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Policiais fazem ato na porta da Delegacia de Resende

Matéria publicada em 24 de outubro de 2020, 17:42 horas

 


Manifestação é realizada após policiais sofrerem críticas em redes sociais por causa da prisão de uma candidata a vereadora

Prisão de candidata a vereadora gerou críticas e apoios aos policiais da 89ª DP

Resende – Agentes de diversas delegacias de Polícia Civil da região fizeram um manifesto na tarde deste sábado, dia 24, em frente à sede da 89ª DP (Resende) , devido à críticas que estão sofrendo após a prisão de uma candidata a vereadora. A mulher foi à delegacia registrar uma queixa de violência doméstica, mas acabou detida porque teria desacatado e ofendido os policiais. A candidata, de 44 anos, foi solta na sexta-feira (23), depois de uma audiência de custódia.

Nas redes sociais, alguns posts, segundo os agentes, criticam o caso envolvendo a candidata, presa pelo delegado titular Michel Floroschk. Em entrevista ao DIÁRIO DO VALE, um agente afirmou que a prisão foi feita dentro da lei.

– Esse comportamento que ela teve é totalmente atípico. Temos atendimentos diários aqui e isso não ocorre. A informação que está circulando, que não ocorre zelo e acolhimento em nossos atendimentos, é totalmente descabida – afirmou o policial.

Em conversa ao DIÁRIO DO VALE, outros agentes se pronunciaram em relação ao caso, destacado nesta semana.

– Como ela (candidata) cometeu um crime, mesmo estando como vítima, não podíamos prevaricar. A lei foi cumprida. Nada de errado foi feito – esclareceu um agente.

Diversas pessoas se manifestaram através das redes sociais após o ocorrido, alegando que a candidata, de vítima, foi transformada em ré, enquanto registrava uma queixa baseada na Lei Maria da Penha. Segundo consta no registro de ocorrência, foi constatado que a candidata, em dado momento, teria ofendido os agentes – inclusive o delegado – durante o atendimento; atrapalhando inclusive, o andamento do serviço dos policiais dentro da unidade.

Na ocasião, a candidata foi atendida por dois agentes, sendo uma mulher. Após a confusão, a policial deu a seguinte declaração. ”Ontem, infelizmente, um dos flagrantes que nos foi apresentado, foi o de violência doméstica. A vítima, muito alterada, acabou causando verdadeiro tumulto, paralisando os serviços da unidade durante um longo período. A vítima de violência doméstica merece todo acolhimento e atendimento, mas isso não pode servir como desculpa para prática de outros delitos, principalmente dentro de uma delegacia”, declarou a agente após o ocorrido.

Outra agente também comentou sobre o caso. “Pretendemos defender a ação policial. Ou seja, a legalidade da prisão. Estamos tentando juntar o máximo de agentes possíveis. Me informaram que está vindo, inclusive, policial do Rio. Deixando claro que este encontro não é vinculado aos agentes da 89ª DP, porém, todos se ofenderam com as supostas declarações, dizendo que a Polícia Civil responde ao cárcere, de maneira injusta, para retaliar ao próprio ego, ferido”, explicou a policial, que também é perita criminal.

A mesma agente ressaltou o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil. ”Caso seja verídico (declarações), a gente não pode deixar isso passar despercebido. Enquanto policiais civis, estamos sempre trabalhando pela legalidade. Nesse caso, a candidata foi solta em audiência de custódia, com liberdade provisória; mas a prisão foi considerada pela Justiça de forma legal. Se essa declaração realmente for verídica, quem a fez, se pronunciou de maneira bastante infeliz”, finalizou.

Por fim, outro agente destacou que o trabalho desenvolvido no dia do registro da ocorrência, foi o correto. “As pessoas não conhecem o caso de forma concreta, como todos os detalhes. Com isso, a Instituição é atingida dessa forma. A Polícia Civil leva essa questão de violência contra a mulher de uma forma muito séria. Talvez, uma das pioneiras em todo o território brasileiro. A gente pede que a população continue confiando no trabalho da Polícia Civil, e que continue fazendo seus registros – inclusive pela internet – num primeiro momento. A gente quer que isso seja consolidado e que as mulheres tenham consciência de seus direitos. Que sempre serão bem atendidas”, frisou um agente.

Policiais se manifestam sobre a repercussão da prisão da mulher

A Polícia Civil disponibilizou ao DIÁRIO DO VALE o texto divulgado nas redes sociais.

