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Patrulha Maria da Penha completa três anos

Matéria publicada em 5 de agosto de 2022, 18:23 horas

 


Programa faz o atendimento e monitoramento das mulheres com medidas protetivas decretadas pela Justiça. Volta Redonda ocupa o terceiro lugar das cidades do interior em número de atendimentos

Na Região Sul, Volta Redonda é a cidade com o maior número de atendimentos, num total de 1.399 mulheres, onde 1.347 inseridas no Programa, com atendimento continuado – Foto: Divulgação governo do Estado.

Estado do Rio- O Programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, completa três anos auxiliando centenas de mulheres vítimas de violência todos os dias. Desde a sua criação, de acordo com levantamento da Secretaria de Estado de Polícia Militar, 133.695 mulheres foram atendidas em todo o estado (com ou sem medida protetiva). Dessas, 36.994 estavam inseridas no Programa e recebem atendimento continuado.

Municípios do interior do estado tiveram um número relevante de atendimentos: 53.210. Desses registros, 17.073 mulheres estão inseridas no programa. Na Cidade do Rio de Janeiro foram feitos 58.692 atendimentos, com 14.125 mulheres com medida protetiva. Na Baixada Fluminense, 21.792 chamados, com 5.796 já inseridos no Programa.

Na Região Sul, Volta Redonda é a cidade com o maior número de atendimentos, num total de 1.399 mulheres, estando 1.347 inseridas no Programa, com atendimento continuado.

– A principal atividade realizada pela Patrulha Maria da Penha é o acompanhamento de mulheres com medidas protetivas e que foram encaminhadas pelos Juizados para fiscalização do cumprimento. Portanto, a medida protetiva é o principal meio de acesso das mulheres a este serviço especializado da PM. Daí a importância de que as que estão em situação de violência façam o registro de ocorrência e solicitem as medidas protetivas” – explica a tenente-coronel Cláudia Moraes, uma das idealizadoras e atual coordenadora do Programa.

Começa a segunda fase do programa

A parceria entre o Tribunal de Justiça e a Polícia Militar do Rio de Janeiro caminha para uma nova fase: a capacitação de todo o efetivo da PMERJ no combate à violência contra a mulher. Esta fase trata da ampliação da capacidade de atendimento da Polícia Militar nas ocorrências do tipo, através da capacitação do maior número de policiais em todos os batalhões.

– O propósito deste treinamento é reforçar o conhecimento técnico, legislativo e a sensibilização para um atendimento profissional e ao mesmo tempo acolhedor – ressalta a tenente-coronel Cláudia Moraes.

Até o momento foram capacitados 920 policiais do efetivo ordinário de 23 Batalhões do interior do Estado e Região Metropolitana.

Perfil das mulheres atendidas no programa

Os dados do levantamento apontam que as mulheres negras correspondem a maior parte das mulheres vítimas, com 38,6% (somatório de pretas e pardas), seguido por 27,1% de mulheres brancas.

Já a faixa etária das mulheres é bem variada, indo de meninas com menos de 9 anos até idosas de mais de 80 anos, todas vítimas de violência doméstica e familiar. A maior concentração, 47,2%, corresponde a mulheres entre 20 e 39 anos.

Outro dado do levantamento foi o tempo médio de permanência das mulheres no programa, que ficou em 173 dias, ou seja, elas permaneceram, em média, seis meses sendo acompanhadas pela PM.

– Os dados vêm sinalizando para o aumento da aceitação, por parte das mulheres em situação de violência, do acompanhamento das medidas protetivas pelas equipes do Programa Patrulha Maria da Penha e isso garante maior segurança e respeito por parte dos agressores às medidas determinadas pela Justiça, portanto, levando mais tranquilidade às mulheres e suas famílias – ressalta a tenente-coronel Cláudia Moraes, uma das idealizadoras e atual coordenadora do Programa.

Mulheres atendidas pelo Programa Maria da Penha – Guardiões da Vida fora da cidade do Rio de Janeiro

 

 


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