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Novo pedágio encontra resistência

Matéria publicada em 20 de janeiro de 2020, 07:32 horas

 


A instalação de um pedágio no distrito de Floriano, em Barra mansa, no trecho Sul Fluminense da Rodovia Presidente Dutra segue colecionando críticas.

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Depois do prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable, foi a vez do colega de Resende, Diogo Balieiro, refutar tal possibilidade.

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Balieiro lembrou que a medida afetará moradores de Barra Mansa e Volta Redonda que têm de trabalhar nas fábricas de Resende e Itatiaia.

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Da mesma forma, lembrou que muita gente de Resende trabalha em Barra Mansa e Volta Redonda.

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“isso sem falar nos estudantes”, disse Balieiro.

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O caso

De acordo com o novo plano de concessão da rodovia, o pedágio que hoje existe em Itatiaia seria levado para a cidade de Queluz-SP. Em contrapartida, uma nova praça de cobrança seria construída em Floriano, distrito de Barra Mansa.
Com isso, a chamada região das Agulhas Negras ficaria realmente “isolada” do restante do Sul Fluminense.

Orgulho de Volta

A prefeitura de Volta Redonda, por meio do Programa ‘Orgulho de Volta’ entregou, neste sábado, dia 18, mais um investimento. Os moradores do bairro Vila Brasília receberam a contenção e estabilização de talude da Viela 11, uma importante intervenção que vai garantir a segurança das famílias que moram no local, além de diversas outras melhorias que foram feitas no bairro.

Fazendo contas

De acordo com o prefeito Samuca Silva, o bairro já recebeu investimentos de quase R$ 1,5 milhão, através do Furban. “Disseram que essa obra custaria milhões e nós realizamos a contenção com menos de R$ 300 mil. Isso é respeito e compromisso com o dinheiro público. Foram 26 intervenções no Vila Brasília e nós não vamos parar de trazer melhorias para Volta Redonda”, afirmou o prefeito.

Contenção de encostas

De acordo com o diretor do Furban (Fundo Comunitário de Volta Redonda), Ronie Oliveira, há muitos anos, as famílias sofriam com a insegurança e possibilidade de deslizamentos. “Fizemos a execução da contenção, salvamos seis residências e garantimos o acesso das famílias. Além disso, já fizemos diversas outras melhorias aqui no bairro como revitalização de praças e manutenções em servidões. Mesmo num momento de crise, estamos trabalhando e continuamos a investir na nossa cidade”, afirmou Ronie.

Renovado

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), realiza uma série de ações para fortalecimento das ações de enfrentamento à violência contra a mulher e prevenção de feminicídios, crimes que, infelizmente, vêm apresentando elevação em todo o país.
Entre elas, está a reforma dos equipamentos de enfrentamento à violência contra a mulher, mantidos pelo estado, para melhor acolher as vítimas.

Ônibus Lilás

Na semana passada, começou pelos municípios de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu a agenda 2020 do Ônibus Lilás, que leva atendimento especializado a mulheres em situação de violência.
Além de palestras educativas, é oferecido apoio jurídico, social e psicológico, em atendimento humanizado e qualificado, não-discriminatório, de forma sigilosa.

Ônibus Lilás II

A visita do Ônibus Lilás acontece junto com a Ação Social da SEDSODH, que facilita o acesso à cidadania, com isenção na segunda via de vários documentos, como carteira de identidade, das certidões de nascimento, casamento ou óbito e para celebração de casamento ou união estável e averbação em certidões, além da declaração de hipossuficiência e busca para certidões de outros estados.

Na região

No Dia 22, o ônibus Lilás estará em Porto Real, no bairro Freitas Soares, próximo à quadra esportiva. No dia 23, será a vez de Quatis receber o veículo.


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9 comentários

  1. Avatar

    Mais um meio de nós o povo pagar por imposto como o “pedágio”, tá difícil de se viver nesse país onde não temos salário o suficiente para pagarmos tanto imposto para sustentar a mordomias dos políticos,,eu digo não a esse pedágio chega de tarifas de cobrança em nossa região, já existe um em Itatiaia pra que mais, fala sério….

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      Aqui é Flamengo

      Da próxima vez capriche um pouco na Língua Portuguesa. Assim os leitores poderão te entender melhor.

      Os pontos que deixou no final são poucos para colocar no seu comentário.

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    A CCR Lava Jato deve ser varrida da nova concessao. Envolvida em escandalos de corrupcao envolvendo politicos ,deixou a desejar . Temos varios gargalos na rodovia, mal sinalizada, curvas assassinas, a eterna perigosa Serra das Araras , os perigos com animais de toda sorte,romeiros desorientados,lei seca que nunca existiu, policiamento rodoviario omisso e desestimulado ,pedagio altissimo .Portanto novo projeto dessa rodovia deve ser elaborado,senao e trocar seis por meia duzia.

