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Protestos contra racismo nos EUA terminam com prisões e policiais feridos

Matéria publicada em 27 de abril de 2015, 08:40 horas

 


A polícia de Baltimore, nos Estados Unidos, prendeu 34 pessoas que participavam de protestos por causa da morte do jovem afro-americano Freddie Gray, de 25 anos, que estava sob custódia policial na cidade e morreu após sofrer lesões na coluna vertebral, no domingo (19). As circunstâncias da morte do jovem negro estão sendo investigadas. O incidente provocou uma série de protestos e manifestações da população negra local, que acusa a polícia de Baltimore de ter causado a morte do rapaz de forma violenta.

Além da prisão das pessoas, seis policiais ficaram feridos em decorrência dos confrontos de ontem (26), entre manifestantes e guardas. A maioria dos manifestantes atuava de maneira pacífica, mas, segundo a polícia, um pequeno grupo agiu com vandalismo na noite de sábado (25) e na manhã desse domingo.

Após a morte do jovem, manifestantes têm reivindicado justiça para o caso. O movimento negro nos Estados Unidos reclama de violência da polícia em alguns estados americanos na morte de outros jovens negros. Desde o ano passado, dois casos mobilizam a opinião pública pela igualdade racial no país.

O primeiro ocorreu em julho de 2014, com o assassinato do jovem afro-americano Michael Brown, de 18 anos. O policial branco que, de acordo com a promotoria e com os familiares do rapaz teria atirado no garoto, foi inocentado pela Justiça de Fergunson.

Em outro caso, o afro-americano Eric Garner, de 43 anos, foi espancado até a morte no mesmo mês em Nova York. Ele morreu estrangulado. O processo de Garner teve o julgamento adiado, segundo a Justiça, por falta de provas contra os policiais envolvidos. Familiares e defensores de direitos civis alegam que a ação da polícia foi violenta, motivada pelo racismo.


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