sexta-feira, 23 de agosto de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Política / Servidores municipais de Angra terão aumento salarial de 5,5%

Servidores municipais de Angra terão aumento salarial de 5,5%

Matéria publicada em 23 de abril de 2019, 17:00 horas

 


Impacto na folha de pagamento será de mais de R$ 2 milhões; reajuste foi aprovado pela Câmara Municipal

Vereadores aprovaram índice após discussão acalorada.
(Foto: Legenda da foto – CMAR)

Angra dos Reis – A Câmara Municipal aprovou reajuste de 5,5% para os servidores públicos do município. O impacto na folha de pagamento será de R$ 2.057.357,50 por mês e R$ 28.803.005,07 anual, somando o 13º salário e as férias. O valor mensal da folha de pagamento passará dos atuais R$ 33.898.013,75 para R$ 35.955.371,25.

Assim, o município alcança o patamar de 48,3% de gasto do seu orçamento com folha de pagamento. Vale lembrar que o teto de gasto imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 54%. O limite prudencial é 51,3% e o limite de alerta é de 48,6%. Por responsabilidade com o dinheiro público, o município trabalha com o limite de alerta e não o prudencial.

Participaram da sessão, realizada em meados deste mês (17 de abril), representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Angra dos Reis (SINSPMAR) e da prefeitura.
O controlador geral do município, Roberto Peixoto, forneceu aos servidores explicações sobre o orçamento da prefeitura, usado como base para o cálculo do percentual de reajuste.

-Os técnicos do governo, nós somos conservadores e temos que trabalhar com a realidade. E a realidade hoje é essa, nós não podemos ultrapassar o que podemos pagar – afirmou Peixoto, após apresentar os números.

O vereador Zé Augusto, com posição contrária ao percentual de reajuste, falou sobre as prioridades no orçamento municipal.

-O reajuste está fora da realidade dos servidores, que moram em uma cidade caríssima como Angra dos Reis, e hoje dá para os servidores entenderem um pouquinho a minha posição em relação a esse governo. Quantas vezes o sindicato tentou conversar com a prefeitura para que não chegasse ao extremo que chegou hoje? Quantas vezes o sindicato deu voto de confiança para o governo nos dois últimos anos em que o servidor não recebeu nada aguardando que, com a saúde financeira do Município em dia, ele pudesse fazer justiça aos servidores? – questionou Zé Augusto.

O vereador Sargento Thimoteo contrapôs o argumento afirmando que as contas da prefeitura não permitem aumento maior que os 5,5% previstos.
-Tentamos de tudo, fizemos reunião antes, chamamos o pessoal do governo pra tratar da parte dos dados porque eles entendem de números, sobre a questão do reajuste. […] Temos que fazer as coisas com o pé no chão para não acontecer o desastre do governo passado, em que o servidor ficou três meses sem salário. […] Se a gente não votar esse reajuste, os servidores que estão em casa contando com esse dinheiro, isso vai ficar parado – declarou o vereador, que solicitou regime de urgência especial para que a matéria fosse votada no mesmo dia.

O vereador Jean também contribuiu para a discussão: “Falar aqui que pode dar 8% ou 10% seria irresponsável, dar um aumento a mais do que a equipe técnica conversou com o pessoal do sindicato e colocou bem claro que no momento não seria viável, porque dar 8% ou 10% e não poder cumprir isso não é ser responsável”, declarou o vereador.
O vereador Marquinho Coelho reafirmou as palavras dos vereadores Sargento Thimoteo e Jean: “Nós temos que ter a consciência da votação. É muito fácil as pessoas falarem, pois todo mundo fala, quero ver poder cumprir. […] A perda salarial é uma porcentagem desse governo e outra parte do outro governo. […] Nós estamos passando por um momento em que eu tenho certeza que vamos recuperar essa perda, eu não tenho dúvidas, mas temos que ter responsabilidade. […] Estou aqui para defender o servidor. Eu não posso é deixar de falar a verdade. Dinheiro de investimento não é o mesmo dinheiro que paga folha de pagamento do servidor”, esclareceu.

O vereador Helinho do Sindicato fez um alerta sobre um aumento maior, devido à impossibilidade de cumprir a promessa: “Na reunião lá embaixo o vereador Zé Augusto perguntou ao controlador do município se poderia dar 8% e ele falou que pode. Pode até dar mais, mas vai fazer vocês ficarem acampados dentro da Prefeitura e na praça igual vocês ficaram quatro anos, sem pagamento. Vocês querem isso? […] Se acontecer uma irresponsabilidade do governo de dar o aumento que não vai poder cumprir, sabe o que vai acontecer? Demissão, não só de cargo comissionado, que são pais de família também, para deixar bem claro, vai acontecer a falta de pagamento dos servidores públicos”, explanou Helinho.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

2 comentários

  1. Avatar

    Em Volta Redonda, funcionalismo à míngua!!!

Untitled Document