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Parceria entre prefeitura de VR e UGB vai facilitar entrada de pessoas com deficiência na universidade

Matéria publicada em 5 de agosto de 2021, 10:05 horas

 


De acordo com o projeto, serão oferecidas cerca de 35 vagas para o curso superior de Administração, de maneira híbrida, para pessoas com deficiência – Foto: Divulgação PMVR.

Volta Redonda- Na tarde de quarta-feira, dia 4, a prefeitura Municipal de Volta Redonda e o Centro Universitário Geraldo Di Biasi (UGB) firmaram parceria com o objetivo de oportunizar a entrada de pessoas com deficiência do município no ensino universitário.

De acordo com o projeto, serão oferecidas cerca de 35 vagas para o curso superior de Administração, de maneira híbrida, para pessoas com deficiência.  As inscrições para o processo seletivo e provas vão ocorrer no período de 9 a 14 de agosto e a aula inaugural está prevista para acontecer no dia 16, às 18 horas.

No período de inscrição, os alunos interessados deverão apresentar documentação e comprovação de conclusão do Ensino Médio. A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência ficará encarregada de convocar e ajudar na seleção dos alunos.  Para facilitar a entrada dos alunos na faculdade, a prefeitura vai disponibilizar uma sala no colégio Delce Horta para que os alunos inscritos tenham aulas de reforço e tenham facilidades na aprovação no processo seletivo. O município ainda vai disponibilizar intérpretes para acompanhamento dos alunos nas aulas.

Além do prefeito Antônio Francisco Neto, participaram da reunião o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Pastor Washington Uchôa, a coordenadora do projeto e intérprete de Libras, Eliete Guimarães Vasques, o pró-reitor administrativo do UGB, Osvaldir Denadai, e a pró-reitora Acadêmica, Elisa Alcântara e o assessor especial, Deley de Oliveira.

“Faremos o edital e vamos neste período operacionalizar o projeto. E com este reforço da prefeitura para auxiliar os alunos, todos eles terão mais facilidade para aprovação no processo seletivo. Acreditamos que vão sair da faculdade com condições de exercer a profissão do curso. Vamos oferecer este número de vagas, porém mais adiante poderemos avançar e disponibilizar mais matrículas”, informou o pró-reitor. “Seremos parceiros do município e estaremos juntos neste projeto”, completou a pró-reitora.

O secretário da pessoa com deficiência, pastor Washington, disse que a secretaria vai acompanhar todo o desenvolvimento do aluno durante a preparação e o curso. “O maior objetivo é preparar esta pessoa com deficiência para o mercado de trabalho. Eles merecem ter os mesmos direitos que as outras pessoas. O UGB reconhece o lado social deste projeto e estou muito satisfeito porque o prefeito teve a sensibilidade de colocar este projeto em prática”, disse o secretário.

O prefeito Antônio Francisco Neto frisou que os pais ou alunos que não tiverem condições de assumir a mensalidade terão apoio. “Nós vamos fazer acontecer e já temos 10 empresas que vão apoiar e adotar o aluno, que não puderem pagar”, disse Neto, reforçando que o projeto terá total apoio da prefeitura.

“Queremos que estas pessoas tenham condições de cursar a faculdade e terão ajuda, estrutura e acompanhamento da prefeitura. Esses alunos vão entrar numa faculdade conceituada como o UGB e vão sair de lá vitoriosos. Somos gratos ao UGB por abrir as portas da universidade para este projeto”, ressalta o prefeito.

Pais e pessoas deficientes comemoram a iniciativa

Selma Maria Araújo, ao lado da filha, Ana Clara Araújo Teixeira, 22 anos, que é deficiente auditiva, acompanhou a reunião e ficou feliz pela oportunidade de sua filha poder entrar na universidade.  “Não imaginava que isso pudesse acontecer. Eu não tenho condições financeiras de pagar a faculdade para ela. É um sonho que se realiza hoje para mim e para a Ana”, celebrou a mãe, conversando e agradecendo diretamente ao prefeito pela iniciativa.

Deficiente auditivo, Luciano Rosa, 45 anos, disse que está ansioso para entrar na faculdade. “Só tenho um curso técnico no ensino médio e tenho dificuldades para encontrar um emprego. Sofremos preconceitos, pois nos passam que o deficiente não é capaz. O surdo tem pouco espaço no mercado de trabalho e quero trabalhar dentro de uma função específica. Sei que a partir da faculdade, terei novas oportunidades”, afirmou.


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