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Republicanos tentam bloquear verba para abertura de embaixada americana em Cuba

Matéria publicada em 3 de junho de 2015, 17:38 horas

 


Deputados republicanos apresentaram hoje (2), em Washington, projeto de lei que proíbe o uso de fundos para abertura de uma embaixada ou qualquer tipo de representação dos Estados Unidos em Cuba. O projeto cria um dispositivo para impedir o uso de verbas com este fim que possam estar discriminados na lei orçamentária do Departamento de Estado para 2016.

A proposta é considerada pelos democratas e pela Casa Branca uma manobra para tentar impedir que a retomada das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba seja consolidada. Os dois países têm mantido reuniões e dialogado para a reabertura das embaixadas, após quase 50 anos de rompimento.

O texto do projeto especifica “a proibição de verbas para uma embaixada ou outro centro diplomático em Cuba, além do que existia antes do anúncio feito em dezembro [da reaproximação entre os países] pelo presidente Barack Obama sobre uma mudança da política dos Estados Unidos em relação a Cuba”.

A proposta também restringiria fundos para ajudar a abertura de uma embaixada de Cuba nos Estados Unidos, mas incluiria financiamento para questões de inclusão democrática e programas de radiodifusão internacional.

Os deputados que apresentaram a proposta têm ligação com um grupo de exilados cubanos contrário à retomada das relações diplomáticas, como o deputado da Flórida, Mario Díaz-Balart, de origem cubana.

Além de deputados, há senadores republicanos que apoiam o projeto e que tentam impedir o avanço do restabelecimento das relações diplomáticas, entre eles o senador Marco Rubio, aspirante à candidatura presidencial pelos republicanos e filho de um imigrante exilado.

Após a apresentação do projeto de lei na Câmara, a Casa Branca enviou um comunicado colocando-se contra o projeto e informando que o presidente Barack Obama vetará qualquer proposta eventualmente aprovada neste sentido.

As negociações para a reabertura das embaixadas em Washington e em Havana vêm sendo realizadas desde dezembro do ano passado e na última semana o Departamento de Estado oficializou a retirada de Cuba da lista dos países que patrocinam o terrorismo. Esta era uma exigência do governo cubano para a continuidade do processo de restabelecimento das relações diplomáticas.

Mas o embargo econômico ainda não foi retirado, porque isso depende da apreciação de uma nova lei pelo Congresso norte-americano que revogue o bloqueio econômico.


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