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Rio tem 3.401 candidatos a deputado

Matéria publicada em 19 de agosto de 2018, 09:00 horas

 


Desses, 1.095 concorrem à Câmara dos Deputados e 2.306 disputam vaga na Alerj

Opções: Eleitor deve escolher um entre mais de mil candidatos a deputado federal para votar
Foto: Arquivo

Volta Redonda – O Estado do Rio terá doze candidatos a governador, quinze disputando duas vagas no Senado Federal, 1.095 disputando 46 vagas na Câmara dos Deputados e 2.306 competindo por 70 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado do Ro, a Alerj.
Tomando como ponto de partida a quantidade de candidatos para cada vaga, a eleição mais disputada será para deputado estadual, com 32,94 candidatos para cada cadeira. Para deputado federal, a relação candidato/vaga é 23,80.
Na outra ponta, a relação candidato/vaga na disputa pelo Senado é de 7,5, enquanto para governador é de 12 para 1. Isso não quer dizer, evidentemente, que a eleição para deputado federal é a mais difícil e a de senador, a mais fácil.
Senadores e governadores são eleitos em disputas majoritárias, com apenas um candidato de cada partido ou coligação para cada cargo em disputa. Conseguir ser indicado por um partido ou coligação já é uma demonstração de força política.

Coligações

Já para deputado estadual e federal, partidos podem indicar três candidatos para cada duas vagas em disputa, portanto 105 para a Alerj e 69 para a Câmara dos Deputados. Coligações podem indicar 140 candidatos para a Alerj e 92 para a Câmara dos Deputados.
Essa possibilidade faz com que alguns partidos com grande número de candidatos se aliem a legendas menores, o que lhes permite registrar mais candidaturas.
Em tese, em uma coligação de dois partidos, um deles poderia ter 139 candidatos à Alerj e 91 à Câmara dos Deputados, e outro, um para cada cargo.
A definição dos eleitos também é diferente das eleições majoritárias: em vez de um simples “os mais votados levam”, é feita uma conta que leva em consideração a votação total de cada partido ou coligação em relação ao número de vagas em disputa.
Durante a discussão da reforma política, foram dadas sugestões para mudar esse sistema, mas a eleição proporcional acabou sendo mantida como está.

Propaganda eleitoral

Os candidatos aos cargos em disputa nas Eleições Gerais de 2018 estão liberados para fazer propaganda eleitoral a partir desta quinta-feira (16), conforme previsto no caput do artigo 36 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).
A propaganda eleitoral na internet é permitida desde que não seja paga, excetuado o impulsionamento de conteúdos, que deve ser identificado de forma inequívoca e contratado exclusivamente por partidos, coligações ou candidatos e seus representantes.
Os candidatos já podem distribuir material gráfico de campanha, organizar caminhada, carreata e passeata até as 22h do dia que antecede a eleição. Também é permitida a circulação de carros de som e minitrios como meios de propaganda, mas somente em carreatas, caminhadas e passeatas ou durante reuniões e comícios, das 8h às 22h, até a véspera das eleições.
Alto-falantes ou amplificadores de som podem ser utilizados somente das 8h às 22h, ressalvada a realização de comício de encerramento de campanha. Também estão liberadas a propaganda paga em jornais e a reprodução, na internet, do jornal impresso.
São permitidas ainda propagandas por meio de adesivos em automóveis, caminhões, bicicletas, motocicletas e janelas residenciais, desde que não exceda o limite legal (meio metro quadrado). A fixação de bandeiras ao longo de vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento de pessoas e veículos, também está autorizada.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será permitida somente a partir do dia 31 de agosto. As demais modalidades autorizadas a partir de hoje são regulamentadas pela Resolução TSE nº 23.551/2017. Além dos tipos de propaganda previstas e suas especificações, a norma traz regras para a realização de debates, condutas vedadas aos agentes públicos em campanha eleitoral e o que é permitido e proibido no dia da eleição.
Durante o período de propaganda, os partidos políticos e as coligações terão prioridade postal para a remessa de materiais dos seus candidatos.
Vale lembrar que, no prazo de até 30 dias após a eleição, candidatos, partidos e coligações deverão remover a propaganda eleitoral, com a restauração do bem em que afixada, se for o caso. Em caso de descumprimento, os responsáveis estarão sujeitos às consequências previstas na legislação comum aplicável.

