Preso estava em velório na hora do roubo que foi acusado, diz advogado - Diário do Vale
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Preso estava em velório na hora do roubo que foi acusado, diz advogado

Matéria publicada em 10 de setembro de 2020, 21:01 horas

 


Barra Mansa – Os advogados Álvaro Lins e Francis Hamer Bullos disseram nesta quinta-feira, dia 10, que tem como provar que o cliente deles, Ramon Carlos de Souza, de 28 anos, não participou do assalto a uma casa, no dia 1º de janeiro de 2019, na Vila Ursulino, em Barra Mansa.

Na época, dois homens renderam familiares que estavam no imóvel. A dupla fugiu num carro roubado, levando objetos do imóvel, inclusive aparelhos de TV.

Lins disse que o avô morreu no mesmo dia que os ladrões entraram na casa na Vila Ursulino.

– Nós (advogados) registramos o depoimento de várias testemunhas que afirmaram que Ramon passou o tempo todo no velório, no momento em que dois suspeitos invadiram a casa da vitima – disse Lins.

Segundo o advogado, Ramon foi preso porque foi reconhecido pela vítima através de fotos do álbum da 90 DP (Barra Mansa). Ele explicou que a vítima descreveu Ramom, como o assaltante que estava de bigode.

– Ramon nunca teve bigode, não tem carteira de habilitação e nem sabe dirigir, não poderia estar conduzindo carro no dia do roubo – disse Lins.

Para o advogado Francis Bullos, Ramon só foi preso porque os bandidos abandonaram o carro usado no assalto próximo a casa dele.

– Ramon está há sete meses preso na cadeia pública de Japeri, na Baixada Fluminense, e, até hoje, não foi ouvido em sede policial e nem em juízo.

Ramom chegou a tomar a iniciativa de permitir ao delegado de Barra Mansa a quebra do sigilo telefônico do celular dele, para que a polícia pudesse examinar o aparelho, na tentativa de encontrar alguma prova ou para a localização do suspeito – disse.

Em novembro, Ramon participará de uma audiência na Justiça. “Espero que antes disso, seja concedido o Habeas Corpus, para que ele possa responder em liberdade”, disse o advogado.

Para Bullos, o inquérito policial foi finalizado, porque o crime já estava alguns meses sem solução.

– A polícia não colheu provas. Foi inquérito mal conduzido, baseado apenas no reconhecimento errôneo de vítima, que, no mesmo dia, reconheceu também por foto, o que viria a ser o comparsa no dia do assalto. Os dois nunca se conheceram – disse Bullos.

Álvaro Lins disse que está atuando este caso sem cobrar honorários, porque tem convicção da inocência de Ramon, e que    ficou muito impressionado com o sofrimento de mãe de Ramon.

O DIÁRIO DO VALE procurou o delegado titular da 90 DP (Barra Mansa), Ronaldo Aparecido de Brito que, ao ser indagado sobre as declarações dos advogados, respondeu apenas: “Tudo está nos autos já relatados”.

 


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4 comentários

  1. Venho aqui como mãe deixar meu depoimento e agradecer nao so aos advogados ao jornalista e tb a Deus por ainda existir pessoas que nao pensam so em dinheiro fui funcionaria publica aposentada e não teria como pagar mesmo um adv, mas Graças a Deus ainda temos gente boa neste mundo.Meu filho esta pagando por algo que nao cometeu se vc viram a reportagem na TV G1 ouviram onde estavamos qdo isso aconteceu foi o dia de uma perda muito grande pra nos filhos e netos( no qual criou Ramon desde os 2 anos) temos provas e testemunhas por favor mão julguem pois so quem pode fazer isso é Nosso Senhor Jesus Cristo pensem numa injustiça pois bem eu estou passando por isso sou mãe como vcs tb devem ter uma, com certeza não gostaria que ela estivesse passando o que estou passando.
    Mas creio e entrego nas mãos de Deus pois este sim é justo
    Obrigada aos inumeros amigos pelas oraçoes

  2. O Bullos, no caso, é o Francis Hamer, meu filho. Não confundir com o médico. Quanto ao Dr. Álvaro Lins exercer a advocacia neste caso, o fez a meu pedido, já que trabalho com a mãe do acusado atendendo moradores de rua. Portanto ele não quer e nem precisa promover seu escritório, que, aliás, fica na cidade do Rio. Portanto o ataque feito por um comentarista do nível ai acima, só atinge demonstra o que ele esconde: motivação politica, desagrado por se ver contrariado ou … bom, deixa pra lá.

  3. Advogados sendo advogados e nada mais, Lins falando que não está recebendo honorários, a OAB precisa saber disso, aliás nem sei como a OAB aceita esse cidadão em seus quadros haja vista sua “experiência” pregressa. No mais apenas uma matéria para promover o escritório dos advogados e nada mais.

  4. Caramba!! Lins e Bullos na jogada,???

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