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Resende amplia vagas de curso gratuito de braille com aulas online

Matéria publicada em 13 de agosto de 2020, 16:25 horas

 


Aula inaugural virtual aconteceu nesta quarta-feira, dia 12

Resende – O curso gratuito do sistema Braille foi iniciado pela quinta vez consecutiva, nesta quarta-feira (12), pela prefeitura de Resende, desta vez pela modalidade de ensino virtual. A quinta turma conta com 36 alunos, entre profissionais da educação da rede pública municipal ,educadores em geral e aqueles que preenchem requisitos da demanda social.

A aula inaugural foi realizada por intermédio da plataforma digital Google Meet e elas ocorrerão toda quarta-feira, a partir de 18h. Elas foram planejadas em virtude da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), fato que permitiu a expansão de vagas.

Esta é a segunda edição do curso promovido pela Secretaria Municipal de Educação e o Instituto da Educação do Município de Resende (Educar), por meio do Centro Educacional Municipal de Atendimento ao Educando (Cemae) e o Centro Educacional Municipal de Atendimento a Deficientes Visuais de Resende (Cedevir).

Curso

O curso básico faz parte do cronograma da Educação Valorizada e Inclusiva, possui carga horária de 30 horas e será desenvolvido ao longo do segundo semestre deste ano.

O conteúdo do curso inclui temas como: Baixa Visão e Cegueira – Conceito e Recursos; Histórico da Educação Especial (mundial e nacional); Biografia de Louis Braille; Materiais e Recursos para Pessoas com Deficiência Visual; Reglete Positiva e Máquina de Datilografia Braille; Cela Braille; Alfabeto em Braille; Vogais Acentuadas em Braille; Sinais de Pontuação em Braille; Número em Braille; Escrita de Palavras e Nome Completo em Braille (com o recurso do Excel/Braille não padrão); Decodificação de Palavras, Frases e Parágrafos; Tecnologia Assistiva; Apresentação do Cedevir; Roda de Conversa e Troca de Experiências com Pessoas com Deficiência Visual; e Conceito e Recursos para Estimulação Visual.

Do segundo semestre de 2018 até o primeiro semestre de 2020, 86 alunos concluíram o curso oferecido pela rede municipal de ensino. O curso continua sendo ministrado via-online para que a pandemia não prejudique o andamento do curso.

A gerente de Projetos de Inclusão do Cemae, Caroline Vieira de Campos Gonzalez dos Santos, disse que a formação continuada visa qualificar profissionais da educação, especialmente, da rede municipal, para o conhecimento do processo de leitura e escrita do código Braille.

– Há investimento na formação continuada para ampliar o quantitativo dos profissionais que conhecem o sistema Braille na rede municipal, bem como em relação à demanda social. Neste período de pandemia global, as aulas virtuais contam com a criatividade das professoras Andréa e Aparecida, para que o conhecimento chegue aos cursistas de forma efetiva. Na Educação à Distância, as aulas são síncronas, necessitam de uma sincronia em tempo real, interação virtual maior entre alunos e professores. Existem ainda as ferramentas assíncronas, que os envolvidos não precisam estar conectados ao mesmo tempo nem no mesmo espaço, ou seja, são aquelas tarefas e atividades concluídas fora da transmissão da aula. No caso do curso em questão, as professoras orientam os alunos a produzirem materiais em casa para o estudo da cela Braille etc. No ambiente virtual deste curso, foi esquematizado o conteúdo em formato de vídeos práticos sobre o Braille. Semanalmente, os cursistas participam das aulas remotas, momento em que as professoras ensinam normas técnicas para a produção de materiais para a prática da linguagem, o que já era constante no processo de aprendizagem presencial. O Braille é uma combinação de seis pontos que formam letras e números e, por isso, a questão tátil é importante para o seu entendimento associado à questão da coordenação motora fina. Em geral, as educadoras trabalham conceitos de acessibilidade, habilidades, orientação espacial e mobilidade para pessoas com deficiência visual, estratégias para a sala geral, aspectos históricos e conceituais, entre outros fundamentos didáticos – explica.

Caroline Vieira destacou que a pandemia possibilitou a reinvenção do curso de Braille, com o aprimoramento de práticas pedagógicas na utilização de recursos tecnológicos antes não explorados.

– O diferencial neste período de pandemia foi agregar ao ensino diversos formatos tecnológicos, com a finalidade de promover a interação entre alunos e professores de maneira remota. O material prático da cela Braille em caixa de casca de ovo, por exemplo, já fazia parte do cotidiano da aula presencial. Um ponto interessante é que, no decorrer da pandemia, houve tour virtual com os alunos pelo Cedevir, mediada pela tecnologia assistiva. Esta aproximação dos formandos do curso com o Cedevir era realizada in loco fora da pandemia. A troca de experiências entre os participantes do curso, profissionais especializados e alunos com deficiência visual também foi possível virtualmente. Com a nova metodologia on-line, a expectativa é de que o curso beneficie um número maior de inscritos, conforme ocorreu desde o início da pandemia. As vagas foram ampliadas já na quarta turma do curso, no primeiro semestre deste ano. Anteriormente, a oferta de vagas girava em torno de 20. Esta nova experiência está sendo singular no contexto da pandemia, respeitando as medidas de segurança estabelecidas. A procura por vagas foi boa, principalmente, no que diz respeito à linha profissional inclusiva – concluiu.


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