Confira a íntegra:

“A vítima compareceu a 89ª Delegacia de Polícia de Resende, por volta das 9:00h da manhã, para realizar o registro de ocorrência pelas agressões sofridas: o seu ex-marido destruiu toda a casa e a agrediu na frente das suas duas filhas.
Desestabilizada, a vítima conta que não foi bem atendida na unidade policial. Porém, ao questionar, devido ao seu estado emocional abalado, foi interpretada como agressiva e teve a prisão decretada a princípio pelo crime de desacato (art. 331, CP).
Entretanto, como se sabe, não cabe prisão em flagrante no crime de desacato, conforme expressamente vedado pelo art. 69, da Lei 9.099/95, por se tratar de infração de menor potencial ofensivo (pena máxima de até dois anos).
Ciente disso, o responsável pela lavratura do auto de prisão em flagrante, em verdadeira manobra jurídica, enquadrou o crime como interrupção de serviço público essencial (art. 265, CP), esse que possui pena máxima de 05 anos, portanto, forçando a possibilidade de prisão em flagrante.
A bem da verdade, o que se fez foi vasculhar o Código Penal para encontrar algo que pudesse justificar a prisão em flagrante. Senão, vejamos a redação do art. 265, Código Penal: “Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública: Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa.”
Ora, questionar um atendimento é motivo o bastante para interromper o seu fornecimento? O tipo penal possui simetria com a conduta praticada pela vítima? Fora o uso das algemas que viola a famosa Súmula Vinculante nº. 11, já que não houve qualquer motivo que justificasse o seu uso.
Com o tratamento recebido, a vítima foi agredida duas vezes, pelo seu ex-marido e por uma instituição que acredita estar acima de qualquer crítica, que não convive bem com as diferenças e que entende que o cárcere é a resposta para o ego ferido.”

Segundo os agentes, outros textos – além de comentários criticando a atitude dos policiais – também circulam na rede.


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(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

17 comentários

  1. Avatar

    Só sabem ficar no Facebook batendo palminhas vcs sabem pra quem…

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    Não tem que se alterar não. Se não foi nem atendido em uma delegacia , pergunta o nome é a matrícula de quem te atendeu . Eles são obrigados a se identificar. Vá ao ministério público e registre uma queixa contra eles . Tem o telefone da ouvidoria também, toda delegacia tem que ter em local visível. Eu já presenciei um inspetor atender uma vítima de roubo de celular e falar em bom e alto tom que não iria adiantar de nada fazer o registro por que não seria investigado nada . E com um tom de arrogância que a Sra só faltou sair chorando da delegacia. Isso por que ela tinha acabado de ser roubada, e foi roubo mesmo, pois ela teve uma arma apontada em sua direção. E ser atendida dessa maneira, chega ser ridículo

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    A pergunta que não quer falar: o que foi providenciado quanto ao seu ex-marido que a agrediu fisicamente na frente das filhas?

    Se ela agiu de firma incoveniente na Delegacia deve ser punida conforme a lei mas a origem de tudo foi a agressão doméstica…

    Não li nada sobre as providências a este respeito…

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    Lamentável…o atendimento é horrível é …porém não adianta se exaltar na casa deles, nós que pagamos imposto tudo bem, mais parece que somos bandidos sempre.. tratamento horrível..se isso não for ego ferido não sei o que é.

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    Bolsonaristas!!!

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    O que esperar de Bolsonaristas???

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    Não é reunindo policiais em portas de delegacia que os policiais se farão respeitar. Infelizmente tive que comparecer por duas vezes a uma delegacia, nas 2 vezes fui mal atendido, eles te tratam como se tivesse te fazendo um favor e que vc não devetia estar ali pois os está incomodando, existe bom tratamento na polícia? Existe, honrosas exceções.

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    Coitadinhos… Não podem sofrer críticas em redes sociais que ficam tristinhos…

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    Vergonha para todos nós brasileiros!
    A instituição não tem mais competência e nem recursos para cumprir seu dever, estabelecido na Constituição, então se coloca contra o cidadão para tentar calar aos que a procuram.
    Não é a primeira vez (infelizmente também não a última), tal qual os serviços de saúde e educação, a constituição serve apenas para garantir os privilégios da aristocracia ignorante da nação e o povinho que se arranje com o que puder.

