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Pezão diz que ainda não foram discutidos recursos para segurança no Rio

Matéria publicada em 19 de fevereiro de 2018, 14:32 horas

 


Rio – O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse hoje (19) que os órgãos de segurança pública do Rio já estão trabalhando em conjunto com as Forças Armadas, mas afirmou que ainda não foi discutida a possibilidade de mais recursos federais acompanharem a intervenção decretada no estado na área de segurança pública.

“Até agora não discutimos nenhum recurso novo para a área de segurança”, disse. Afirmou que pretende aguardar a aprovação do decreto pelo Congresso Nacional para discutir o tema com o governo federal. “Vamos esperar”, disse.

O decreto de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro foi assinado na última sexta-feira (16) pelo presidente Michel Temer e já está em vigor. Com ele, o general Walter Braga Netto, do Comando Militar do Leste, assumiu o cargo de interventor.

A medida, no entanto, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional e pode ser votada hoje pela Câmara dos Deputados. Segundo Pezão, enquanto a matéria não for votada, as Forças Armadas ainda não podem ser empregadas.

“Enquanto não tiver aprovação no Congresso, o Exército Brasileiro não pode entrar [nas favelas]. Mas isso não tem impedido de estarmos permanentemente nos falando, e as equipes dele [do Exército] todas trabalhando juntas no Centro de Comando e Controle ou no Comando Militar do Leste”, disse o governador. “Estamos em uma permanente integração desde quinta-feira”, observou.

Violência, tráfico de armas pesadas e estradas

Ele defendeu que, apesar de não ter os maiores índices de violência do país, o Rio de Janeiro tem peculiaridades que motivaram a intervenção, como a quantidade de estradas federais e o tráfico de armas pesadas.

“Fuzil é arma de guerra em qualquer lugar do mundo. Quando um cidadão está portando um fuzil, o que aparece, em qualquer lugar do planeta, são as Forças Armadas para combater, não é a polícia”, disse Pezão, que continuou: “Bandido portando fuzil quem tem que cuidar são as Forças Armadas. Não é a Polícia Militar sozinha ou a Polícia Civil que vão resolver esse problema”.

Horário integral em escolas pode ser ampliado

Pezão participou hoje (19) da reabertura da Biblioteca Parque da Rocinha, que estava fechada desde dezembro de 2016. Segundo ele, o estado pretende ampliar o horário integral em escolas situadas em favelas do Rio de Janeiro.

Ao discursar na reabertura da biblioteca, o governador afirmou que, se o ensino em tempo integral nos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) tivesse sido mantido desde a década de 80, a situação de violência no estado seria diferente.

“Se tivéssemos acreditado naquele projeto há anos atrás, agora não estaríamos precisando construir mais presídio, mais casa de detenção, mais Degase [Departamento Geral de Ações Socioeducativas] “, finalizou.


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2 comentários

  1. sE TIVESSEM INVESTIDO NOS PROFESSORES E NAS ESCOLAS O QUADRO SERIA OUTRO.

    o QUE SALVA UM PAIS NAO E O EXERCITO E SIM A ESCOLA.

    aINDA VAI LEVAR UM TEMPO PARA SE APRENDER ESSA SIMPLES REGRA.

    e pARA PRESIDENTE FACA COMO SEMPRE “NAO PENSE” E VOTE NO bITOLA QUE A COISA ROLA

  2. Pezão, Cunha, Temer, Moreira, Padilha, Sarney, Cabral, Geddel e Jucá entre outros, todos do PMDB, que há 33 anos está sempre mandando no Brasil e no RJ, ou aliado ao partido que estiver no poder. Nada resolveram até hoje e nem sabem o que fazer até o fim do mandato. Vão empurrar com a barriga até a eleição do novo presidente e do novo governador e também tentar salvar o máximo de deputados aliados que puderem reeleger com esse “marketing” da intervenção na segurança pública no Rio e conseguir cargos no próximo governo.

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