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Roda de conversa do MEP fala sobre relações internacionais e diversidades

Matéria publicada em 17 de maio de 2021, 10:09 horas

 


A roda de conversa foi realizada de forma virtual, e provocou novos olhares tanto dos alunos, como dos convidados – Foto: Divulgação MEP.

Volta Redonda- Com o objetivo de abordar junto aos seus alunos do Pré-vestibular cidadão o tema ‘Relações Internacionais e diversidades’, o MEP(Movimento Ética na Política) realizou no último sábado, dia 15, uma roda de conversa na sala virtual do MEP, com o objetivo de falar sobre a carreira de diplomata no Brasil e as relações internacionais.

A roda de conversa foi realizada de forma virtual, e provocou novos olhares tanto dos alunos, como dos convidados.

O evento contou como um dos palestrantes o diplomata de carreira do Itamaraty, Igor Goulart Teixeira, com atuação na área de mineração e energia e graduado em Relações Internacionais (PUC-Rio). Já como debatedores da roda de conversa deste sábado, estavam Mariana Moura Silva, ex-estudante do Pré-vestibular do MEP, acadêmica de Relações Internacionais na UNINTER e Raphael Jonathas Lima, Sociólogo e professor na UFF(Universidade Federal Fluminense) e Conselheiro no MEP.

A roda de conversa também contou com a mediação do professor Ciro Rodrigues dos Santos, Engenheiro pela UNIFEI(Universidade Federal de Itajubá), e professor de Interpretação no Pré-Vestibular Cidadão.

Durante a abertura do evento, o diplomata Igor Goulart agradeceu inicialmente o convite e, com uma fala muito tranquila, contou de sua luta nos estudos para passar no sexto concurso público e ingressar no Itamaraty destacando a importância do serviço diplomático ao país. “Sou natural de Barra Mansa, fato que muito me honra estar falando aqui e diante de um grupo tão plural. Para acessar o Itamaraty, necessariamente não precisa ter cursado Relações Internacionais, pois o direito e outras áreas tornam possíveis o caminho. A carreira de servidor tem várias áreas de atuação dentro e fora do país, técnicas (mineração, energia, cultura, ciências, educação…) e geográficas, após a formação do profissional no Instituto Rio Branco”, explicou o Diplomata.

Igor Lembrou também que nas últimas décadas, a carreira de diplomata se diversificou, tornando-se mais representativa no Brasil. E afirmou que o cenário de acesso mudou.

Quem também agradeço a oportunidade de participar da roda de conversa foi a Mariana Moura, acadêmica de Relações Internacionais e ex-estudante do Pré-vestibular do MEP.

– É uma honra estar aqui, a carga cultural oferecida pelo MEP me ajudou muito para fazer novos caminhos. Estou no último período de graduação em RI, inclusive, no meu TCC, estudei o ‘Fronteiras Brasileiras’, por entender a força econômica nas movimentações dos produtos pelas fronteiras. Bem, para vocês que estão com convicção desta escolha, sugiro buscar seus caminhos, inclusive pensar caminhos para intercâmbios e fazer escutas e debates como esses, além de acreditar e seguir – acentuou Mariana na sua apresentação.

O professor e conselheiro do MEP, Raphael Jonathas explicou sobre a escolha da profissão por vocação, embora aos 18, 19 anos, é difícil, porém é muito importante.

“A escolha determinada de Mariana e do Igor foi importante para ajuda-los a caminhar. Quero chamar a atenção para a referência feita pelo Igor, sobre mudanças de cenário no Itamaraty e pedir que ele aborde sobre a política de cotas dentro da diplomacia brasileira”, indagou o prof. Raphael em suas considerações.

“O Itamaraty, desde 2002, passou a estabelecer uma ação afirmativa sobre diversidade, adotando o sistema de cotas raciais em 2015, em consonância com a lei de cotas”, revelou o Diplomata Igor em resposta ao conselheiro do MEP.

Desafio

Quem também foi convidada a participar da Roda de conversa do MEP foi a professora Suzete de Paiva L. Kourliandsky, natural de Volta Redonda e atualmente residindo na França.

Cientista social e ligada à Fondation Jean & Jaurès, a professora pontuou a questão racial no espaço diplomático brasileiro e apresentou um desafio: “No Brasil, somos 56% de pretos e pardos; já na França, na Escola Diplomática, a maioria é de negros(as). Precisamos ser a metade também na diplomacia Brasileira”. Alertou Suzete, atuante na ONG Francesa.

Para Pedro Paulo Vidal, ex-aluno do MEP e que também participou da roda de conversa, o encontro deste último sábado foi muito importante, pois reuniu um espectro diversificado de pessoas e foi marcado pelas presenças de representantes do povo, como alunos e professores do MEP, e ainda acadêmicos, lideranças comunitárias e cientistas das áreas política, social, ambiental, jurídica e militar. “Revigorante momento no MEP”, comentou agradecido o ex-aluno Pedro Paulo.


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