Número de empresas alcança maior índice desde o 2º trimestre de 2023

De acordo com Monitor RGF de Recuperação Judicial, o número vem aumentando, mas houve diminuição no ritmo da evolução em comparação ao último trimestre analisado

by bruno reis

 

Além do uso das ferramentas digitais, os pequenos negócios resolveram investir em melhorias para suas empresas. (Foto: Raone Santos)

Estado do Rio -A proporção de empresas em Recuperação Judicial (RJ) em relação ao total de organizações alcançou seu maior índice no 1º trimestre de 2024 desde o início do acompanhamento, no 2º semestre de 2023, de acordo com o Monitor RGF de Recuperação Judicial no Brasil, uma plataforma que reúne dados sobre a saúde dos setores da economia brasileira a partir da quantidade de companhias em Recuperação Judicial, desenvolvido pela consultoria RGF. O levantamento apontou que, nesse período, o número de empresas a cada mil nessa situação saiu de 1,85 no último trimestre de 2023 para 1,87 neste novo período.

O Monitor mostrou, ainda, que o número absoluto de empresas em Recuperação Judicial no país aumentou em 158 (considerando entradas e saídas), pulando de 4.045 para 4.203, um aumento de 3,9%. Já a base total de empresas cadastradas aumentou em aproximadamente 65 mil, saindo de 2,19 milhões para 2,25 milhões. Os dados se referem a matrizes de empresas ativas de pequeno, médio e grande portes.

“Apesar da piora, é possível observar uma diminuição no ritmo do aumento observado no último trimestre do ano passado. Isso significa que, mesmo considerando que mais empresas estão recorrendo à lei de RJ, o aumento não tem comportamento exponencial. Outro ponto importante é que, a cada trimestre, podemos observar uma melhora na quantidade proporcional de empresas que saem da RJ e retomam a operação sem supervisão judicial”, analisa Rodrigo Gallegos, sócio da RGF especialista em Reestruturação e Recuperação Judicial.

Das empresas que saíram do processo de Recuperação Judicial ao longo do 1º trimestre de 2024, 63% retornaram a operar sem a supervisão judicial, número maior em comparação ao 4º trimestre de 2023, quando essa proporção era de 60%. O levantamento indicou, também, que 23% das empresas tiveram seu registro baixado/encerrado ou foram classificadas como inaptas ou suspensas por possuírem pendências, situação que pode ser revertida com a resolução das irregularidades, e que 13% das empresas faliram no período.

Já em relação à entrada em Recuperação Judicial no país ao longo do 1º trimestre, ao todo 292 empresas entraram em RJ, 18% a menos do que no 4º trimestre de 2023 (357). Se somarmos as entradas por estado, esse número passa para 296, pois 4 empresas que já estavam em Recuperação Judicial alteraram o endereço de cadastro da matriz na Receita Federal, aumentando o número absoluto de organizações em recuperação em alguns estados e diminuindo em outros.

ANÁLISE ESTADUAL

A piora no cenário se repete nas análises regionais do IRJ-RGF, que contabiliza a proporção de empresas em Recuperação Judicial em relação ao total de empresas da região. O aumento aconteceu em 3 regiões do país: Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. No Sul, o índice se manteve estável, e no Norte apresentou melhora, onde o índice foi de 1,15 para 1,13.

Assim como no período anterior, São Paulo sofreu o maior aumento no número absoluto de empresas em Recuperação Judicial: considerando entradas e saídas, o salto foi de 29 (saindo de 1.242 no 4º tri/23 para 1.271 no último período), entretanto essa diferença foi aproximadamente metade do aumento entre o 3º e o 4º trimestres de 2023.

O segundo maior incremento foi no Rio de Janeiro, cujo total de empresas em Recuperação Judicial passou de 288 para 308 (20 a mais), seguido por Pernambuco, que saiu de 222 para 241 (19 a mais), e Minas Gerais, que passou de 227 para 245 (18 a mais).

O Monitor levanta dados trimestrais e possibilita a apresentação do Índice de Recuperação Judicial (IRJ-RGF), que indica a quantidade de companhias em Recuperação Judicial a cada mil empresas, com visões por região, estado e setor. Para chegar a esses dados, o Monitor RGF avaliou mais de 2,25 milhões de empresas, que são as matrizes de empresas ativas de pequeno, médio e grande portes.

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