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Renan critica Cunha por paralisar Câmara até votação do impeachment no Senado

Matéria publicada em 20 de abril de 2016, 19:42 horas

 


Presidente da Câmara mostrou insatisfação com medidas tomadas pelo Senado com relação ao processo

Cada um: Eduardo Cunha e Renan Calheiros adotam posturas diferentes na condução do processo

Cada um: Eduardo Cunha e Renan Calheiros adotam posturas diferentes na condução do processo

Brasília – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quarta-feira (20) que paralisar a votação de projetos importantes não ajuda o país e pode agravar a crise econômica, além de aumentar o desemprego. A declaração foi uma reação do senador a fala de terça-feira (19) do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que afirmou que haverá uma paralisia no Congresso Nacional até o Senado decidir se a presidente da República, Dilma Rousseff, será ou não afastada do cargo.

– Quanto mais o presidente da Câmara tentar interferir no rito do andamento do processo no Senado, sinceramente, ele só vai atrapalhar – criticou Renan.

Ainda em resposta a Cunha, Renan disse que a paralisia anunciada pelo presidente da Câmara não “ajuda o Brasil”.

– Não são matérias de governo. São matérias para o país. A paralisação da Câmara não ajuda o Brasil. Esse nocaute não ajuda o Brasil. Ele só atrapalha. […] Acho que neste momento de dificuldade do povo brasileiro cada Casa pretende interagir a sua maneira ou interferir na outra Casa ou ainda paralisar suas ações. É muito ruim porque ninguém vai se beneficiar do agravamento da crise, do aumento do desemprego, do aumento da desesperança – alertou.

O presidente do Senado lembrou ainda que durante a tramitação do processo de impedimento de Dilma na Câmara, o Senado não ficou parado. Renan citou a aprovação da proposta que cria a Lei de Responsabilidade das Estatais, e a que trata da revogação da participação obrigatória da Petrobras na exploração do petróleo da camada pré-sal (PLS 131/15). O Senado aprovou também novas regras para a gestão dos fundos públicos de pensão.

Impeachment

Sobre o rito do impeachment, Renan Calheiros destacou que, uma vez aprovada a admissibilidade do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff, todas as questões e dúvidas sobre o processo deverão ser dirigidas ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Ele também observou que caberá à comissão designada para esse fim ditar o ritmo do processo. “O Senado não pode atropelar prazos, nem deve fazer isso perante a história”, disse.

Cunha rebate

Alvo das críticas Eduardo Cunha negou que vá paralisar a pauta da Casa para pressionar os senadores a votar o processo de impeachment. Em nota, Cunha argumentou que a pauta da Câmara pode parar por vontade da maioria dos deputados e não por vontade dele.

Em nota divulgada pela assessoria da presidência da Câmara, Cunha argumentou que “em momento algum declarou que iria paralisar os trabalhos da Casa”. “Eu, como presidente, vou colocar a pauta para votar, os partidos é que vão decidir”, diz outro trecho da nota.

Cunha, por sua vez, disse que não se manifestará sobre a metodologia do processo, pois avalia que essa é uma responsabilidade do próprio Senado.


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Um comentário

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    Quando criança assistia muitos desenhos animados cujos personagem eram maus, dentre eles o pica-pau, o preferido. Fui tomando consciência do mau exemplo e deixei de ver, e agora assisto outro bandido.

    O Cunha é um desses. O meu politiqueiro, corrupto e pilantra preferido.

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