Rio terá grupo especial para combater tráfico de armas

Por Diário do Vale
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O tráfico de armas no Rio de Janeiro será combatido por um núcleo de inteligência integrado por aproximadamente 30 homens das polícias civil, militar e federal. A iniciativa, que tem por objetivo  ampliar a atuação no combate aos crimes transnacionais, foi aprovada pelo Ministério da Justiça e será aplicada a partir do próximo dia 23.

O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio (Seseg), José Mariano Beltrame caracterizou hoje (10), o núcleo de Minimissão Suporte e destacou que o grupo vai investigar grandes casos, desde a entrada de armas e outros equipamentos às drogas que vêm de outros estados.

“Nós não podemos esperar o resultado do rastreamento dessas armas para estabelecer rotas para, a partir daí, começarmos a trabalhar. Muitas vezes, o fabricante internacional não tem interesse em fornecer dados sobre os compradores, já que produz e vende armas conforme a legislação do país de origem, disse.

Beltrame observou que como não podemos estar a mercê daquilo que o fabricante entende, temos que fazer um trabalho dedicado. As investigações não irão parar, e vão continuar com este grupo de policiais que vai trabalhar especificamente em ações transacionais num sistema de rodizio, para que o volume das informações chegue na Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, a fim de que os impactos sejam menores junto à população, otimizando os resultados.

De acordo com a Seseg,  houve um aumento no volume de armas de grande porte apreendidas no início deste ano: 89 fuzis – o dobro se comparado ao mesmo período do ano passado. A maior parte do armamento foi fabricada, há pouco tempo, em países como Áustria e Ucrânia.

Segundo a  Sesg, os agentes da Minimissão Suporte passaram por avaliação da Subsecretaria de Inteligência. O efetivo será integrado à Força Nacional e passará por treinamento na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, na próxima semana. Os policiais poderão agir em todo o Brasil, conforme a Sesg.

O mestre em antropologia pela Universidade Federal Fluminense e ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Paulo Storani, disse hoje, em entrevista à Agência Brasil que um dos grandes problemas é a entrada de drogas que constitui um dos grandes insumos da criminalidade nas cidades, além do aumento do número de armas.

“A iniciativa é bem-vinda e demonstra pró-atividade com o secretário Beltrame oferecendo policiais que conhecem os problemas e são especialistas no assunto, provocando uma resposta do governo federal, que tem sua responsabilidade na questão da segurança pública”, concluiu.

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