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População de Volta Redonda é alertada sobre cuidados contra a dengue na pandemia de Covid-19

Matéria publicada em 20 de abril de 2021, 12:29 horas

 


Vigilância ambiental recomenda aos moradores a se valer do tempo maior em casa para realizar medidas de vistoria

O LIRAa apontou ainda, que mais de 50% dos criadouros identificados na cidade são depósitos móveis, encontrados dentro de casa – Foto: Divulgação PMVR.

Volta Redonda- Apesar da queda no índice de infestação do mosquito Aedes aegypti em Volta Redonda, a Vigilância Ambiental – ligada à Secretaria Municipal de Saúde (SMS)  continua alertando  a população sobre a importância de manter os cuidados contra a dengue durante a pandemia de Covid-19. O LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti) do mês de março registrou índice de 2,3%. Em comparação com o realizado em janeiro, que apontou 3,4%, houve redução de 1,1%. O índice é considerado risco médio pelo Ministério da Saúde.

O LIRAa apontou ainda, que mais de 50% dos criadouros identificados na cidade são depósitos móveis, encontrados dentro de casa, em jardins e quintais domiciliares, como pratos de plantas e bebedouros de animais. Materiais como latas, sucatas e entulhos são responsáveis por quase 13% dos criadouros encontrados. Os pneus, as calhas, piscinas e ralos vêm em seguida, com quase 10%.

O índice de 2,3% de infestação do Aedes aegypti coloca Volta Redonda como área de médio risco para as doenças transmitidas pelo mosquito – dengue, zika e chikungunya, aumentando a necessidade das pessoas de realizarem ações de combate ao inseto.

“O LIRAa mostrou que temos que estar em alerta e reforçar a prevenção. Dengue, zika e chikungunya são doenças graves que não devem ficar esquecidas por conta da pandemia da Covid-19. As pessoas podem se valer do tempo maior que estão em casa, por causa das restrições provocadas pela pandemia, para realizar medidas de vistoria para quebrar o ciclo de vida do mosquito, como por exemplo: preencher pratos de vasos de plantas com areia; limpar com escova ou bucha os potes de água para animais; deixar garrafas viradas com a boca para baixo para não acumular água”, enumerou a coordenadora da Vigilância Ambiental, Janaína Soledad.

Ela também destacou o trabalho dos agentes de endemias que realizam visitas domiciliares e também a conscientização dos moradores em relação aos cuidados nas residências mesmo durante a pandemia. “Esses fatores contribuíram para a queda no índice de infestação. Além disso, a prefeitura tem feito a limpeza e o recolhimento de materiais inservíveis, como é o caso de pneus, que costumam se transformar em criadouros para o Aedes aegypti”, concluiu Janaína.

 


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