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Polícia Civil divulga balanço da Operação Open Doors

Matéria publicada em 18 de setembro de 2018, 08:44 horas

 


(Foto: Reprodução)

Barra Mansa – Policiais civis da 90ª DP (Barra Mansa) divulgaram nesta terça-feira (18), balaço da Operação Open Doors, realizada no dia anterior, no Estado do Rio, onde foram presas 29 pessoas. Foram apreendidos mais de R$ 30 mil, dez celulares, dez notebooks, três computadores, quatro carros e uma moto.

A mesma operação também foi realizada em outros estados. Três pessoas foram presas em São Paulo, duas no Paraná e uma em Minas Gerais. Um dos presos foi o cantor sertanejo Rick Ribeiro, em Ponta Grossa, no Paraná.

Pela denúncia, o cantor seria um dos hackers do grupo e usaria o dinheiro das fraudes para financiar seus clipes. Segundo a investigação, o cantor comprava carros de luxo com o que era roubado. Um dos veículos foi avaliado em R$ 500 mil.

A operação contou ainda com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Ao todo, 237 suspeitos foram denunciados.

Como agia a quadrilha:

Os agentes criminosos enviam SPAMs  de e-mail e SMS, aleatoriamente, para milhares de pessoas físicas. Os spam’s continham mensagens, supostamente, de instituições bancárias alertando sobre a necessidade de atualização de segurança da conta, com a indicação de link de acesso.

Ao clicar nesses link’s, a vítima era então direcionada a websites phishing, com programas maliciosos que capturam informações de contas e senhas, abrindo caminho para a retirada de quantias das contas, de forma fraudulenta.

Outra modalidade de ação criminosa, utilizada pelo grupo, causava prejuízos ainda de maior, sendo em alguns casos montantes de R$ 500 mil. Um componente da quadrilha ligava para as potenciais vítimas, se fazendo passar por funcionário de instituição bancária, para obter dados pessoais.

No passo seguinte, o golpe tinha continuidade, conseguindo o agente criminoso ludibriar, inclusive, funcionários do setor financeiro de grandes corporações.

As investigações apontam ainda a denúncia, assinada por promotores membros do GAECO/MPRJ, que os integrantes da organização adotaram mecanismos para camuflar a origem ilícita do produto de seus crimes econômicos, na figura típica conhecida como lavagem de dinheiro, por meio da utilização de ‘laranjas’ na compra de terrenos, apartamentos e salas comerciais e para a ocultação de patrimônio.


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2 comentários

  1. Quantos foram presos em Volta Redonda ?

  2. Melhor já ir se acostumando !!

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