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Polícia Federal prende diretor da Odebrecht em Salvador

Matéria publicada em 22 de março de 2016, 13:09 horas

 


Salvador – Um dos diretores e funcionário de confiança da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, foi preso preventivamente na manhã de hoje (22), em Salvador, na Operação Xepa, a 26ª fase da Operação Lava Jato. Conhecido como Bel Silva, o investigado foi dono de uma rede de churrascarias na Bahia. No momento da prisão, ele estava em seu apartamento, no Jardim Apipema, condomínio de luxo, no Horto Florestal. As informações são da Agência Brasil.

O executivo é apontado nas investigações como operador de propinas por meio de offshores (empresas abertas em paraísos fiscais). Ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde se concentram as investigações.

“A partir das investigações, em planilhas e trocas de e-mails, o executivo foi apontado como um dos chefes de operações estruturadas para pagamento de propina da Odebrecht”, disse a delegada Renata Rodrigues, referindo-se à estrutura exclusiva para o pagamento de propinas, dentro da empresa-alvo da operação.

Uma pessoa com pedido de prisão preventiva ainda não foi localizada em Salvador, segundo a superintendência. Outra, o funcionário Luiz Roque Silva foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos à Superintendência da Polícia Federal e já foi liberado.

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da Odebrecht,na Praia do Forte (Mata de São João), no aeroporto e em uma empresa de câmbio e turismo, dentro de um shopping da cidade.

A Operação Xepa é a 26ª fase da Lava Jato, um desdobramento da 23ª fase, a Operação Acarajé.

Segundo a PF, cerca de 380 policiais federais cumprem 110 ordens judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.

Ao todo, são 28 mandados de condução coercitiva, nove mandados de prisão temporária e 4 mandados de prisão preventiva, em todo o país. Segundo a PF, os investigados responderão por crimes de corrupção, evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de ativos, segundo a polícia.

Em nota, a Odebrecht confirma o cumprimento dos mandados da Polícia Federal “em escritórios e residências de integrantes em algumas cidades no Brasil”. A nota diz ainda que “a empresa tem prestado todo o auxílio nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários”.


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