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Os bonecos da Lego contra os alienígenas

Matéria publicada em 7 de fevereiro de 2019, 09:00 horas

 


Animação é a melhor das estreias do circuitão

Os bonequinhos da Lego estão de volta em mais um longa de animação, depois de “Uma aventura Lego”(2014) e “LEGO Batman: O filme”(2017) chega aos cinemas “Uma aventura Lego 2”. Desta vez a cidade de brinquedo é arrasada por um ataque alienígena e os personagens, que incluem o Batman, tentam resistir aos invasores. Outra estreia da semana é “Escape room”, mais um filme de terror para adolescentes que recicla ideias usadas até a exaustão naquela série dos Jogos Mortais. Quem prefere um cinema mais sofisticado e menos comercial pode assistir “Green Book – O guia” no cine Gacemss. Uma história sobre o racismo nos Estados Unidos estrelada pelo competente Viggo Mortensen.

Para começar tem os bonequinhos da Lego, criados na Dinamarca em 1949 os jogos de montar da empresa se tornaram uma mania mundial. Nas últimas décadas a Lego conseguiu os direitos de incluir os super-heróis da DC Comics (Como Batman e Super Homem) e de Guerra nas Estrelas em seus jogos. O que abriu caminho para esta série de longa metragens divertidos que brincam com as convenções dos filmes de ação.

Os dois primeiros filmes foram dirigidos pela dupla Phil Lord e Christopher Miller. Desta vez os dois ficaram encarregados apenas do roteiro e o filme foi dirigido por Mike Mitchel. Há algumas semanas escrevi aqui, nesta página, sobre os heróis caninos do cinema. Em uma cena do desenho do “Bolt, o supercão” o herói encontra um grupo de pombos que são fãs de seu seriado de televisão e eles sugerem: “Faça uma história com alienígenas, todo mundo adora alienígenas”. Realmente, quando os roteiristas do cinema estão sem ideias boas para uma nova história eles apelam para seres do espaço. Foi assim com os super-heróis da Marvel, os da DC Comics e com os seriados de TV do Flash e da Supergirl.

E agora é a Lego, que apela para os ETs diante da absoluta falta de criatividade. Tudo bem que os filmes são só uma desculpa para vender bonequinhos, mas esse negócio de ataque extraterrestre está virando um clichê usado até a exaustão. Como os heróis de filmes como “Oblivion”, os personagens do filme viviam felizes em sua cidade moderna e cheia de tecnologia. Tudo podia ser criado juntando uma série de blocos padronizados. Até que um dia aparecem os invasores e destroem a cidade com uma rapidez maior do que nossos heróis podem remonta-la. O jeito é fugir para o deserto, onde Lucy e Brickowscki passam a morar em prédios de madeira que lembram o velho oeste.

Quando os ETs descobrem seu último esconderijo só resta aos bonecos um último recurso, construir uma nave e fugir para o espaço sideral. Onde eles encontram o herói espacial Rex Dangervest que parece uma mistura de Han Solo com o personagem interpretado pelo Chris Pratt em Jurassic World. Além de pilotar espaçonaves ele treina velociraptors (Chris Pratt faz a voz do personagem no filme, daí a piada com seus filmes). No espaço eles descobrem o planeta base dos extraterrestres e enfrentam sua terrível rainha metamorfa.

Até hoje, dos filmes da Lego, o segundo, do Batman, foi o melhor de todos. O problema do primeiro filme é que ele esticava para duas horas uma história que renderia uma hora, no máximo. Tomara que não tenha caído no mesmo erro nesse terceiro filme, de qualquer forma as crianças vão adorar e atormentar seus pais para que comprem os bonequinhos.

“Green Book- o guia” conta a história de um italiano que vai para os Estados Unidos na década de 1960. Ele arranja emprego como motorista de um pianista negro, que resolve fazer uma turnê pelo sul dos Estados Unidos. Numa época em que as tensões raciais ainda eram altas. O filme tenta mostrar uma realidade esquecida hoje em dia sem tentar ser didático ou discursivo. E o resultado é muito interessante. Destaque para Mahershala Ali como o pianista jamaicano.


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