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Obama e Trump se encontram na Casa Branca e iniciam transição

Matéria publicada em 10 de novembro de 2016, 20:48 horas

 


Presidente disse que ficou ‘encorajado’ pelo interesso do empresário; posse ocorre no dia 20 de janeiro de 2017

Primeiro encontro: Obama e Trump passaram cerca de uma hora e meia juntos no Salão Oval da Casa Branca (Foto: Agência Lusa)

Primeiro encontro: Obama e Trump passaram cerca de uma hora e meia juntos no Salão Oval da Casa Branca (Foto: Agência Lusa)

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, teve um encontro com o seu sucessor, Donald Trump, nesta quinta-feira (10) pela manhã, na Casa Branca, para acertar a transição entre o atual e o futuro governo. No final, Obama disse que a conversa entre os dois foi “excelente”.

Obama e Trump passaram cerca de uma hora e meia juntos no Salão Oval da Casa Branca. Obama disse que sugeriu ao presidente eleito uma “transição bem-sucedida entre nossas presidências”.
“Como eu disse ontem à noite, minha prioridade número um nos próximos dois meses é tentar facilitar a transição que garanta que nosso presidente eleito seja bem-sucedido”, disse Obama. A posse do novo presidente será no dia 20 de janeiro.

Obama disse que ficou “encorajado” pelo interesse do presidente eleito Trump de trabalhar com a sua equipe em questões relevantes do país. “Acredito que é importante para todos nós, independentemente do partido, e independentemente de preferências políticas, trabalhar em conjunto.”
O presidente norte-americano disse que os dois falaram sobre questões de organização administrativa e sobre política interna e externa.
“Eu quero enfatizar a você como presidente eleito”, disse Obama, referindo-se a Trump, “que agora vamos querer fazer tudo para ajudá-lo a ter sucesso, porque, se você conseguir, o país tem êxito”.

Michelle e Melania

Enquanto Obama e Trump conversavam, a primeira-dama Michelle Obama e Melania Trump, mulher do presidente eleito, se encontraram na residência da Casa Branca. Essa foi a primeira visita de Melania à Casa Branca, mas não a de seu marido, que esteve no local em novembro de 1987 para uma recepção a membros da Fundação Amigos da Arte e Preservação e também em 1985, com sua ex-esposa Ivanka para um jantar de Estado para o rei Fahd da Arábia Saudita.
Durante a campanha presidencial deste ano, Trump fez inúmeras declarações contra Obama. Ele ameaçou desmontar programas e políticas empreendidas pelo presidente na área de saúde, clima e imigração. Trump criticou particularmente o acordo nuclear assinado entre os Estados Unidos e o Irã.

Vitória de Trump

O empresário Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos com 276 votos de delegados do colégio eleitoral. Ele disputou as eleições com a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton. Trump assegurou maioria em estados decisivos como Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Pensilvânia.

Ministro da Indústria diz que Trump
sofrerá pressões caso seja radical

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, disse nesta quinta-feira (10) que acredita que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá sofrer contraponto caso tome medidas radicais sobre as relações comerciais com outros países.
– O presidente, nos países verdadeiramente democráticos, pode muita coisa, mas não pode tudo – disse após participar da abertura do Salão Internacional do Automóvel, na capital paulista.
Para Pereira, caso o mandatário se exceda, o mercado e a sociedade norte-americana deverão se manifestar, além de pressões externas.
– O mercado, a política interna, as instituições internas e os organismos internacionais vão fazer ter equilíbrio, se por ventura houver algum desequilíbrio do novo governo americano – disse o ministro. Como candidato, Trump defendeu uma guerra comercial com a China, sobretaxando importações em até 45% e suspendendo acordos comerciais.
Na opinião de Pereira, o futuro presidente dos Estados Unidos já deu indícios que, na prática, agirá de forma mais branda do que a anunciada durante os últimos meses.
– Eu acho que o discurso da campanha é um, o discurso da prática pode ser outro. Veja que o discurso dele [depois do resultado das eleições] já deu uma contemporizada. Chamou para governar para todos, com todos – disse.


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