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Os macacos, o planeta e os homens

Matéria publicada em 25 de março de 2019, 10:00 horas

 


Livro clássico de Pierre Boulle ganha nova edição brasileira

Macacos: A capa não faz jus ao livro

Não importa se você gosta ou não de ficção científica, certamente já ouviu falar do Planeta dos Macacos. Um obscuro livro do escritor francês Pierre Boulle que foi adaptado para o cinema em 1968, com o ator Charlton Heston no papel principal. O roteirista Rod Serling recriou toda a história e o sucesso do filme gerou dezenas de continuações e remakes. Tantas que a revista “Mad” uma vez fez uma sátira intitulada “A ida, a volta e a reviravolta do Planeta dos Macacos”. Apesar de todo esse sucesso pouca gente aqui no Brasil leu o livro original, antes que a história fosse modificada pelas inúmeras versões do cinema. Foi só nesta década que o texto de Pierre Boule foi traduzido novamente para o português e se tornou disponível em uma nova edição da Aleph.
Boule criou o Planeta dos Macacos em 1963, no auge da corrida espacial. E o tema da exploração do espaço esta presente da primeira a última página do livro. Ao contrário das adaptações recentes do cinema que ignoraram o contexto original da história. A trama começa com dois viajantes percorrendo o espaço a bordo de um sofisticadíssimo veleiro sideral em forma de bolha. Eles encontram uma pequena cápsula flutuando no vazio e a recolhem curiosos.
Dentro da cápsula há uma gravação, um relato feito por outro viajante espacial, o astronauta Ulisses Merou. Ulisses conta que fez parte de uma expedição que deixou o planeta Terra para explorar o sistema solar da estrela Betelgeuse, na constelação de Orion, a 640 anos-luz de distância. Eles viajam em uma nave enorme, que tem até uma estufa com plantas para a produção de oxigênio. Ao se aproximarem da estrela vermelha os viajantes encontraram um planeta muito semelhante a Terra com sinais de uma civilização desenvolvida.
Os astronautas deixam a nave principal em órbita e descem num pequeno módulo de desembarque. Em Betelgeuse 3 eles encontram um mundo dominado por macacos superinteligentes. Onde os seres humanos não passam de selvagens mudos, usados como cobaias em experiências. A história satiriza o modo como os homens tratam os animais, “considerados inferiores” e caminha para um desfecho surpreendente.

Por: Jorge Calife – jorge.calife@diariodovale.com.br


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