Fake news

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, afirmou na noite desta segunda-feira (13) que a Justiça Eleitoral tomou providências efetivas para combater as fake news, sempre preocupada com a preservação da liberdade de expressão. A declaração foi feita durante palestra realizada no seminário “Democracia e eleições: desafios contemporâneos”, organizado pelo Instituto Uniceub de Cidadania, em Brasília (DF).
O ministro esclareceu que a liberdade de expressão não é uma carta de alforria para desacreditar a imagem de um candidato. “A liberdade de expressão também é mitigada se estiver a serviço da deletéria prática das fake news”, afirmou.
As notícias falsas, segundo Fux, violam todos os princípios que regulam um processo democrático, um processo eleitoral limpo, inclusive a igualdade de chances garantido pelo direito eleitoral. Além disso, afirmou, interfere na moralidade e na ética do processo eleitoral, que pressupõe a lisura.
“O cidadão tem o direito de saber as aptidões e, eventualmente, as incorreções daquele que será o representante da Casa do povo. A distorção polui o ambiente de maneira dolosa, violando não só a igualdade de chances, mas também o princípio da moralidade que deve reger as eleições”, disse.
O ministro Luiz Fux ressaltou que, ao contrário do que muitos pensam, vale a pena sim combater a disseminação dessas notícias. Ele lembrou, em sua exposição, que o TSE realizou diversas atuações ostensivas e preventivas, convocando imprensa, partidos políticos e plataformas de conteúdos on-line para estarem juntos no combate às fake news. Também foram firmadas parcerias institucionais com o Ministério Público, a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência.
Fux contestou a afirmação de que não há remédio no ordenamento jurídico para debelar essa “doença” que é a “propaganda enganosa”. Segundo ele, a própria Constituição Federal é clara ao evidenciar que “qualquer lesão ou ameaça não deve escapar à apreciação do Judiciário”.
Luiz Fux lembrou que, no Brasil, há previsão, por exemplo, de tutela cível, penal e eleitoral no que diz respeito ao enquadramento desse tipo de crime. Mas, na visão do ministro, mais importante é prevenir do que remediar, “até porque a capacidade de viralização e massificação das fake news torna praticamente fato consumado o derretimento de uma candidatura que depois é absolutamente irrecuperável”.
O painel sobre fake news do seminário foi mediado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE e presidente do Instituto Uniceub de Cidadania, Marco Aurélio. Também contou com a presença do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Carlos Horbach e do advogado do jornal The New York Times David McCraw.


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8 comentários

  1. Leda leni vieira pires

    Para deputado federal meu candidato e Carlos Conrrado

  2. Meu voto vai para….PPN
    Partido de Político Nenhum.

  3. Quanta deputaiada hein !!

  4. CEM Reais para votar, SEM discernimento depois

    Desses 3401 candidatos já podemos jogar no lixo todos os candidatos dos 12 partidos coligados com Eduardo Paes. 8 dos partidos coligados estiveram o tempo todo sustentando o Pezão na destruição das finanças do RJ. Votar em qualquer candidato desses partidos é dizem AMÉM para o Pezão, e pior, ainda o livrará da cadeia.

    Vamos aprender a votar, gente! Primeiro se escolhe o partido para depois ver qual candidato merece o seu voto.

    Só para lembrar: cuidado com o seu voto, pois ele pode reeleger bandidos ou eleger analfabeto funcional (este ano o índice é alto).

    Uma vez eleito o AF vai votar SIM ou NÃO conforme o partido mandar (como é com alguns dos 21 vereadores em VR). Acorde!

    Depois o choro é livre aqui mesmo no DV. Desta vez eu estou gravando quem apoia quem para zoar depois.

  5. O meu e de Nelson Gonçalves.

  6. TRISTE CONSTATAÇÃO

    Para Deputado Federal, meu voto e de minha família são do candidato de nossa Volta Redonda, Adolfo Furtado.

    ADOLFO FURTADO
    Deputado Federal
    1933

    • Meu voto TB é para o Adolfo Furtado..
      Pessoa íntegra e capaz de propor mudanças necessárias para melhoria do país…

    • CEM Reais para votar, SEM instrução de qualidade depois

      Engenheiro Civil. O que esse candidato entende de Administração Pública? Quem vive em empresas privadas vai fazer o que no Setor Público?

      Vamos aprender a votar. Veja o perfil do candidato totalmente desconexo de Gestão Pública ou da Administração Pública.

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