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    Rodovia do atraso. Ela é arcaica. Mal cuidada. Serra das araras é um horror. Fala sério viu. Se colocarem um pedágio aqui, bye bye a economia local. Ja era. Seremos apenas história. O Pólo metal mecanico será destruido. O povo nāo suporta mais impostos e taxas. Parem com essa idéia absurda imediatamente.

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    Mas é claro que o Samuca não falará nada, pois é do partido dos entreguistas da nação aos empresários.

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    No mais, achei interessante a construção de faixas adicionais em toda a extensão da via, mas há poucas obras estruturantes previstas para o estado do Rio. Entre SJC e Taubaté vão fazer 40 km de vias marginais, enquanto no Rio seriam apenas 4 km, todos em Barra Mansa. Resende, que tem muitos bairros às margens da Dutra, alguns de surgimento recente, ficou de fora. Volta Redonda, apesar de ter um trecho bem pequeno, não terá sequer uma passarela no Roma, algo que tem sido requerido há algum tempo… O governo concentrou os investimentos em São Paulo…

    Cadê Witzel? De recesso ainda?…

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    Consultei o edital no site da ANTT, li alguns arquivos anexos, e as únicas mudanças previstas na localização das praças em toda a extensão da Via Dutra são exatamente essas: a de Itatiaia eles vão “empurrar” para a divisa RJ/SP, entre Engenheiro Passos e Queluz (o que considero muitíssimo sensato, por sinal), e será criada uma nova em Barra Mansa, que vai compensar a retirada da praça de Viúva Graça, na Baixada Fluminense…

    Essa última situação não está sendo abordada pela imprensa, por isso é bom ler direto na fonte. Isso significa que vai ficar livre (e barato) o trânsito no estirão entre a capital e Volta Redonda, potencializando novas oportunidades para esse trecho, beneficiando também o combalido Vale do Café, principalmente sua parte turística (Conservatória, Vassouras, Valença e os veranistas de Mendes e Paulo de Frontin). A região da Agulhas Negras, se não ganha, também não perde, porque continuará havendo a mesma quantidade de pedágios para atravessar a fim de alcançar ambas as capitais estaduais, então o pretenso isolamento é relativo. Lembrando que a praça de Barra Mansa terá a metade do valor que hoje é cobrado em Viúva Graça, então também saíra mais barato ir do Rio a Resende ou vice-versa…

    Então, quem perde? Os trabalhadores que se deslocam diariamente na região que será cortada pelo pedágio e, mais especificamente; a cidade de Barra Mansa, que terá seu distrito mais promissor e com melhores terras para investimento industrial isolado da sede… Convém lembrar que os pedágios mais caros da CCR, hoje, são exatamente os de Viúva Graça e Itatiaia, bem como o de Moreira César, em Pindamonhangaba. Entre São José dos Campos e São Paulo há três praças de pedágio, inclusive uma em Jacareí, que fica dentro da área mais urbanizada do Vale Paulista, com grande movimento pendular, maior até do que no trecho entre Barra Mansa e Resende. Isso não impediu o deslocamento das pessoas e nem o desenvolvimento dos municípios numa das áreas mais ricas do país…

    O que se deve exigir?
    . Que haja isenção do pedágio para moradores dos municípios isolados pelas praças. Isso deveria constar em edital, para evitar a judicialização das demandas…
    . Que o valor do pedágio em Barra Mansa seja equivalente ao de Jacareí. Na praça de BM o edital fala em R$ 7,70 o valor nominal (metade do cobrado hoje em Itatiaia ou Viúva Graça), enquanto em Jacareí seria de R$ 6,80. Na divisa entre SP e Rio esse valor seria de R$ 14,20, o mais alto da Dutra, 10 centavos a mais que em Moreira César, tornando o Fundo do Vale Paulista pouco atrativo para investimentos…
    . Que haja desconto progressivo para usuários frequentes. O edital até prevê isso, mas não é claro nem objetivo. Isso contemplaria, ainda que parcialmente, os interesses das pessoas que transitam com frequência entre essas cidades. É algo que pode e deve ser discutido pelas autoridades envolvidas.

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      Sua ponderação é muito interessante, mas fica a dúvida com relação ao que farão com o trecho da Baixada que ficará de fora. Li num lugar que será concedido à CRT (BR-116/493), que é a Rio-Teresópolis, e se for é provável que Viúva Graça continue funcionando. Isso deve ser esclarecido e levado à pauta das autoridades, porque se assim for essas vantagens que vc citou vão por água abaixo.

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    Mais pedágio e menos obras. Não vi nenhuma autoridade pública se manifestar sobre as obras pendentes há mais 20 anos, que provavelmente teriam evitado inúmeros acidentes, alguns com mortes.

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