quinta-feira, 2 de abril de 2020

TEMPO REAL

 

Capa / Tempo Real / Operação ‘Martelo de Thor’ prende 23 pessoas e apreende 2 menores em Angra dos Reis

Operação ‘Martelo de Thor’ prende 23 pessoas e apreende 2 menores em Angra dos Reis

Matéria publicada em 17 de dezembro de 2019, 15:28 horas

 


Angra dos Reis- A Operação “Martelo de Thor” resultou na prisão de 23 pessoas e apreensão de 02 menores. A ação, que foi deflagrada nesta terça-feira (17), foi coordenada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio dos Batalhões de Polícia de Choque e Batalhão de Operações Policiais Especiais.

A intenção era cumprir  32 mandados de prisão e 68 mandados de busca e apreensão contra integrantes de associação criminosa voltada para o tráfico de drogas e a prática de outros crimes em Angra dos Reis, além de outros municípios na região Sul Fluminense. Também foram apreendidos celulares, grande quantidade de entorpecentes, munições, binóculos e coldres. A ação contou ainda com o apoio de agentes da Secretaria do Estado de Administração Penitenciária (Seap).

A investigação permitiu ao GAECO/MPRJ desmembrar os acontecimentos em cinco denúncias: duas relativas às sete lideranças soltas e outras seis presas; duas relativas aos cinco integrantes presos e dez soltos, ocupantes de posições inferiores na hierarquia; e outra contra quatro acusados pela prática do tráfico no distrito de Lídice, em Rio Claro.

Além do tráfico de drogas, interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça evidenciam o habitual emprego de armas de fogo, bem como a atuação violenta por parte da quadrilha, inclusive com a prática de diversos homicídios, incluindo a tentativa de homicídio qualificado da turista inglesa Eloise Dixon, que no dia 06/08/2017 foi baleada por denunciados quando por equívoco entrou em uma comunidade de Angra dos Reis e seu veículo não atendeu à ordem de parada dada pelos traficantes.

De acordo com a denúncia, a liderança do grupo é exercida por Antonio Pinto Figueiredo Neto, vulgo ‘Dino’, bem como por um conjunto de gerentes denunciados. Também exercia liderança Divaldo Fernandes Ramos, vulgo ‘PS’, e Jacson Lima Ferreira, vulgo ‘JK’, que mesmo de dentro da prisão seguiu comandando subordinados, negociando a comercialização de entorpecentes, ordenando a morte de desafetos, entre outras práticas criminosas. O MPRJ também descreve a atuação de integrantes de escalão inferior na associação, atuando como auxiliares e vapores – vendendo entorpecentes diretamente aos usuários.

A denúncia narra, por exemplo, conversas interceptadas em que ‘Dino’ fornece drogas e munições aos comparsas, coopta novos criminosos para a horda, orienta seus comandados sobre como proceder na defesa e retomada de territórios, estimula a prática de homicídios por novos comparsas para que se habituem a esta prática, e pede que seja providenciada a remessa de armamentos, inclusive fuzis, rádios de comunicação, dentre outras ações ligadas ao comércio de entorpecentes.

Ademais, as investigações demonstraram que, do interior do Presídio, o denunciado Divaldo, além do controle da venda de drogas em diversas comunidades de Angra dos Reis, ordenava ou autorizava a prática de homicídios, bem como pretendia implementar nestas localidades atividades típicas de milícia, como a cobrança de “taxa de segurança” de empreendimentos para permitir o seu funcionamento, bem como a monopolização da distribuição de serviços como fornecimento de água, TV e internet em favor de empresas que realizam pagamentos mensais à organização, impedindo a livre concorrência no mercado.

A denúncia pelos crimes de tráfico, associação para o tráfico e extorsão foi recebida pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Angra dos Reis.

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

Um comentário

  1. Avatar

    E ainda tem gente pra defender bandido e criticar a polícia! Bando de sem noção!

Untitled Document