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Seminário sobre baixo carbono reúne ambientalistas e empresários no Rio

Matéria publicada em 1 de junho de 2016, 15:21 horas

 


Rio de Janeiro – Empresários, pesquisadores e ambientalistas estão reunidos esta semana no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para discutir oportunidades da economia de baixo carbono. O encontro ocorre nesta quarta (1º) e quinta-feira. Nesta quarta-feira, serão discutidos temas que também envolvem os desafios do Brasil para cumprir o acordo internacional assinado em Paris no ano passado, com objetivo de reduzir as emissões globais de gases e frear o aquecimento global. A programação está disponível no site www.museudoamanha.org.br.

O seminário é uma iniciativa do movimento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, do Museu do Amanhã e da União Internacional Conservação da Natureza. Um dos fundadores da coalizão e presidente do Conselho Diretor da organização não governamental WWF no Brasil, o ambientalista Roberto Waack, destacou que o Brasil tem potencial para se beneficiar de uma economia que emita quantidades menores de gás carbônico.

– Talvez seja um dos países em que essa oportunidade se consolide de maneira mais clara. Mas, a gente precisa ter alguns elementos de política industrial, alguns elementos de conscientização para que isso seja efetivamente implementado – defendeu ele, que afirma que essa conscientização é um dos objetivos do seminário.

Entre as intenções da coalizão está destacar a necessidade de aumentar a fiscalização na exploração de recursos florestais na Amazônia, pois o desmatamento está entre as principais causas de emissão de gases no mundo.

– A economia da floresta tropical hoje é essencialmente informal e ilegal – disse Waack. “Em metade do território brasileiro, a gente não tem uma economia formal que tenha um rebatimento na sociedade local, na conservação. A economia informal, da forma como está estruturada, é extremamente predatória. Ela não tem responsabilidade com o patrimônio social e natural. Ela usufrui, preda, comercializa e muda pra outro lugar. E a gente perde como país.”

O combate a essa estrutura, analisa o ambientalista, passa por mais investimento em rastreabilidade dos produtos originários dessas regiões. “Não há nenhuma dúvida de que o papel do governo é central, e não é só o federal, mas, especialmente, estadual”. As mudanças necessárias, defende ele, passam por garantir maior transparência dos dados ambientais, e também maior capacidade da sociedade se apropriar desses dados, para que possa mudar hábitos de consumo e decidir sobre modos de produção que sejam mais benéficos natural e socialmente.

Amanhã, o seminário deve contar com a participação do ministro do meio ambiente, Sarney Filho. Além disso, economistas da Fundação Getulio Vargas devem apresentar estudos sobre o caminho do Brasil para cumprir metas do Acordo de Paris.


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