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Picciani é reeleito líder do PMDB na Câmara

Matéria publicada em 17 de fevereiro de 2016, 18:11 horas

 


Deputado carioca teve 37 votos contra 30 de Hugo Motta; resultado é vitória do Planalto contra Cunha

Levou: Leonardo Picciani teve grande mobilização a seu favor para vencer eleição

Levou: Leonardo Picciani teve grande mobilização a seu favor para vencer eleição

Brasília – Com 37 votos, o deputado federal Leonardo Picciani (RJ) foi reconduzido ao cargo de líder da bancada do PMDB na Câmara dos Deputados. Mais próximo ao Palácio do Planalto, Picciani venceu Hugo Motta, que obteve 30 votos. Motta era o candidato do presidente da Casa, o também peemedebista Eduardo Cunha (RJ). Dos 71 deputados aptos a votar, dois não votaram

Além do apoio do governo, Picciani teve a seu favor a ampliação da bancada na Câmara com o retorno de titulares que ocupavam cargos no Executivo e foram exonerados para participar das eleições desta quarta-feira à tarde. É o caso de Marcelo Castro, que foi exonerado do cargo de ministro da Saúde somente para participar da votação. Castro foi indicado para a pasta por Picciani nas negociações com o Planalto na última reforma ministerial.

Os deputados Pedro Paulo (RJ) e Marco Antônio Cabral (RJ), que são secretários no governo do Rio de Janeiro também deixaram seus postos para participar da eleição, com a missão de apoiar a recondução de Picciani.

A escolha da liderança da bancada do partido é uma das mais esperadas neste início de ano em função dos reflexos que o nome terá sobre as decisões na Câmara, entre elas a pauta de votações do governo e o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A eleição de Picciani é entendida como favorável ao Planalto e enfraquece uma parcela do PMDB que defende o rompimento com o governo. A escolha também pode ter impacto no destino de Cunha, que enfrenta um processo de cassação de mandato no Conselho de Ética.

Maior bancada na Câmara, o PMDB tem força sobre a tramitação de projetos importantes para o governo. Além disso, também compete ao líder a indicação dos oito integrantes do partido na comissão especial que analisará o pedido de impedimento da presidenta.

O caso do ministro

O ministro exonerado Marcelo Castro, que pediu para deixar a pasta por algumas horas para participar das eleições da liderança do PMDB na Câmara dos Deputados, afirmou que não sofreu qualquer pressão do Planalto para tomar esta decisão. “Nenhuma pressão e nem pedido de ninguém. É uma decisão pessoal que o Palácio recebeu bem”, disse, enquanto caminhava para o Plenário 1, onde começa o processo de votação para a escolha do líder da legenda.

Castro foi indicado para a pasta pelo atual líder do partido Leonardo Picciani (RJ), alinhado com o governo, durante as negociações da última reforma ministerial. A ala insatisfeita do partido, que apoiou o nome do concorrente, Hugo Motta (PB), acusou Picciani de montar uma “base artificial” para garantir os votos para sua recondução. “Não é manobra”, garantiu Marcelo.

Único representante do PMDB no Piauí e presidente regional do partido no estado, ele disse que era seu dever participar da escolha. “Achei que seria um dever meu estar presente para decidir o futuro da minha bancada. Por que o Picciani? Porque tem as melhores condições na bancada em torno desse projeto do governo da presidente Dilma, do qual eu faço parte”, explicou.

Na terça-feira (16), a oposição defendeu um requerimento para convocar o ministro da Saúde para explicar as medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti no país. Castro afirmou que iria espontaneamente falar sobre o assunto, mas parlamentares que assinaram o documento disseram que a motivação para a convocação foi a saída do cargo, diante da crise provocada pelo vírus zica, transmitido pelo mosquito.

“Acho que o povo compreende perfeitamente que eu me afaste do Ministério da Saúde por um dia, deixando no meu lugar uma pessoa que está acompanhando tudo o que nós estamos fazendo, pessoa competente, que já foi ministro da Saúde”, afirmou, fazendo referência ao secretário executivo da pasta, José Agenor Álvares da Silva, que assumiu o cargo. “Nossa expectativa é passar o dia de hoje (Quarta) aqui, e amanhã (quinta) voltar”, acrescentou.


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Um comentário

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    Esse eleição significa que nossa Presidente, continua mandando, e que termos aprovação de mais impostos, mais pedaladas fiscais etc etc etc..

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