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‘Patrulha Maria da Penha’ será lançada no Sul Fluminense e na Costa Verde

Matéria publicada em 8 de setembro de 2019, 07:04 horas

 


PMS dos quatro batalhões da região iniciam o treinamento intensivo de capacitação para atuar dentro dos padrões do novo programa

 

Programa foi lançado oficialmente durante as comemorações dos 13 anos da Lei Maria da Penha, no início de agosto- Foto: Divulgação

Volta Redonda- O programa “Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida”, lançado pela Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, o será implantado nos próximos dias nas unidades operacionais do 5º CPA (Comando de Policiamento de Área) para padronizar as ações de prevenção à violência doméstica no Sul Fluminense.

Na manhã de segunda-feira (09), em Volta Redonda, os policiais militares dos quatro batalhões da região – 10º BPM (Barra do Piraí), 28º BPM (Volta Redonda), 33º BPM (Angra dos Reis), e 37º BPM (Resende) – iniciam o treinamento intensivo de capacitação que os habilitará para atuar nos próximos dias dentro dos padrões do novo programa.

Responsável pela estruturação do programa em todo o estado e pelo treinamento de capacitação dos policiais, a major PM Cláudia Moraes lembra que três das quatro unidades operacionais do Sul Fluminense já desenvolvem ações de prevenção à violência doméstica. Ela se refere ao programa “Guardiões da Vida”, que foi implantado pelo 10º BPM e hoje já é adotado pelas unidades de Volta Redonda e Resende.

– Na verdade, o trabalho dos policiais militares dessa região do estado inspirou a criação do Patrulha Maria da Penha. Em homenagem a esse pioneirismo, mantivemos o termo “Guardiões da Vida” na denominação do novo programa – explica a major Cláudia, Subcoordenadora do Escritório de Programa de Prevenção da CAEs (Coordenadoria de Assuntos Estratégicos) da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

A major afirma que não tem dúvida de que o baixo índice de feminicídios no Sul Fluminense é resultado, em grande parte, pelo trabalho preventivo feito nos últimos anos pelos policiais militares da região.

Realizado durante uma semana, segundo ela, o treinamento é feito a partir de três pilares: a sensibilização, o conhecimento conceitual e jurídico, e as técnicas de abordagem e uso racional da força adaptadas ao contexto da violência doméstica e familiar. De forma voluntária, participam como palestrantes juízes, promotores de Justiça, delegadas especializadas no tema, defensores públicos, oficiais e praças da Polícia Militar, além de representantes da rede de atendimento à mulher em situação de Violência. O objetivo é aproximar ainda mais órgãos e profissionais que lidam com esse problema social.

Atendimento especializado

O programa “Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida”, lançado oficialmente durante as comemorações dos 13 anos da Lei Maria da Penha, no início de agosto, foi concebido para prestar um atendimento especializado para os casos de violência doméstica. A padronização do serviço vai possibilitar um monitoramento mais adequado para analisar resultados e ajustar os procedimentos, proporcionando um processo de melhoria contínua.

Integração com instituições

A integração e a parceria foram a pedra de toque para a implementação do novo programa de forma padronizada e em todo o território estadual. A primeira dessas parcerias foi estabelecida com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que possibilita a atuação das patrulhas no monitoramento e fiscalização do cumprimento das medidas protetivas de urgência deferidas. O programa também conta com apoio e parceria da Secretaria de Estado de Polícia Civil, do Ministério Público estadual, da Defensoria Pública estadual, bem como dos órgãos de assistência à mulher em níveis estadual e municipal.

Na maioria das áreas do estado, as denúncias de violência contra mulher lideram com larga margem o ranking dos acionamentos ao Serviço 190, na Região Metropolitana, e às salas de operações dos batalhões do interior.

Após a realização do treinamento, cada unidade operacional do 5º CPA contará com duas equipes especializadas, que atuarão, em dias alternados, das 8 às 18h, acompanhando mulheres que tenham sido ameaçadas e passaram a contar com medida protetiva expedida pela Justiça, além de apoiar órgãos e rede de atendimento à mulher em cada região.

O atendimento emergencial de 24 horas continuará sendo feito pelo serviço de radiopatrulha, cujos policiais poderão contar com orientação técnica da equipe do novo programa.

 


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5 comentários

  1. Avatar

    arrecadar? como?

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    Fico aqui na torcida pois so quem ja compareceu uma delegacia aqui em volta redonda e capaz de ver o descaso que somos tratados .ja permaneci na delegacia por 9 horas e nao condegui registrar um Bolhetim de ocorrencia .a Populacao tem a impressao que estamos no lugar errado .ser um cidadao de bem e dificil .

  3. Avatar
    Cidadão fluminense

    Tenho a certeza que será um grande e exemplar programa de prevenção contra violência a mulher e que tra-la bons resultados.
    Parabenizo a/ aos idealizadores desse programa.

  4. Avatar

    Prá mim é um meio de arrecadação para o estado , A vítima após B.O é designada a voltar para casa e aguardar o pagamento do réu para o estado . Volta a mesma convivência e sem nenhuma hospedagem para vítimas de agressão . Há um grande interesse do estado em ampliar o patrulhamento .Mais sem hospedagem para vítimas.

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      Vc está enganado wasno
      O procedimento padrão é printar a vítima a ir até uma delegacia da mulher registrar a ocorrência e solicitar uma medida protetiva, caso o agressor descumprir a ordem judicial a vítima solicita a presença da PM e o agressor estará preso, por descumprimento de medida judicial.

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