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O novo Robin Hood e o terror da semana

Matéria publicada em 29 de novembro de 2018, 09:00 horas

 


Herói rouba dos ricos e cadáver de garota aterroriza necrotério

A novidade da semana é mais um filme sobre Robin Hood, o herói do folclore britânico que roubava dos ricos para dar aos pobres. Desde o século passado que Robin Hood já foi personagem de dezenas de filmes, seriados de TV e até um desenho animado da Disney. Mas como o cinema anda em crise criativa resolveram filmar mais uma versão da história, cheia de efeitos especiais e proezas absurdas, como é norma no cinema pós-moderno.
Além do Robin Hood, a outra estreia da semana é Cadáver. Afinal o cinema não pode passar sem o filme de terror para entreter os adolescentes que gostam do gênero. A história se passa dentro de um necrotério, onde o cadáver de uma jovem, que morreu durante um exorcismo, ganha vida e aterroriza a policial de plantão. Com todos aqueles clichês que já vimos em outras dezenas de filmes sobre exorcismos e mocinhas possuídas por demônios.
Mas vamos começar pela Idade Média e o famoso ladrão britânico. “Robin Hood – A Origem” tenta recontar de modo moderno como o herói surgiu. A lenda britânica tem duas versões que já foram amplamente adaptadas para o cinema. Na primeira Robin é um camponês que se torna um exímio arqueiro, para combater a tirania do xerife de Nottinghan que trabalha para o príncipe João, um usurpador do trono britânico que se aproveita da ausência do rei Ricardo Coração de Leão. Que estava no Oriente Médio, lutando nas cruzadas como era moda naquela época.
Já segunda versão mostra o herói como um guerreiro, que volta das cruzadas desiludido e vira um fora da lei para combater a injustiça. Essa é a versão mais famosa e que serviu de base para o filme do diretor Otto Bathurst que estreia esta semana. Logo no início o filme comete um tremendo erro geográfico (A cena aparece brevemente no trailer). Robin Hood chega das cruzadas num barco a vela que entra por um canal e vai desembarca-lo na cidade de Nottinghan. Se os roteiristas tivessem se dado ao trabalho de olhar no mapa da Inglaterra veriam que Nottinghan é uma cidade do interior, que fica bem longe de mar, no centro da Inglaterra e onde o acesso só é possível por estrada. É mais ou menos como fazer um filme brasileiro onde o herói chega de navio e desembarca no porto de Brasília.
Mas tudo bem, os roteiristas do cinema moderno adoram reescrever a história, porque não mudar a geografia? Junto com Robin vem um guerreiro islâmico que ele conheceu nas cruzadas e que se tornou seu amigo. O personagem não faz parte da lenda original. Afinal os europeus estavam em guerra com os islâmicos e uma amizade entre soldados de exércitos opostos seria totalmente absurda. Seria como um soldado americano voltar da Segunda Guerra Mundial trazendo com ele um soldado alemão de quem ficou amigo.
Na verdade o personagem do muçulmano, ou mouro como diziam naquela época, foi criado para um seriado de TV de 1984, “Robin de Sherwood” da TV britânica, e os produtores de outros filmes e séries passaram a inclui-lo na história, por ser politicamente correto. No novo filme, Robin Hood é interpretado pelo ator irlandês Taron Egerton, enquanto Jamie Foxx faz o seu amigo mouro. É claro que todo filme do Robin Hood tem que ter a namorada do herói, lady Marian, aqui interpretada pela atriz Eve Hewson.
Voltando a época atual temos o terror do necrotério. Megan Reed é uma policial que se envolveu com drogas e recebe uma segunda chance. Ela é encarregada de ficar de plantão de madrugada no necrotério da cidade. Algumas noites depois de assumir o posto, o rabecão entrega o cadáver de uma jovem adolescente, que morreu enquanto a família tentava exorciza-la de uma possessão demoníaca. Acontece que o exorcismo não foi terminado e logo as forças do mal reanimam o cadáver da menina dentro do saco plástico. Quem gosta do gênero não vai reclamar.

Por: Jorge Luiz Calife
jorge.calife@diariodovale.com.br


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3 comentários

  1. Anderson dos Santos Costa

    Esse Robin Hood deve ser muito ruim. Candidato bem provável a próximo desastre das bilheterias.

  2. Me responde fazendo o favor

    Estou falando do Robin Hood…

  3. Me ajudem, respondendo

    Me responde fazendo no favor, meu filho de 10 quer ver…
    A censura é 14, pela violência ou tem cena de teor sexual, tipo novela do Plim Plim, pois se tiver não levo.

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