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Polícia desbarata quadrilha que agia no projeto Minha Casa, Minha Vida

Matéria publicada em 14 de agosto de 2015, 17:27 horas

 


Milícias tomavam conta de condomínios do programa federal espalhados pela capital carioca

Cerco: Bandidos tinham domínio de áreas que abrigam condomínios populares (Foto: Divulgação)

Cerco: Bandidos tinham domínio de áreas que abrigam condomínios populares (Foto: Divulgação)

Rio – Quatro pessoas foram presas nesta sexta-feira durante operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro para combater milicianos que agem em 39 condomínios do Programa Minha Casa, Minha Vida, onde moram 30 mil pessoas, e em 11 estabelecimentos comerciais na zona oeste do Rio de Janeiro.

Cerca de 350 policiais participaram da operação, que cumpriu 52 mandados de busca e apreensão nos bairros de Santa Cruz, Paciência, Sepetiba, Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Senador Camará, Realengo e Santíssimo.

Foram apreendidos material e documentação da organização criminosa, um carro clonado, réplicas de pistolas e uma farda do Exército. Um ponto de distribuição de sinal de TV a cabo clandestina também foi fechado em Sepetiba.

Na chamada Operação Alfa, os mandados foram cumpridos por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais, com apoio da Polícia Civil, do Ministério Público do Rio de Janeiro e da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar da Corregedoria da Polícia Militar.

Em andamento, as investigações apuram práticas criminosas como cobranças de taxas por serviços clandestinos de segurança, imposição da compra de cestas básicas por valores acima dos de mercado, agiotagem, invasão de propriedade, parcelamento irregular do solo urbano, distribuição ilícita de sinal de TV a cabo e internet, jogos de azar, prestação de serviços de transporte coletivo clandestino e venda ilegal de botijões de gás.

As denúncias de invasão de apartamentos do programa federal de moradia no Rio obrigaram o Ministério da Justiça a anunciar mudanças no Minha Casa, Minha Vida. Os próximos empreendimentos serão aprovados após estudos que comprovem que o local de construção tem estruturas de segurança apropriadas.

No início do mês, moradores do Conjunto Residencial Radialista Haroldo de Andrade, em Barros Filho, zona norte do Rio, inaugurado no ano passado, denunciaram à polícia que traficantes de favelas vizinhas expulsaram moradores dos apartamentos e vendiam drogas dentro do condomínio.

Em julho, 40 famílias do Residencial Guadalupe, também na zona norte, informaram à Secretaria Municipal de Habitação ter deixado os imóveis por causa da presença de homens armados e da venda de drogas na área.


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