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PF faz operação na casa de empresário em Barra do Piraí

Matéria publicada em 9 de abril de 2019, 08:18 horas

 


Operação Contêiner prende suspeitos de fraudar licitações para UPAs

Fornecimento de contêineres para UPAs tem indícios de irregularidades
(Antonio Cruz/Agência Brasil)

Barra do Piraí – Agentes da Polícia Federal estiveram na manhã de hoje, terça-feira, 9, na casa do empresário Ronald de Carvalho, dono de uma Metalúrgica Barra do Piraí. Ele está sendo investigado por conta de contratos com o governo estadual durante mandato do ex-governador Sérgio Cabral, que está preso em Bangu.

O empresário, que já é considerado foragido, é citado nas irregularidades para fornecimento de contêineres destinados a construção de UPP (Unidade Policial Pacificadora) e UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A ideia era usar contêineres para abrigar as unidades, já que, segundo as explicações iniciais, tornaria a construção mais rápida e mais barata. As unidades ganharam o apelido de “UPAs de lata”.

O ex-secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, citou Ronald num depoimento ao juiz Marcelo Brêtas,  responsável por diversos processos da Operação Lava-Jato no Estado do Rio e quem condenou à prisão o ex-governador Sérgio Cabral.

De acordo com Côrtes, o empresário teria conhecido o ex-governador Luiz Fernando Pezão em Piraí, cidade vizinha a Barra do Piraí e da qual o peemedebista foi prefeito; Côrtes afirma que Ronald foi uma indicação do então vice-governador para o fornecimento do material. Para isso, a licitação foi direcionada no início do primeiro mandato de Cabral. Até então, o empresário não tinha contratos com o poder público.

A operação

Ministérios Públicos de diversos estados deflagraram nesta terça-feira (9) a Operação Contêiner, com o objetivo de investigar um suposto cartel que fraudava licitações para a estruturação de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). As suspeitas abrangem a entrega de materiais destinados a essas unidades entre 2009 e 2013, a partir de contratos celebrados entre a Secretaria de Saúde do DFe a empresa Metalúrgica Barra do Piraí.

A operação conta com a participação dos ministérios públicos de Goiás, Minas Gerais,  do Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Distrito Federal, e conta com o apoio do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Nove mandados de prisão preventiva e mais de 40 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nessas unidades federativas.

Segundo os investigadores, a fraude, obtida a partir de contratações suspeitas, pode ter movimentado mais de R$ 142 milhões, em valores atualizados. De acordo com o MPDFT, provas já coletadas indicam a participação de servidores públicos na realização de “licitações que beneficiariam a Metalúrgica e seu proprietário, o empresário Ronald de Carvalho”.

Segundo o MPDFT, a organização criminosa tinha à frente o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que teria determinado o direcionamento de um pregão no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro ( Sesdec/RJ) em favor da mesma metalúrgica.

“A partir daí, de acordo com as provas e depoimentos de colaboradores, iniciaram-se tratativas para o pagamento de propina em favor do grupo criminoso de Sérgio Cabral”, informou o MPDFT. Também foi apontado o envolvimento do ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Cortes, do empresário da área de produtos médico-hospitalares, Miguel Iskin e Arthur Cézar de Menezes Soares Filho, além de Ronald de Carvalho.

Por meio de nota, o MPDFT informou que, até as 8h, haviam sido presos o ex-secretário de Saúde da SES/DF, Rafael Barbosa; o ex-secretário adjunto de gestão da SES/DF, Fernando Araújo; ex-secretário de saúde do DF, Elias Miziara; o ex-subsecretário de saúde do DF, José Falcão; além de Edcler Carvalho, diretor comercial da Kompazo, empresa que vende produtos hospitalares, e Claúdio Haidamus.

O grupo atuava com o propósito de expandir o “projeto das UPAS” para todo o país. Para tanto foi acertado o pagamento de R$ 1 milhão em propinas por cada unidade construída. O DF foi uma das bases de expansão dessa organização criminosa. Por meio dessas propinas, servidores da Secretaria de Saúde do DF acabaram aderindo à fraude.

Os envolvidos poderão responder por crimes como o de organização criminosa, peculato e corrupção ativa e passiva, além de infrações administrativas e de crimes contra a ordem econômica.

 

 


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7 comentários

  1. Avatar

    1 milhão em propinas por cada UPA construída. VR e BM juntas entregaram 2 milhões recursos da saúde SÓ EM PROPINAS.

    Não foi à toa que os empresários do Sul Fluminense entraram com MUITA força para a campanha do Pezão em 2014.
    Todos que foram na onda dessa instituição foram enganados. Gente! Vamos parar de acreditar em instituições que apoiam POLITIQUEIROS. Empresários, religiosos e outros membros de qualquer instituição não entendem nada de política.

    Se eles estão falando e apoiando já é um bom motivo para riscar o nome do candidato da lista de votação. E lembrem-se de RISCAR PRINCIPALMENTE o partido que abrigam esses nomes, pois são os partidos que tomam a frente. São os partidos que autorizam a candidatura.

    Eu sempre fiz isso e nunca votei em pilantras, bandidos e POLITIQUEIROS.

    O último acerto foi com o prefeito de VR. Eu iria votar no Samuca por ser novo e de fora dos POLITIQUEIROS antigos. Ao ver empresas apoiando ele inundando VR com montanhas de santinhos (até no caixa eletrônico saiu notas de Reais com o santinho dele de tanto que tinha em cima do aparelho de um banco que viram e não fizeram nada)

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    Gente A lava jato tem que uma varredura nas prefeituras e câmaras de vereadores ..

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    Essa é a cara do empresariado brasileiro, que apoiado por parte da classe média q lhe serviu de escada, faz lobby, propaganda negativa na mídia, esbravejando q todo mal do Brasil é a CLT e a Previdência Social. E ainda tem Jumentos q vem aqui dar opiniões, comentários, a favor dessa gente e dessas covardias c o povo brasileiro.
    O Brasil só vai melhorar, creio ser utopia, na hora q esses malandros pagarem o q devem, e não jogar a carga na população.
    Com a palavra: Esses imbecis q os defendem

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    Antonio Carlos Peludo

    Safados .Falta ainda o BELTRAME que sumiu do mapa

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    Demorou!!!!

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    A PF tem é que investigar o prefake PINÓQUIO de VR que a que tudo indica esta gastando mais do que ganha.

    Acordam, PF e MPF.

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