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Operação que interrompeu live de pagodeiros tinha miliciano como alvo

Matéria publicada em 27 de julho de 2020, 09:28 horas

 


Bandido estaria escondido em um imóvel próximo de onde músicos se apresentavam

Angra dos Reis – Policiais civis da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que aparecem interrompendo a live do Grupo Aglomerou, na tarde de domingo (26), em Angra dos Reis, informaram que todas as pessoas encontradas no imóvel, alvo da operação e vizinho de onde estavam os artistas, foram autuadas por descumprimento de medida sanitária preventiva, com base no artigo 268 do CP. No imóvel, foram encontrados frascos de lança perfume e indícios de consumo de drogas. De acordo com a polícia, algumas pessoas que estavam na festa também possuíam anotações criminais por diversos crimes como tráfico de drogas, roubo e associação criminosa, mas sem mandados pendentes.

Segundo uma fonte policial, havia a suspeita de que o miliciano Wellington da Silva Braga, o ‘Ecko’, apontado como chefe da maior milícia e um dos bandidos mais procurados do estado do Rio, estaria participando de uma festa no imóvel alvo da operação.

O Disque Denúncia (2253-1177) oferece recompensa de R$ 10 mil por informações que levem à prisão de Ecko. Segundo o portal “Procurados”, o miliciano tem uma aliança com uma facção do tráfico e costuma cooptar ex-traficantes para a sua quadrilha.

Live 

A operação interrompeu o show, que era transmitido ao vivo a partir de uma casa de festas. Em vídeos divulgados na internet, os agentes pedem para que os músicos cessem a música. Durante a ação, dá para ouvir o barulho de um helicóptero e tiros ao fundo.

Um vídeo divulgado em redes sociais mostra os músicos do grupo correndo e tentando se proteger dos tiros no momento da entrada dos agentes na área de lazer onde a live acontecia. Em outro vídeo, uma das pessoas presentes no local tenta avisar aos agentes que o alvo da operação é outro imóvel.

A Polícia Civil informou, em nota, que a live “foi interrompida para evitar que alguém pudesse ser ferido durante a ação”. Ninguém foi preso durante a operação.

O grupo tocava a canção “Compasso do amor”, do grupo Revelação, no momento da interrupção.

Músicos do grupo Aglomerou divulgaram em suas redes sociais que estão bem e que outra live será feita devido o incidente. O vocalista, João Victor, disse que estavam todos bem, explicou que a entrada dos policiais foi um engano e prometeu remarcar a live. “Galera, estamos bem. Tá tudo bem. Tá acontecendo uma operação policial em uma casa bem próxima aqui do espaço. Então, ocorreu esse fato, mas tá todo mundo bem. Não tem nenhum vínculo com o espaço. Não tem problema nenhum com quem tava aqui dentro da live. É isso aí. Tá tudo certo. A gente vai remarcar a live porque a gente tá meio sem clima pra fazer”, explicou João Victor.

O episódio popularizou o grupo: o vídeo viralizou nas redes sociais e virou notícia em todo o país. O número de seguidores do grupo no Instagram passou de pouco mais quatro mil para quase 26 mil nas últimas horas.

Leia a íntegra da nota enviada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil

“Policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), realizaram uma ação no município de Angra dos Reis, na tarde deste domingo (26/07), referente a uma investigação da especializada. Os policiais checavam informação de uma casa onde estaria sendo realizada uma festa desde ontem (sábado) com criminosos foragidos da Justiça. Com a aproximação dos agentes, alguns criminosos correram em direção a um mangue e efetuaram disparos em direção aos policiais, que ainda tentaram localizá-los, sem sucesso. Todas as pessoas que estavam na festa foram autuadas por descumprimento de medida sanitária preventiva, com base no artigo 268 do CP (Código Penal). No local, os agentes encontraram frascos de lança-perfume e indícios de consumo de drogas. Algumas pessoas que estavam na festa também possuíam anotações criminais por diversos crimes como tráfico de drogas, roubo e associação criminosa, mas sem mandados pendentes. Na casa ao lado de onde estava sendo realizada a diligência, ocorria uma live de um grupo musical, que foi interrompida para evitar que alguém pudesse ser ferido durante a ação.”


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3 comentários

  1. Avatar
    Tiozão da Cloroquina.

    Com esse nome “Aglomerou” e tocando pagode de corno, só poderia mesmo a polícia se confundir. Ainda bem que não baixaram o cacete nos caras do conjunto. Aliás, deveriam ser terminantemente proibidas essas lives de cantores medíocres, principalmente os chamados ” sertanejos universitários”, que de sertanejo não têm nada, muito menos de universitário. Deveriam se autointitular “Cornos do Fundamental” ou “Bregas do Mobral”.

  2. Avatar
    Marcelo Melo Cabral

    Leia a materia direito
    ANALFABETO

  3. Avatar

    Onde há pagoderiro, a marginalidade impera!

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