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Promotores de Resende desarticulam grupo que levou mais de mil armas ao Comando Vermelho

Matéria publicada em 24 de setembro de 2018, 17:53 horas

 


Resende – A Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Resende, no sul fluminense, denunciou uma organização criminosa responsável pela distribuição de armas de fogo para traficantes da facção criminosa Comando Vermelho e distribuídas em favelas do Rio. Os onze denunciados atuavam de forma sofisticada, adquirindo pistolas e munições em Foz do Iguaçu, no Paraná, e as transportando dentro de televisores até a Baixada Fluminense. A Polícia Civil calcula que a quadrilha trouxe mais de mil armas para abastecer a facção criminosa.

De acordo com a denúncia, o grupo era liderado por Francinei Custódio Medeiros, vulgo Neizinho, principal financiador da compra dos armamentos e responsável pela organização do esquema criminoso. Leonardo Gomes Rangel, vulgo Leo NH, também financiava o grupo e exercia o contato constante com o Comando Vermelho. Abaixo deles estavam os organizadores da logística de aquisição, ocultação e transporte das armas Ingrid da Silva Pereira e Gabriel Tintel dos Santos Silva, vulgo Tintel.

O transporte do armamento era feito primeiro em ônibus até Curitiba, São Paulo e Resende, onde era transferido para automóveis que seguiam para a Baixada Fluminense. Durante todo o trajeto, o grupo mantinha contato constante por aplicativos de celular. A denúncia destaca que o tráfico de armas de fogo, acessórios e munições era realizado praticamente toda semana, o que leva a crer que o número de pistolas levadas para a região metropolitana do Rio atinge a casa dos milhares. Uma dessas equipes de transporte, a equipe alfa, foi presa em flagrante com 40 pistolas, crime já denunciado pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Resende.

Investigação

A investigação teve início por informação da área de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e foi conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) da Polícia Civil e pela Promotoria de Investigação Penal de Resende, com expedição de mandado de busca e apreensão nas residências de Neizinho. Na casa dele foram apreendidos 280 quilos de maconha, colete balístico, uma pistola e peças de pistola, sendo objeto de denúncia pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Belford Roxo.

Neizinho, atualmente preso, tinha uma residência luxuosa em Belford Roxo, onde exercia suas atividades, e uma cobertura no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Na ação, foram apreendidas motocicletas de luxo Ducati e Triumph e um automóvel Audi Q3. O grupo foi denunciado pelos crimes de tráfico de armas, organização criminosa, obstrução da justiça e lavagem de capitais.


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4 comentários

  1. Avatar

    Parabéns aos Promotores de Resende e a PRF. Nosso país precisa de profissionais competentes assim.

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    só a pena de morte resolveria esse tipo de situação.

    ainda vão chegar a essa conclusão, mas espero que não demore muito.

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      Concordo plenamente com esta opinião. Nós vivemos em verdadeiro estado de guerra com essas aberrações do tráfico de drogas, e, em assim sendo, a melhor alternativa é a PENA DE MORTE, se possível já em confronto, sem esta de ampla defesa. Estes bandidos de altíssima periculosidade não merecem condescedência. Os nossos políticos e outros babacas sociais ainda não acordaram para a realidade que estamos, nós cidadãos honestos, vivendo. À propósito, uma pequena observação: é preciso que os “coitadinhos” usuários se deem conta de que eles são a peça principal desta situação violenta; são eles que fomentam a venda de drogas e que se tornam os verdadeiros hipócritas neste xadrez infernal. O resto é conversa fiada.

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      Concordo plenamente com sua opinião, Zé Mané. Precisamos da PENA DE MORTE para frear esta situação. Não há outra alternativa. Espero que o Jornal publique este comentário, já que não o fizeram com o anterior, mais contundente.

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