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    Esse tipo de atitude aí é no mínimo corporativismo existente em nossas instituições, não é a toa que quem quer registrar ocorrência fica horas esperando ao invés de trabalhar vai todo mundo pra rua pra protestar… o melhor protesto que um servidor pode fazer é zerar filas de espera e ocorrências.

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      Ana Cristina Santos Deschapelles

      Só vou copiar parte do que li acima, e aí deixo o senso de justiça de cada um falar por si: “Desestabilizada, a vítima conta que não foi bem atendida na unidade policial. Porém, ao questionar, devido ao seu estado emocional abalado, foi interpretada como agressiva e teve a prisão decretada a princípio pelo crime de desacato (art. 331, CP).
      Entretanto, como se sabe, não cabe prisão em flagrante no crime de desacato, conforme expressamente vedado pelo art. 69, da Lei 9.099/95, por se tratar de infração de menor potencial ofensivo (pena máxima de até dois anos).
      Ciente disso, o responsável pela lavratura do auto de prisão em flagrante, em verdadeira manobra jurídica, enquadrou o crime como interrupção de serviço público essencial (art. 265, CP), esse que possui pena máxima de 05 anos, portanto, forçando a possibilidade de prisão em flagrante.
      A bem da verdade, o que se fez foi vasculhar o Código Penal para encontrar algo que pudesse justificar a prisão em flagrante. Senão, vejamos a redação do art. 265, Código Penal: “Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública: Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa.”

      Ora, questionar um atendimento é motivo o bastante para interromper o seu fornecimento? O tipo penal possui simetria com a conduta praticada pela vítima? Fora o uso das algemas que viola a famosa Súmula Vinculante nº. 11, já que não houve qualquer motivo que justificasse o seu uso.

      Com o tratamento recebido, a vítima foi agredida duas vezes, pelo seu ex-marido e por uma instituição que acredita estar acima de qualquer crítica, que não convive bem com as diferenças e que entende que o cárcere é a resposta para o ego ferido.”

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      Effeh Benjamin Klain

      KAKO e Ana Cristina Santos Deschapelles, faz o seguinte, quando vocês precisarem dos serviços de emergência das forças de segurança, vocês chamam o Batman ou o Super Homem, o se preferir, mudam para a Venezuela, talvez Cuba, ou quem sabe vá para o Irã, ou Síria, outra boa opção de tratamento é a China, todos esses regimes você vão ser muito bem tratados. E quanto aos bandidos, a Srta. Ana Cristina, doutora, letrada, conhecedora das leis, utilize as Súmulas Vinculantes para as famílias das pessoas mortas e que tiveram suas vidas interrompidas pelas mãos covardes de assassinos, ou talvez para justificar os vultuosos proventos de advogados que mentem e defendem narcotraficantes e pedem seus HC no STF. Muito bonitinho esse mundo de fantasia que vocês vivem, quero ver vocês levando rosas e palavras de amor e carinho a esses infratores da lei. Frouxos que se escondem atrás de papéis e na prática não fazem nada e não produzem nada além de soltura de bandidos e de pessoas que cometem infrações e crimes de “menor” potencial. E assim vai indo nosso Brasil, afundando cada vez mais com a teoria do vitimismo, do coitadismo.

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    Effeh Benjamin Klain

    Parabéns a Polícia Civil, o Delegado agiu dentro da lei, ela ora vítima, transformou-se em ré, simples assim, uma coisa, outra coisa, ela teve os direitos violados e depois violou os direitos dos outros, será amparada no direito dela e punida na obrigação que ela violou. Direitos iguais, obrigações iguais, o fato dela ser mulher não a faz melhor do que ninguém. O fato aqui é simples, claro, vitimismo esquerdista, coitadismo, e a vontade de se prevalecer sobre tudo e todos só pelo fato de ser mulher.

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      Parabéns pelo comentário, isto mesmo, muitas mulheres estão tirando proveito da lei, acham que pode tudo, direitos iguais, exite homens sendo massacrados por causa desta maldita lei, lei maria da penha, cadê a lei Zé da penha?

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    Yury Nei de Almeida

    Adeus titular . Varre e Sai te aguarda

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      O que ela queria ela conseguiu, queria aparecer fez essse estardalhaço todo para aparecer na mídia.

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      Se fosse um PM aposto que estaria dando coletiva kkkkk, agora com ele ?
      Foi pedir ajuda, colocou nota , repudiando a imprensa , essa imprensa é a msm que vc dava entrevista, dois pesos e duas medidas .
      Ninguém e perfeito, todos erram, todos tem direito de mudança.

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