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Pedagoga orienta pais na preparação das crianças para volta às aulas

Matéria publicada em 27 de janeiro de 2019, 11:12 horas

 


Sul Fluminense – No próximo dia 4 de fevereiro milhares de crianças da região Sul Fluminense retomarão suas atividades escolares e, com isso, muitos pais vão esbarrar em uma barreira no que se refere à mudança de rotina entre o período de férias e volta às aulas. De acordo com profissionais da área de Educação, nesta semana que antecede o retorno das crianças às salas de aula, é muito importante que os pais já comecem a prepará-las para os novos desafios, principalmente quando o assunto for acordar cedo ou a mudança de escola. É o que destaca a pedagoga Renata Diniz.

– O sono é um grande problema na volta às aulas porque, mesmo que as crianças já tenham estudado nesse período, elas acabam tendo a rotina alterada durante as férias, quando sempre dormem e acordam mais tarde do que o costume, devido a falta de compromisso. Para evitar problemas na hora de acordar, nos primeiros dias de aula, o ideal é que nesta última semana de férias os pais já comecem a colocá-las para dormir mais cedo e também a acordá-las mais cedo para já possam se acostumar – disse Renata.

Com relação às crianças que tenham sido transferidas de escolas, a pedagoga ressalta que os dias que antecedem a volta às aulas são muito importantes para que os pais as preparem para o novo ambiente, que conversem sobre a necessidade daquela mudança e o mais importante: que passem para as crianças a sensação de confiança na nova instituição onde irão estudar.

– Encarar uma mudança é difícil para um adulto, e isso não seria diferente para uma criança ou adolescente. Com base nisso, o papel dos pais é muito importante nesse período que antecede a volta às aulas, quando todos estão muito ansiosos para conhecer o novo ambiente. Pais que mudaram os filhos de escola, independente do motivo, devem mostrar para eles que tudo foi pensado para o bem deles. Por isso, incentivem ao máximo as crianças a gostarem da escola, fale das qualidades, dos profissionais e de todo o retorno positivo que essa mudança trará para a sua vida – salientou a pedagoga.

Ainda de acordo com ela, independente da questão relacionada ao sono ou mudança de escola, o fato é que nesse período de retorno às aulas os pais devem ter um pouco de paciência com as crianças que, de certa forma, vão encarar uma “novidade” seja pela nova série ou pelos novos professores. Ela explicou que é comum alguns alunos terem dificuldade para se adaptar, no entanto, que a o apoio dos pais, e da própria escola, é fundamental nesse processo.

– Início de ano escolar tudo é novo, gera ansiedade, mas logo as crianças se acostumam e encaram tudo com normalidade. Pais e responsáveis são ferramentas fundamentais no processo de educação e aprendizado das crianças e, por isso, precisam ser presentes na vida escolar de seus filhos. Esse é um período importante na vida dos pequenos, para alguns é ainda mais difícil, por diversos problemas, e a participação dos pais dando amparo, passando confiança e segurança e também cobrando, quando preciso, sempre fará toda a diferença – finalizou a pedagoga.

Encarando mudanças

A representante comercial Carla Fernandes, de 34 anos, tem uma filha de 15 anos, uma de nove e outra de seis anos. Todas estudavam no período da tarde, até o ano passado, e todas vão começar o ano letivo, no próximo dia 4, estudando pela manhã. Com um desafio triplo, de mudar a rotina das meninas, Carla já decretou que a partir desta segunda-feira, dia 29, elas terão que levantar até, no máximo, às 8h30min.

– Essa mudança de rotina vai ser muito difícil para elas no começo, mas acredito que depois vão acabar se acostumando. Nessas férias elas estavam dormindo até umas 10h30mn a 11 horas porque ficavam até tarde vendo TV, mas nos próximos dias vou ter que alterar a rotina para que não sofram tanto quando as aulas começarem. Nesta semana todo mundo vai ter ir dormir e acordar mais cedo do que de costume – disse a representante.

A contadora Vivian Machado de Barros, de 39 anos, tem uma filha de sete anos que neste retorno ás aulas vai encarar o desafio de começar a estudar em uma nova escola. Ela confessa que assim como a filha também está ansiosa e com receio sobre a mudança, no entanto, que tem evitado para passar esse sentimento para pequena. Pelo contrário: segundo Vivian, além de motivar falando que a unidade é melhor, que tem mais estrutura do que a escolar anterior, ela ainda passa confiança para a filha, afirmando o tempo todo que ela vai gostar dos novos professores e novos amigos.

– Embora esteja insegura, por ela, eu tenho passado o máximo de confiança: que a escola é ótima, que ela vai aprender coisas novas, fazer novos amigos, ter mais espaço para brincar durante o recreio, ou seja, procuro tranquilizá-la e estimulá-la para esse desafio. Se depender do meu apoio ela vai tirar de letra esse processo – afirmou a contadora.


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