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Sérgio Cabral vira réu na Lava Jato por decisão de Moro

Matéria publicada em 16 de dezembro de 2016, 16:50 horas

 


Ex-governador foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro, na Operação Calicute

Ex-governador do Rio quando foi levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal

Ex-governador quando foi levado preso na operação Lava Jato em viatura da Polícia Federal

Rio e Curitiba – O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é agora réu no âmbito da Operação Lava Jato. A denúncia contra ele e outras seis pessoas, incluindo a ex-primeira-dama, Adriana Ancelmo, foi aceita na manhã desta sexta-feira pelo juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba.

Cabral é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por ter recebido, segundo a denúncia, R$ 2,7 milhões em propina desviada de um contrato da Petrobras com a empreiteira Andrade Gutierrez para realização de serviços de terraplanagem nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Após aditivos, o contrato, que no início foi de R$ 819,8 milhões, ultrapassou os R$ 1,17 bilhão, destacaram os procuradores autores da denúncia aceita por Moro.

Segundo a acusação, a indicação de que os pagamentos deveriam ser feitos a Cabral foi feita pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que possui acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

Sergio Cabral foi preso pela Polícia Federal (PF) em 17 de novembro, na Operação Calicute, em decorrência da qual também já se tornou réu. Encaminhado ao presídio de Bangu 8, no Rio, ele acabou transferido para a carceragem da PF em Curitiba no último dia 10, sob suspeita de que recebia visitas irregulares no complexo penitenciário de Bangu.

Móveis e roupas

A mulher de Cabral, a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, também é acusada de corrupção passiva e de participação na lavagem da propina. Segundo a denúncia oferecida pelo MPF, o casal usou o dinheiro para a blindagem de carros, aquisição de móveis e roupas finas. Só na aquisição de roupas da marca Ermenegildo Zegna, por exemplo, foram gastos mais de R$ 232 mil em espécie.

Os procuradores disseram que o próprio Cabral participou das negociações visando a propina. “No âmbito dos beneficiários, o próprio governador e seus associados Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho e Carlos Emanuel de Carvalho Miranda teriam participado dos acertos e da operacionalização do recebimento de valores”, escreveu o MPF na denúncia aceita por Moro.

A Agência Brasil tentou contato com a defesa de Cabral, mas ainda não houve retorno.

 

 

Confira os outros réus no caso:

– Rodrigo Nora de Sá, ex-presidente da Construtora Andrade Gutiérrez, acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro;

– Clovis Renato Numa Peixoto Primo, ex-diretor-geral da Andrade Gutiérrez, acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro;

– Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, ex-secretário de governo, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

– Mônica Araújo Carvalho; mulher de Wilson Carlos, acusada de lavagem de dinheiro;

– Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, operador de Cabral, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


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3 comentários

  1. Avatar
    Malandramente se F****

    Sugestão de cela para estes casos: 24 h por dia vídeo sobre mortes em hospitais, doentes em corredores de hospitais,famílias chorando seus mortos em violências, pais e mães desempregados, pode até não mudar o caráter desta corja,porem da um terror psicológico merecido!

  2. Avatar

    Vejam vocês, ou nós todos. O sujeito é preso em Bangu. Ocorrem denúncias de que ele está tendo regalias, como visitas não permitidas. O que ocorre ? Em vez de se punir quem está agindo errado e não mais permitir as regalias, transfere-se o preso para Curitiba,( como se somente naquela instância da Justiça as coisas funcionassem como deveriam) com mais gastos e custos com essa transferência, que serão pagos pela patuléia, como sempre ocorre. Aff…………….esse país já está cansando mesmo.

  3. Avatar

    Cadeira elétrica para eles e pega todos os bens de volta quer deixar um político infeliz tira o dinheiro que ele suou tanto pra roubar e fácil .

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