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Parada do Orgulho LGBTI+ celebra criminalização da homofobia

Matéria publicada em 24 de junho de 2019, 08:05 horas

 


Neste ano, a parada teve como tema os 50 anos de Stonewall
(Foto: Nacho Doce/Reuters)

São Paulo – Para celebrar os 50 anos das primeiras manifestações de luta pela diversidade sexual, cerca de 3 milhões de pessoas lotaram no último domingo (23) a Avenida Paulista, na 23ª edição da Parada do Orgulho LGBTI+, segundo os organizadores do evento.

Neste ano a parada relembra a Revolta de Stonewall, ocorrida em Nova York (EUA) em junho de 1969. Nas ruas da capital paulista, cobertas com as cores do arco-íris, os manifestantes destacaram a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que equipara a homofobia ao crime de racismo.

“Escolhemos o tema e discutimos o assunto com a militância, ao longo de 3 meses, porque é um marco da história do movimento”, afirmou Renato Viterbo, vice-presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, entidade organizadora da manifestação.

Stonewall é uma referência ao bar nova iorquino frequentado por membros da comunidade LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), na década de 1960, que resistiram a uma batida policial, gerando uma série de manifestações pela diversidade sexual. Um ano depois ocorria a primeira Parada do Orgulho Gay, em Nova York.

A 23ª edição da Parada do Orgulho LGBT ) de São Paulo teve concentração em frente ao Museu de Arte de São Paulo
(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Toni Reis, ressaltou que uma campanha contra a fobia contra os homossexuais deve ser lançada assim que for publicado o acórdão pelo STF.

“Acho que é decisão consistente e simbólica. Agora vamos discutir para transformar isso em lei”, disse. Ele acredita que serão necessários instrumentos para garantir o cumprimento da decisão. “Um deles é a educação. “Não para transformar as pessoas em LGBTs, mas para transformá-las em pessoas que respeitem os LGBTI+, que não haja violência”, disse Toni.

Ao visitar o evento, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse, que a expectativa do governo municipal é movimentar neste ano mais dos que os R$ 288 milhões registrados em 2018. “Isso não significa impostos, mas recursos que são injetados na cidade, no turismo, hotéis, restaurantes. Mais importante do que isso é mostrar para o Brasil e para o mundo que São Paulo celebra a diversidade e quer ser referência em respeito aos direitos humanos.”

Diversidade
A adolescente Maria Morena, 17 anos, trouxe a mãe e a avó de 83 anos para a avenida. “Viemos passar o feriado, mas fiquei sabendo da Parada Gay e disse: “Temos que vir. Não tem como”, disse a jovem, que é de Paraty, no Rio de Janeiro. A avó Aricleia Marques disse considerar muito “justa” a participação. “Viemos mostrar que todos nós somos seres humanos”, disse, ao lado da neta orgulhosa.

É por causa da revolta de Stonewall que o orgulho LGBT é celebrado em junho
(Foto: Nacho Doce/Reuters)

“Homofobia, para mim, chega a ser ridículo, porque ninguém está atrapalhando a vida dos outros. Cada um vive a sua vida. Se fere a nossa existência, temos que lutar para quer isso seja normal, porque é uma coisa normal. Mas para a sociedade ainda é muito tabu”, avaliou.

O consultor de vendas Carlos Neto, 26 anos, veio de Belém, no Pará, para “realizar um sonho”. “Aqui é um dia em que a gente pode ser quem a gente é de verdade, andar sem medo na rua. Sem se preocupar se vão olhar com cara torta, se vão nos julgar. Aqui a gente é quem a gente é. Não estamos aqui para baderna ou para impor algo, estamos aqui para mostrar que somos como qualquer um. A gente é tudo isso que o arco-íris transmite”.

Ana Silva, 24 anos, veio de Vitória, no Espírito Santo, e compartilha o mesmo sentimento. “É um momento em que você pode ser livre para expressar quem você realmente é. Às vezes é muito difícil, até mesmo dentro de casa, para falar ‘eu sou gay, eu sou lésbica’. É um momento em que a gente sente essa sensação de comunidade. Aqui você sabe que vai ser aceito sem preconceito.”

*Informações cedidas por Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil


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2 comentários

  1. Avatar
    NILTON JANDIRO MARTINS

    OLA AMIGOS E AMIGAS!

    JESUS CRISTO E O MESMO QUE AMA…E TEM TODO PODER PARA TRANSFORMAR VIDAS, QUE ESTÃO NA CONTRA MÃO DA VIDA. RESPEITO CADA PESSOA QUE DEFENDE ESSE MOVIMENTO, POREM QUERO DIZER EM CRISTO JESUS TEMOS UMA VIDA BEM MELHOR…E SEREMOS LIVRES DE SERMOS CONDENADOS…NO JUIZO FINAL! JESUS CRISTO SALVA…LIBERTA…E TRANSFORMA QUEM SE ENTREGAR A ELE…DE CORPO…ALMA…E ESPIRITO. SEGUIR A JESUS DEVE SER O MODELO DE VIDA, ATE PORQUE JESUS NOS ENSINA QUE DEVEMOS OLHAR SOMENTE PARA ELE…POIS ELE E AUTOR E CONSUMADOR DA FE! ABRAÇOS EM CRISTO JESUS!

  2. Avatar

    ISTO (GAYZICE) TÁ PIOR QUE PRAGA DO EGITO.

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