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O homem formiga e o universo quântico

Matéria publicada em 13 de janeiro de 2019, 08:30 horas

 


Filme assalta os paradoxos do velho tema da viagem ao microcosmos

Aventura: Desafiando as leis da física.

O ano novo chegou e os filmes exibidos nos cinemas em 2018 começam a ficar disponíveis em DVD e Blu-Ray. “Homem Formiga e a Vespa” é a segunda aventura do herói miniatura da Marvel, agora com sua parceira, a Vespa. Como convém há esses tempos pós-modernos, nosso herói, Scott Lang (Paul Rudd), começa o filme em prisão domiciliar e usando tornozeleira eletrônica. Não, ele não esteve envolvido com a operação Lava Jato, nosso herói esta preso por ter ajudado o Capitão América naquele filme da Guerra Civil.
Parece que nem lá nos Estados Unidos esse negócio de tornozeleira eletrônica funciona direito. Porque Scott logo escapa da vigilância do FBI com a ajuda da Vespa (Evangeline Lilly). Ela e seu pai, o cientista Hank Pym precisam da ajuda de Scott para contatar a primeira Vespa, mãe da Vespa atual. Janet Van Dyne sumiu no mundo quântico há 25 anos, quando encolheu demais para atravessar a blindagem de um míssil.
Parece coisa simples. O doutor Pym criou um túnel miniaturizado que nem aquela máquina do filme “Viagem Fantástica”. Que pode mandar Scott para o mundo quântico onde Janet (Michelle Pfeiffer) ainda esta viva, esperando um resgate, 25 anos depois. O problema é que os vilões vivem roubando o laboratório miniaturizado do cientista. O que deixa os personagens correndo de um lado para o outro em busca do tal laboratório.
Todas essas histórias sobre viagens ao mundo microscópico envolvem dois paradoxos físicos. Suponhamos que Scott Lang, um sujeito sarado e em forma pese 70 quilos. O que acontece com esses 70 quilos de massa quando ele fica do tamanho de uma formiga. Ele vira uma formiga de 70 quilos? Aparentemente não porque ele aparece montado em uma formiga com asas. Para onde vão os 70 quilos de peso de herói?
Janet passou 25 anos no mundo quântico. Se alimentando de que? Micróbios? Tardigrads?
Mas o verdadeiro milagre tecnológico do filme está na sequencia inicial. Quando a computação gráfica faz Michelle Pfeiffer e Michael Douglas aparecerem com a cara que tinham em 1990. Isso sim é a verdadeira magia da ciência.


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