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Dono de joalheria na região é alvo da operação do MP

Matéria publicada em 13 de agosto de 2019, 07:48 horas

 


Ele foi preso durante operação Open Door em Volta Redonda

Volta Redonda e Barra Mansa – A Polícia Civil e Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) e da Promotoria de Investigação Penal de Barra Mansa, deflagraram no início da manhã desta terça-feira (13), a terceira fase da Operação Open Door.  A intenção foi cumprir mandado de prisão contra três envolvidos em uma quadrilha de hackers que fraudava contas bancárias e que atua em sete estados brasileiros.

Entre os suspeitos está o empresário Laci Mendonça, um dos donos de uma rede de joalheria na região, detido nesta manhã, em Volta Redonda. Ele é apontado como responsável pela lavagem de dinheiro da organização criminosa.

Laci foi preso na casa onde mora no bairro Morada da Colina. Segundo o MP, ele mantinha no nome dele, uma casa , em Angra dos Reis, além de jet ski, e uma lancha, que, na verdade, pertenciam a um dos integrantes da quadrilha.

Dois veículos de Laci foram  apreendidos. Os agentes também cumpriram mandado de busca e apreensão na casa da filha do empresário.

O delegado titular da 90ª DP (Barra Mansa), Ronaldo Aparecido de Brito comandou a investida policial.

Durante a Operação Open Door foram denunciados ainda, o ‘hacker’ Washington José Felício – preso na segunda fase da operação, em setembro de 2018 –; Rodrigo Antônio Moreira, que também está  preso, além de  Laci Mendonça, detido nesta manhã.

–  Os outros  mandados serão cumpridos  no sistema prisional, onde já estão detidos o hacker Washington José e Rodrigo Antônio –  explicou o delegado.

De acordo com a denúncia, os três e demais suspeitos ainda não identificados, constituíram, integraram e promoveram organização criminosa, caracterizada pela divisão de tarefas. Os mandados foram expedidos pela 2a Vara Criminal de Barra Mansa. A quadrilha de hackers age não apenas na região, mas em outros 17 estados do país.

Dinheiro

A primeira fase da Operação Open Doors foi realizada em agosto de 2017. As investigações apuraram que ‘hackers’ exercem papel central e determinante na organização. Burlam a segurança bancária e conseguem acesso aos dados dos titulares das contas lesadas. Com isso se apropriam de senhas, CPF, nº de agência e conta, nome completo do titular. Com essas informações, eles solicitam aos ‘cabeças’ que lhes forneçam contas de ‘laranjas’ para que possam direcionar o dinheiro subtraído das vítimas.

Delegado comandou todas as etapas da Operação Open Door

Presos na Operação Opem Door em 2018 forram levados para Parque da Cidade, em Barra Mansa (Foto Dicler de Mello e Souza)

O delegado titular 90ª DP (Barra Mansa), Ronaldo Aparecido de Brito, comandou todas as três etapas da Operação Open Door realizadas desde 2017, no Sul Fluminense. Ao todo, 237 suspeitos foram denunciados com suspeita de desviar mais de R$ 30 milhões de contas bancárias, em um ano.

Uma das etapas foi realizada em setembro de 2018.quando 28 pessoas foram presas por integrarem a organização criminosa. .Os denunciados pelo Ministério Público, desviavam  dinheiro  de contas bancárias, principalmente nas cidades de Volta Redonda e Barra Mansa.

Segundo a polícia, foram presos à época, os suspeitos de comandarem a quadrilha e identificados com André, Thiago, e Léo Carroça, que era dono da boate Mistura Carioca, no Conforto, em Volta Redonda,.  Também foram detidos aliciadores e “laranjas”.

Na ocasião, os detidos foram levados para o Parque da Cidade, em Barra Mansa. Em seguida,  levados para presídios no Rio.

Entenda o caso

O delegado Ronaldo Aparecido de Brito explicou, que os hackers invadiam os sistemas bancários e desviava os valores para contas de “laranjas”, que efetuavam saques e sempre eram acompanhados pelos aliciadores, que ficavam encarregados de resgatar o dinheiro. Os aliciadores pagavam o percentual ao laranja, que era de 10%, e levava o dinheiro até o “cabeça”, que dividia com o hacker.

Segundo a polícia, o grupo atuava no Sul Fluminense há mais de uma década, mais precisamente em Barra Mansa. Com acesso a dados cadastrais sigilosos, os suspeitos entravam em contato com as vítimas ou até mesmo departamentos jurídicos de grandes empresas e se passavam por funcionários de bancos.

O promotor Carlos Eugênio Laureano reforçou que, em razão das atividades dessa associação criminosa era trazer para os integrantes da quadrilha um ganho financeiro bastante elevado.

– O que verificou foi que os criminosos usavam laranjas para receber o dinheiro desviado e depois cometiam atos de lavagem para usufruir do produto do crime. Por isso a apuração vai prosseguir neste sentido e a ideia é que se consiga identificar outros novos integrantes e consiga novas prisões – disse Laureano, em setembro do ano passado.

