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O Homem Formiga e outros heróis em miniatura

Matéria publicada em 5 de julho de 2018, 08:22 horas

 


Novo filme do herói se insere no atual arco dos Vingadores e Thanos

Dupla: Homem formiga ganha uma parceira.

Depois da catástrofe da Guerra Infinita, os fãs do universo Marvel estavam esperando por um filme mais leve e menos grandioso para recuperar o folego até a próxima batalha. Homem Formiga e a Vespa cumpre esse papel, ainda que mostre ligações com a Guerra Infinita lá pelo final da história. Os filmes do universo Marvel são todos interligados e cheios de referencias a filmes anteriores e posteriores, o que pode deixar o espectador comum meio confuso. Pra começar nosso herói Scott Lang, o novo homem formiga, encontra-se vivendo sob prisão domiciliar, vigiado por agentes do FBI. Por causa de sua participação ao lado do Capitão América na “Guerra Civil”.

Felizmente não colocaram uma tornozeleira eletrônica nele, já que seria inútil. Era só Scott diminuir de tamanho para se livrar do aparelho. Logo Scott recebe um pedido de ajuda de sua colega, Hope Van Dyne, a Vespa, e do cientista Hank Pym embarcando em uma nova aventura. Desta vez enfrentando uma vilã chamada Ghost (Fantasma em inglês), que parece estar associada com o azulão Thanos.

O elenco do primeiro filme é mantido, com Paul Rudd fazendo o Homem Formiga, Evangeline Lily como Hope/Vespa e os veteranos Michael Douglas e Michelle Pfeiffer como as versões anteriores do Formiga e da Vespa. Lutando contra os vilões Scott usa e abusa do poder de ficar pequeno ou se transformar num gigante, o que é cientificamente impossível, mas felizmente o mundo dos super-heróis existe num universo paralelo, onde as leis da física que controlam nosso universo não se aplicam.

Os efeitos de computação gráfica são de última geração, permitindo mostrar coisas e cenas de miniaturização que eram muito difíceis no tempo da “Terra de Gigantes”, um seriado clássico dos anos de 1960, que acabou devido ao alto custo de mostrar pessoas em miniatura. Mesmo assim o tema da miniaturização sempre foi explorado pelo cinema. A diferença é que no lugar dos efeitos de computador modernos era preciso construir cenários enormes para criar a ilusão de que o personagem encolheu e ficou pequeno.

Foi o caso de um clássico da ficção científica, “O incrível homem que encolheu”, dirigido em 1957 pelo cineasta Jack Arnold, o personagem é um homem comum, que sai para passear de lancha com a esposa e é atingido pela chuva radioativa de uma nuvem atômica. Na época Estados Unidos e União Soviética participavam da corrida armamentista, detonando bombas nucleares na atmosfera da Terra. E as pessoas temiam os efeitos que as nuvens produzidas pelas explosões atômicas pudessem ter sobre elas.

Curiosamente o herói de “O incrível homem que encolheu” também se chamava Scott. Ele começa a diminuir de tamanho, até chegar a um ponto em que gatos e aranhas se tornam uma ameaça para ele. No final o personagem se pergunta se não seria o primeiro de uma nova forma de homem: “No que eu me tornara? Seria ainda humano? Ou seria eu o homem do futuro? Se houver outras explosões de radiação, outras nuvens deslizando sobre mares e continentes será que outros seres humanos não me seguiriam neste vasto mundo novo?”.

O Homem Formiga da Marvel foi criado pela equipe do Stan Lee e do Jack Kirby em 1962, cinco anos depois do filme do Jack Arnold passar nos cinemas. E como o filme fez muito sucesso na época pode ter sido a inspiração para o personagem.

A DC Comics, rival da Marvel, também tem um super-herói miniatura, o “Átomo”, que foi criado antes do Homem Formiga, em 1940. Na sua versão da era de prata, Átomo é um cientista que ganhou seus poderes de miniaturização depois de encontrar um pedaço de uma estrela anã-branca que caiu na Terra. Átomo apareceu nos desenhos animados da Liga da Justiça, mas ainda vai levar algum tempo para chegar aos cinemas. Até lá curtam o Homem Formiga e sua parceira, a Vespa.

Por: Jorge Luiz Calife  – jorge.calife@diariodovale.com.br


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