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O gênio sai da lâmpada finalmente

Matéria publicada em 23 de maio de 2019, 09:00 horas

 


Will Smith recria o personagem inspirado no Robin Williams

Chega hoje aos cinemas um dos filmes mais aguardados do ano. “Aladim”, uma refilmagem com atores do longa de animação, de mesmo nome, que foi sucesso em 1992. Will Smith rouba a cena como o gênio da lâmpada mágica. Um papel que foi criado para o Robin Williams, aquele ator morto em 2014, que fez a voz e a coreografia do gênio na versão em desenho animado. O filme tem canções como as do desenho e uma cenografia espetacular, que recria aquela Arábia das “mil e uma noites” que só existe na imaginação dos sonhadores.
No título original Aladim é escrito com dois “d”, mas a Disney que me perdoe, aqui no Brasil Aladim é com um d só e olhe lá. O jovem ator egípcio/canadense Mena Massoud é o herói Aladim, um jovem ladrão de rua que se apaixona pela princesa Jasmine e conta com a ajuda do gênio para conquistar o amor da moça. O papel da princesa ficou a cargo da atriz anglo/indiana Naomi Scott. Patrick Stewart, o capitão Picard de Jornada nas Estrelas, queria fazer o papel do vilão Jafar. O papel foi oferecido a ele na versão de 1992 e ele recusou, se arrependendo depois. E como a Disney não gosta de ser esnobada, o novo Jafar ficou a cargo do ator Marwan Kenzari, de origem tunisiana.
“Aladim” faz parte de um projeto da Disney de recriar com atores seus maiores sucessos em desenho animado. Um projeto que começou nos anos 90 com a versão com atores dos “101 Dálmatas” e prosseguiu com os filmes da “Bela e a fera”, “Mogli” e “Malévola”. São histórias cheias de mágica que o cinema tinha dificuldades de produzir devido à quantidade de efeitos especiais necessários. Mas hoje, com a computação gráfica, tudo é possível.
O diretor Guy Ritchie já nos deu aquele péssimo remake do “Agente da Uncle” e o sofrível “Rei Arthur: a lenda da espada”. Desta vez parece que ele encontrou o tom certo, mantendo a história dentro do estilo do original sem ficar inventando ideias absurdas. Ele queria recriar a cidade de Agrabah no Marrocos, mas acabou fazendo tudo nos estúdios da Inglaterra. Que são bem mais seguros do que o Oriente Médio real. Nesta nova versão a cidade fica a beira mar, enquanto no desenho de 1992 ela era situada às margens do rio Jordão. É lá que vive Aladim, que sobrevive de pequenos roubos enquanto foge dos guardas do vizir. Até o dia em que ele encontra a princesa e sua vida muda para melhor.
A lâmpada mágica é encontrada na mítica “Caverna das maravilhas”. O que é uma referência a outra caverna fabulosa da mitologia árabe, aquela que guardava o tesouro de Ali Baba e os 40 ladrões e que só podia ser aberta pronunciando a palavra “Abra-te Sésamo”. Curiosamente tanto a história de Ali Baba, quanto Aladim e as aventuras do marinheiro Simbá não faziam parte da versão original das “1001 noites” e foram incluídas pelos tradutores europeus. A história do Aladim é uma das mais populares e já teve até uma versão de ficção científica, foi na HQ inglesa Jeff Hawke onde a lâmpada é um comunicador muito avançado que caiu no deserto da Arábia depois de um desastre com uma nave extraterrestre. E é claro, teve a versão feminina do gênio celebrizada pela atriz Barbara Eden no seriado “Jeanie é um gênio” da década de 1960.
Guy Ritchie conta que escolheu Will Smith para o papel do gênio por achar que ele poderia criar uma performance tão boa quanto a do Robin Williams mas sem copia-lo. Smith por sua vez confessa que ficou “aterrorizado” com a ideia de substituir Williams, mas percebeu que poderia homenagear o ator e ao mesmo tempo criar a sua própria versão do personagem. Ele se encaixou tão bem no papel que gravou a canção “Friend like me” depois de uma única reunião com os compositores.
O filme custou 232 milhões de dólares e esta sendo exibido na versão 3D e 2D. É só escolher sua preferida e embarcar nesta aventura.


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