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Policiais civis e militares são capacitados no combate à homofobia

Matéria publicada em 8 de outubro de 2015, 10:24 horas

 


Ao todo, 18 mil agentes passarão pela Jornada Formativa até 2016

Rio de Janeiro – Seis mil policiais civis e militares de todo o Estado do Rio de Janeiro serão capacitados na 3ª Jornada Formativa de Segurança Pública e Cidadania LGBT, até dezembro de 2016. O objetivo é ampliar o combate à homofobia e o atendimento respeitoso a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. No total, as três edições capacitarão 18 mil policiais.

Nesta edição, a capacitação, que já foi realizada na capital, Região Metropolitana e Baixada Fluminense, será estendida para o interior e para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Para o subsecretário de Educação, Valorização e Prevenção da Secretaria de Segurança, Pehkx Jones da Silveira, a Jornada Formativa é uma forma de garantir direitos.

– Há oito anos, a agenda LGBT integra a da segurança pública e dos direitos humanos no Estado do Rio. Nada mais natural do que reforçá-la e ampliá-la, fazendo uma reflexão permanente com os policiais sobre os direitos e a valorização da cidadania LGBT – afirmou Pehkx.

A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Cosentino, ressaltou que a jornada aproxima lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais das polícias e do Estado.

– É uma grande vitória reunir tantos policiais para discutir o preconceito, principalmente contra um grupo que está cada vez mais exposto a crimes de ódio. Quando a vítima percebe que a polícia está qualificada e respeita sua condição, ela se sente mais segura com o policial que está na rua e sabe que será acolhida no momento de fazer a denúncia – disse a secretária.

Mais de 90 encontros

Organizada pelo Programa Estadual Rio Sem Homofobia, a Jornada Formativa prevê 55 encontros com policiais militares e 40 com agentes civis. As capacitações terão duração de seis horas e abordarão questões específicas como policiamento preventivo e abordagem, para a PM, e investigação e registro de ocorrência, para as delegacias.

– A terceira jornada mostra que a política pública de segurança voltada para a cidadania LGBT tem sido tratada de forma perene e cuidadosa e de maneira continuada. Vamos continuar as capacitações na capital, na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana e incrementar a formação no interior para atingirmos policiais de todo o Rio de Janeiro – explicou o superintendente do Rio Sem Homofobia, Claudio Nascimento.

O 25º Batalhão da PM, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, será o primeiro a ter 100% da tropa capacitada: 700 agentes passarão pelo curso até dezembro deste ano.


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3 comentários

  1. Sou policial militar, cristão, heterossexual e casado. Boa iniciativa sim, muito válido esse curso. São pessoas discriminadas sim e perseguidas. No meio “cristão” então nem se fala. São consideradas endemoniadas por terem a opção que tem. Faço parte do meio cristão e tenho orado pela mudança de mente do povo que ainda é extremamente ortodoxa. Lamentável!

    • Boa soldado, tbm sou cristão-católico, professor, hetero e casado, mas vejo o quão estúpida são as qualificações e análises por parte da sociedade diante desta questão, principalmente por cristãos, confusos e ignorantes no trato de sua fé e no que tange os ensinamentos de Jesus. é necessário ainda avançar muito no respeito, trato e compreensão tal público.

  2. Não entendo essa turma LGBT, ficam a todo momento querendo “impor” a sociedade, que sejam tratados com igualdade, pois são pessoas normais como qualquer outra, o que sem duvida alguma eu concordo( são pessoas como qualquer outra). O que não dá para entender, é que a todo momento, querem ser tratados com igualadade, mas terem direitos diferenciados, querem ter privilégios apenas pelo fato serem gays. Também não concordo que haja tanto preconceito ou discriminação como tentam passar para a sociedade, o que ocorre é que, quando agem com desrespeito, imoralidade, obcenidade, recebem o mesmo tratamento que receberia um hétero, mas por serem gays, acham questão sendo discriminados, e não é bem assim. Quem quer respeito, tem que respeitar.

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