição fiscal como o de hoje.
“É preciso transformar demanda potencial por melhor infraestrutura em projetos viáveis de investimento para o capital privado”, destacou. A presidente disse ainda que sua viagem e seu encontro com os empresários são parte desse processo de ampliar projetos e atrair investimentos em infraestrutura para o Brasil.
Entre as semelhanças que aproximam os dois países, Dilma lembrou a posição de grandes mercados consumidores, o fato de serem economias de mercado e a tradição de transparência e respeito a contratos. No discurso, a presidente afirmou que o governo dará continuidade às políticas de redução da desigualdade, que tiraram da miséria milhões de brasileiros e que permitiram construir um país de classe média, com melhores serviços públicos.
Nos Estados Unidos desde sábado, Dilma se encontra hoje com o presidente Barack Obama. Antes do discurso, ela havia se reunido com investidores do setor financeiro e empresários do setor produtivo. A presidente disse ter “certeza de que é possível ampliar muito mais” a cooperação entre dois países e que pretende trabalhar com Obama durante os encontros nessa linha.
“Quero registrar o interesse em ampliar e desenvolver cada vez mais nossas relações tanto no comércio quanto nos investimentos. Os Estados Unidos são parceiros fundamentais do Brasil”, concluiu.


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Um comentário

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    E o que ela deveria dizer ? Que ela, na verdade, é amiga deste povo todo ? Que ela e Lula fizeram isto tudo ? Melhor ficar mesmo falando bem da mandioca e de mulheres sapiens…

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