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Percepção do brasileiro sobre qualidade do ensino piora, aponta CNI

Matéria publicada em 3 de abril de 2018, 11:34 horas

 


Brasília – Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada em parceria com o movimento Todos Pela Educação, aponta que 26% dos entrevistados consideram o ensino no nível médio do país como ruim ou péssimo. Em 2013, quando levantamento semelhante foi feito, o percentual era de 15%. No nível fundamental, o percentual passou de 18% para 27%.

O percentual dos que consideram o ensino médio como ótimo ou bom caiu de 48% para 31% e no ensino fundamental o percentual passou de 50% para 34%.

Segundo a pesquisa, 12% dos brasileiros acreditam que o aluno do ensino médio das escolas públicas está bem preparado para se inserir no mercado profissional e 23% dizem que está despreparado. A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Educação Básica foi realizada pelo Ibope Inteligência e ouviu 2 mil pessoas entre 15 e 20 de setembro do ano passado em 126 municípios.

De acordo com os dados, aumentou de 61% para 74% o percentual dos que concordam totalmente que um ensino de baixa qualidade é prejudicial para o desenvolvimento do país. A pesquisa aponta também que 81% das pessoas concordam que o problema da educação no país podem ser atribuídos à má utilização das verbas destinadas ao setor.

Notas

Os entrevistados deram notas para as condições gerais das escolas públicas de ensino fundamental e médio. Entre 10 fatores avaliados, em uma escala de 0 a 10, as notas médias variam de 3,7 a 6,3.

A segurança nas escolas obteve a pior média na avaliação da população sobre as condições gerais das escolas públicas (3,7). O material didático digital, o acesso a computador com internet e as atividades extracurriculares também estão entre os itens com notas mais baixas.

Soluções

Entre as principais ações apontadas para melhorar o desempenho dos alunos do ensino básico público foram apontadas as seguintes iniciativas: equipar melhor as escolas, ações para estimular a participação dos pais na cobrança por uma boa escola, ações para aumentar a segurança nas escolas e para melhorar o sistema de ensino.

Também foram citadas a necessidade de aumentar o salário dos professores e elevar o número de docentes, além de ações para melhorar a formação docente.

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Educação informou que não costuma se posicionar sobre estudo que não seja oficial.


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2 comentários

  1. Avatar

    Como melhorar algo que não tem investimento e esta entregue as traças o pior fazem greve ficam um tempão parados e depois os funcionários recebem normalmente como se tivessem trabalhado. Uma coisa é certa a cada ano que passa o ensino fica pior que o ano anterior.

  2. Avatar

    Quer ver como o ensino é ruim neste país, vai pra uma universidade federal ou estadual para ver como é, ali se ensina a ciência da alienação, de resolver cálculos sem pensar, de ter uma infinidade de teorias que ninguém sabe como aplicar, ou seja, vc chega no ensino superior do governo acredita que é grande coisa que têm renome, mas só têm gente que se acha superior as outras, que não provaram nada para a sociedade em suas áreas e se acham o máximo só pq têm um doutorado ou mestrado. O ego é maior do que passa para os seus alunos, se fóssemos basear um sistema de qualificação baseado nas ideias de Richard Feynman ele diria, é esse pessoal não sabe de nada, pois se vc não sabe explicar significa que também não domina o assunto. Outro fato é os professores destas universidades afirmarem que o ensino é fraco, mas no superior é apenas a coroação do que há de pior neste país, infelizmente nossas universidades são campos férteis para professores alienar os alunos que têm a mente fraca e não possuem capacidade de pensar por si só e acabam defendendo uma bandeira que não é a correta.

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