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Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica abre inscrições para sua 24ª edição, que será híbrida

Matéria publicada em 27 de março de 2021, 08:52 horas

 


Os melhores classificados na OBA representam o país nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2022 – Foto Carlos Pinto.

Rio- Já se encontram abertas as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a maior olimpíada científica do país. As inscrições vão até o dia 20 de maio para escolas públicas e privadas de todo território nacional.

Realizada em fase única, a olimpíada acontece nos dias 27 e 28 de maio e é voltada para todos os estudantes dos ensinos fundamental e médio. Escolas públicas e particulares que ainda não participam já podem se cadastrar pelo site www.oba.org.br. O prazo para inscrições de alunos vai até 20 de maio, mas no caso de escolas ainda não participantes a inscrição se encerra no dia 15 do mesmo mês. Por conta da pandemia do novo coronavírus, a prova será aplicada de forma híbrida, ou seja, presencialmente ou remota, por meio de uma plataforma, de acordo com a logística de cada instituição de ensino.

Em 24 anos de existência, a OBA, maior olimpíada científica do país, já superou a marca dos 11 milhões de participantes e distribui anualmente cerca de 50 mil medalhas. A edição de 2020 contou com mais de 440 mil inscritos.

A olimpíada é dividida em quatro níveis – os três primeiros são para alunos do ensino fundamental e o quarto para os do ensino médio – e a prova é composta por dez perguntas: sete de astronomia e três de astronáutica. A maioria das questões é de raciocínio lógico. As medalhas são distribuídas conforme a pontuação obtida por cada nível.

Os melhores classificados na OBA representam o país nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2022. E os participantes dessa edição ainda vão concorrer a vagas nas Jornadas Espaciais, que acontecem em São José dos Campos (SP), onde os participantes recebem material didático e assistem a palestras de especialistas.

O objetivo da OBA, de acordo com o Dr. João Batista Garcia Canalle, astrônomo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador nacional do evento, é levar “a maior quantidade de informações sobre as ciências espaciais para a sala de aula, despertando o interesse nos jovens”, declarou.

Os alunos e os professores podem se preparar para a prova através do aplicativo “Simulado OBA”, disponível para celulares, tablets, e computadores, e pelo site da olimpíada, que fornece vídeos explicativos, além de provas e gabaritos das edições anteriores. Além disso, também apresenta conteúdos no seu canal no Youtube, “OBA – MOBFOG”. Devido à pandemia, os planetaristas da OBA estão ministrando “sessões de planetários” virtualmente para as escolas, desde que agendadas em [email protected].

– Queremos promover a disseminação dos conhecimentos básicos de forma lúdica e cooperativa entre professores e alunos, além de mantê-los atualizados – explica o Dr. João Canalle.

MOBFOG

Organizada pela OBA, a 15ª Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) também está com inscrições abertas. O evento avalia a capacidade dos estudantes de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet, de tubo de papel ou de canudo de refrigerante. Realizada tradicionalmente nas escolas, contará, assim como foi no ano passado, com a opção online, que possibilita o desenvolvimento e lançamento de foguete virtual por meio de uma plataforma.

A MOBFOG tem quatro níveis e é voltada para alunos dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e particulares de todas as regiões do país. Jovens que concluíram o ensino médio podem participar, desde que representando a instituição na qual se formaram, com a concordância da mesma. As inscrições vão até o dia 20 de maio. O cadastro é único para os dois eventos e deve ser feito pelo site www.oba.org.br.

Os foguetes devem ser elaborados e lançados individualmente ou em equipe. Após o dia 28 de maio (data da prova da OBA), a escola deverá informar os alcances dos foguetes junto aos os nomes dos participantes previamente inscritos. No final, todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado e os estudantes que alcançarem os melhores resultados receberão medalhas.

Os alunos do nível 1 (do 1º ao 3º ano do ensino fundamental) lançam foguetes construídos com canudinhos de refrigerantes. Os do nível 2 (do 4º ao 5º ano do fundamental) elaboram foguetes com tubinhos de papel. Já os alunos do nível 3 (do 6º ao 9º ano) constroem foguetes com garrafas PET, mas usam somente água e ar comprimido para lançá-los. Os alunos do ensino médio também fazem foguetes de garrafa PET, mas com um elemento mais complexo, pois têm que usar combustível químico, ou seja, vinagre e bicarbonato de sódio. Durante o trabalho, os participantes aprendem, na prática, a famosa Lei da Física da Ação e Reação, de Isaac Newton. Além de desenvolverem os foguetes, os estudantes terão que construir a base de lançamento. Neste ano, os alunos do ensino médio também poderão optar por construírem um foguete movido com propelente sólido.

No site da OBA, no tópico “Downloads”, encontram-se todos os detalhes para a construção dos projetos, além dos vídeos explicativos. Os resultados serão obtidos por meio das distâncias medidas ao longo da horizontal entre a base de lançamento e o local de chegada dos foguetes.

 


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