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Programas antitabagismo contribuem no combate ao fumo mesmo na pandemia

Matéria publicada em 29 de agosto de 2020, 07:47 horas

 


Dedicação dos profissionais de saúde e novas tecnologias foram essenciais para manutenção das ações de controle do tabagismo

Ao todo, 43 municípios fluminenses estão se estruturando para novas modalidades de atendimento (Foto: Reprodução)

Rio – A pandemia da Covid-19 impôs desafios para todos, entre eles o aumento dos índices de ansiedade e dificuldades de manutenção de hábitos saudáveis, apenas para citar dois exemplos. Nesse cenário, a decisão de parar de fumar se tornou ainda mais complexa. Profissionais de saúde e pacientes tiveram que se adaptar para dar continuidade ou iniciar os tratamentos de controle do tabagismo e a tecnologia foi chave para isso. É o que indicam os dados preliminares coletados pela coordenação do Programa de Controle do Tabagismo no Rio de Janeiro.

Embora ainda não se tenha dados conclusivos sobre os atendimentos no período da pandemia, a Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) indica que, ao menos, 43 municípios fluminenses estão se estruturando para novas modalidades de atendimento, com 18 deles informando já atenderam a população por meio de teleconsultas. As experiências coletadas até o momento dão um ânimo especial aos profissionais do programa neste Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado todos os anos em 29 de agosto. Com indícios de uma alta na procura pelo programa durante a quarentena, muitos pacientes iniciaram o tratamento ou conseguiram, enfim, parar de fumar em meio a pandemia.

Porém, parar de fumar não foi o único desafio a superar nesse período. Evitar uma recaída também era muito importante para quem deixou o cigarro recentemente. A vendedora aposentada de São Gonçalo, Edgna Guilles, que fumou por mais de 40 anos e parou de fumar há 11 meses, conta as estratégias para manter a decisão ao longo desse período de quarentena. “No começo da pandemia, eu já tinha uns cinco meses que tinha parado de fumar. E sempre botava em primeiro lugar que o cigarro não fazia mais parte da minha vida e que ele só me fazia um grande mal, como causa em qualquer pessoa. Foi um passo de cada vez,mas consegui superar porque eu bebia muita água e chupava laranja, entre outras coisas.”

O caso acima é apenas um exemplo em meio a milhares de pacientes atendidos em todo o estado pelo Programa de Controle do Tabagismo, por meio de 432 unidades de saúde em 79 municípios do Rio de Janeiro.

O coordenador do programa na SES-RJ, Samir Sleiman destaca os bons resultados que vêm sendo alcançados: “No ano de 2019, tivemos 21.628 pessoas frequentando os grupos de apoio, das quais 11.906 completaram a primeira fase do tratamento e se encontram abstinentes, ou seja, sem fumar. Isso gera uma taxa de abstinência de 56%, o que é um excelente indicador”.

Experiências como a da Edgna, especialmente durante a pandemia, só foram possíveis com muito empenho dos profissionais de saúde envolvidos e com o apoio da tecnologia. É o que destaca Samir: “Os profissionais vinculados ao programa de tabagismo tiveram um papel essencial nesse processo, reinventando as formas de atendimento e cuidado aos pacientes, inclusive iniciando novos tratamentos. O telecuidado foi uma realidade e a comunicação por aplicativos de mensagens e pelas redes sociais permitiu os atendimentos não só individuais, mas também ações em grupo. Pelo dados iniciais coletados, 90% dos programas municipais que realizaram o teleatendimento, utilizaram-se dessas novas ferramentas”.

Sobre o uso das novas tecnologias no controle do tabagismo durante a pandemia, Samir ainda complementa: “Os aplicativos de mensagens atualmente são ferramentas amigáveis ao usuário e utilizadas por grande parte da população, sendo possível fazer chamadas de vídeo, o que possibilita um maior acolhimento, empatia e vínculo positivo entre o profissional e o paciente, além de permitir o compartilhamento de materiais do programa”.

O programa envolve o acompanhamento com uma abordagem cognitivo comportamental, com o apoio do profissional de saúde capacitado a ajudar o tabagista a reformular suas crenças, comportamentos e emoções ligadas ao cigarro, associado ao tratamento medicamentoso, sempre que necessário. Todo o processo é desenvolvido por equipes multidisciplinares de enfermeiros, psicólogos, médicos, entre outros profissionais de saúde.

Fernando Oliveira, motorista, de Casimiro de Abreu, que parou de fumar há dois anos destaca a importância do tratamento. “O programa ajudou em tudo na minha vida porque eu sempre tentava parar, mas não entendia a forma de parar. O principal para parar de fumar é a força de vontade, mas, com a ajuda da psicóloga, médica e remédios, esse apoio que eu nunca tive antes me deu uma força impressionante. Então, eu juntei tudo e consegui”.


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Um comentário

  1. kkkkkkkkkkkkkkk AONDE ? QUE NAO VEJO NEHUMA MÍDIA FAZER PROPAGANDA CONTRA AS DROGAS . FAMILIAS SENDO DESTRUIDAS PELAS DROGAS E NAO VEJO UM JORNAL OU REDE DE TV FALAR SOBRE O MAL QUE AS DROGAS FAZ NA VIDA DAS PESSOAS . SÓ FALAR QUE A POLICIA PRENDE DROGAS NAO ADIANTA . TEM QUE FALAR O MAL QUE A DROGA FAZ

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