Preso cantor sertanejo

A Operação Open Doors foi realizada simultaneamente em vários estados do país. Em Ponta Grossa, no interior do Paraná, foi preso o cantor sertanejo Rick Ribeiro. Ele seria um dos hackers do grupo e usaria o dinheiro das fraudes para financiar seus clipes.  Pela acusação, o cantor comprava carros de luxo com o que era roubado. Um dos veículos foi avaliado em R$ 500 mil. Ainda segundo a polícia, outros integrantes da quadrilha também ostentavam dinheiro do esquema na internet.


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29 comentários

  1. Avatar

    O LULA TÁ P.R.E.S.O. BABAKs

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      POMBO = Mais um Bozoloide corrupto, miliciano detectado. Como sempre, só sabe escrever Lula tá preso e PT corrupto. Esse Bozominions não entendem nada de política, mas cismam em dar opiniões.

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    Acho interessante as pessoas protegerem os filhos do cidadão preso.
    Será que nunca souberam das tramoias do pai ?
    Nunca usaram da casa de Angra ?
    Nunca passeou de lancha pelos mares de Angra dos Reis ?
    Nunca participaram das festas regadas a bebidas impostadas ?
    Trabalham por conta própria sem nunca precisar da ajuda financeira do pai ?

    Me poupe, se alguma pergunta acima foi respondida SIM , os filhos são iguais ao pai.

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    Tudo passa. Todos ansiamos pela justiça, mas qdo nos atinge, somos tentados a acrescentar à palavra, o prefixo que nos iluda. a razão é de quem a possui, não se pode comprá-la. Os honestos fiquem firmes, os que estão à margem da lei, se aquietem, paguem pelos seus erros e que Deus o mais Justo dos Justos se manifeste a cada um, por seu quinhão.

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    Já tem um bando de puxa-sacos exercendo sua nobre atividade aqui…

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    enquanto os pobres se humilham para sobreviver empresarios ,politicos e agentes publicos usam o poder que tem para cometer crimes ……

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    Por isso, no topo da crise, lojas fechando, joalherias vazias se sustentam fazendo concorrência em 20 metros dentro do mesmo shopping. Regra 1 do empresário brasileiro… Nada de honestidade.

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    Com certeza estavam na Praça Brasil, na última passeata, c camisas da CBF, bradando contra a corrupção, enaltecendo o Marreco de Curitiba, saldando o Bozzo e sua trupe, pedindo intervenção militar , morte aos “esquerdista”,

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    Filhos não podem ser taxados pelos erros dos pais. Junior sempre trabalhou, honesto, de uma fé inabalável.

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      Fé??? Ter fé faz alguém ser superior a alguém? No mínimo o filho é cúmplice. Deve saber das malandragens todas. Só tem comportamento diferenciado. Deve ser aprendiz dos pais.

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    O pai consegue sujar o nome de toda a familia…lamentavel !!!

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    Mais um famoso CIDADÃO DE BEM, envolvido com falcatruas ( assaltos a própria loja e lavagem de dinheiro). Esses são os empresários da região. Tudo picareta. Tem umas dezenas deles por aí.

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    Estudar que é bom , ninguém quer !!!!!!!
    Como gostam de sair na coluna social.

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    Tão pão duro quanto aparentemente é corrupto.
    O escorpião no bolso dele é tão forte que espalhou até pro resto da casa, aliás se você frequentar a casa do velhote é melhor prestar atenção, parece um enxame

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      Velhote??
      Que futilidade!!!
      O que está em questão é o caráter e não a idade, j ate porque os idosos tem proteção especial

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      Numa crise louca o Laci ostentando riqueza, só trouxa que não percebia que as joalherias eram pra lavar dinheiro. Tenho pena dele todas as mulheres que arrumava levava galho, chegou a ganhar o apelido de CHIFRE DE OURO.

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    Uma coisa que venho percebendo… Quanto mais as pessoas tem, mais buscam meios de se enriquecer .. O meio empresarial de uns anos para cá está podre… Esquecem que exercem uma função social… Ou seja, existem pessoas que dependem deles para sustentar suas famílias..

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    Bom dia, esse é o empresário que todo ano roubam a joalheria dele (só a dele neh) estranho..
    Os filhos vivem só ostentando e sem trabalhar!
    Tá explicado.!!!

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      bom dia meu amigo,
      quanto ao pai , não posso falar nada,agora quanto ao junior, não fale sem conhecer.menino bom,trabalhador e honesto!!!

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      TRAZEM A PIPOCA….VAI COMEÇAR A TRETA…KKKKK

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      capeta da grota do Santa cruz

      cara como ta cheio de puxa saco …

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      Amigo eu até concordo com os roubos todo ano mais dizer que os filhos ” só ostentando e sem trabalhar é muita mentira. Se você conhecesse mais você não falaria assim.
      Bom dia

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      Trabalhei na joalheria 14 anos, família de trabalhadores, a reportagem diz suspeito e já tem uma turma condenando. Casa em Angra vários trabalhadores da região tem. Lancha ele tem a muitos anos. Vamos aguardar a justiça terminar a investigação.

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      Todos os frutos que derivam de uma árvore podre, também são envenenados. Se os filhos tem patrimônio dado pelo pai, se aproveitaram da atividade criminosa do pai. Cadeia pra todos. Pau no lombo sem massagem

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