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Sicomércio  cobra fiscalização de ‘feirões de venda’ no Centro de BM

Matéria publicada em 12 de maio de 2019, 06:20 horas

 


Sindicato diz que este tipo de evento causa prejuízo ao comércio e à própria prefeitura que deixa de receber impostos

Exposição de orquídeas na Praça da Matriz teria dado prejuízo a donos de floriculturas – Arquivo

Barra Mansa, A realização de “feirões de venda” realizados no principal centro comercial fez com que o Sicomércio de Barra Mansa (Sindicato do Comércio Varejista) enviasse à prefeitura um ofício cobrando fiscalização. Motivo: os vendedores vêm de outras cidades e estados, se instalam por alguns dias no município, ganham dinheiro, não pagam impostos e nem fazem investimentos.

No documento enviado à prefeitura, uma dos exemplos foi a exposição e venda de orquídeas, ocorrida no último final de semana de abril, em uma tenda montada na Praça da Matriz. O evento, segundo apontou o sindicato, causou prejuízos para o comércio do ramo.

-O Sicomércio cobra uma ação coordenada de fiscalização das boas práticas em todas as esferas, fiscal, trabalhista, sanitária e econômica – ressaltou o presidente do Sicomércio de Barra Mansa, Hugo Tavares Nascimento.
De acordo com o presidente, os associados do sindicato têm cobrado uma atitude da entidade em relação a esses comércios ambulantes: “O questionamento é que esses comerciantes vêm de fora, recolhem dinheiro e não investem no município, além de tirar o lucro de quem está instalado na cidade pagando impostos e gerando empregos”, disse.

Prejuízos no setor

Dona de uma floricultura de Barra Mansa, a comerciante Ana Ribeiro Macedo conta que no final de semana da exposição das flores viu suas vendas caírem em 30%. “O sindicato fez certo em cobrar uma postura do município. É a segunda vez que essa feira acontece e este ano me prejudicou muito, principalmente no sábado. As pessoas comparavam os preços e só compravam na loja aqueles clientes que precisavam de enfeites para presente, coisa que a feira não oferecia”, ressaltou Ana.

O comerciante Reginaldo José da Silva, um dos proprietários de outra floricultura, também afirma que teve prejuízos com a venda de orquídeas, nos dias da exposição. Ele aponta uma queda de cerca de 20%.

-Fomos prejudicados porque eles vendem com mesmo produto que a gente, só que com baixo preço de custo. Já nós, comerciantes da cidade, temos despesas com luz, água, aluguel, funcionários e impostos – questionou.

Para o presidente do Sicomércio, diante dessa situação, além do comércio, a população e o município também acabam sendo prejudicados indiretamente, uma vez que se o movimento do comércio diminui, os comerciantes acabam tendo que reduzir seu quadro de funcionários, aumentando o índice de desemprego na cidade e diminuindo a arrecadação do município.

-Temos que ver o bem da nossa cidade. Por isso, alguma atitude tem que ser tomada pra impedir que mais comerciantes de fora se instalem provisoriamente em Barra Mansa – frisou.
O advogado do Sicomércio, Aloizio Perez, alertou que esses comércios ambulantes têm que cumprir a lei como qualquer outro estabelecimento.

-Não podem se estabelecer de forma provisória e não recolher tributos. Entendo que caso não recolham, isso pode se constituir crime de sonegação fiscal – informou Aloizio, acrescentando que o município tem que conceder alvará de funcionamento e ainda ter autorização do estado pra comercializar qualquer tipo de produto.

Regras estabelecidas

Questionado sobre o assunto, o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Barra Mansa, Xisto Vieira Neto, afirmou que é necessário esclarecer que existem regras sobre esse tipo de venda que são estabelecidas – por meio de um trabalho da Secretaria de Ordem Pública de Barra Mansa – para que os ambulantes regularizados tenham espaços de venda definidos para obterem renda, sem prejudicar outros setores e estabelecimentos que pagam aluguéis, impostos, geram emprego e renda.

-Nossa preocupação é para que essa prática não cresça descontroladamente. Por isso levamos, sempre que possível, orientação à população sobre a importância de se saber a procedência da mercadoria consumida, a qualidade e a legalização de tal vendedor – disse.

Prefeitura diz que inibe ambulantes

Em nota, a prefeitura, por meio da Gerência de Postura, informou que as ações de fiscalização sobre os ambulantes são realizadas diariamente. O órgão está convocando os ambulantes do município a regularizarem a situação cadastral. Com relação a ambulantes de outras cidades, não será permitida atuação deles no município.


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3 comentários

  1. Avatar

    Esse evento é único da cultura de B Mansa…..que vergonha!

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    E só as floriculturas se adequarem aos preços da concorrência que não terão seus prejuízo, mais querem sempre ganhar aí da nisso vem outros com o preço em conta e leva os fregueses que tem o direito de escolher onde comprar afinal com essa crise tem que levar o mais barato.

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      Mais um leigo opinando dobre assunto que não conhece. Procure saber sobre os custos que os comerciantes legalizados têm e precisam repassar a seus produtos para tornar o negócio viável… Ambulante não paga nada! Não paga impostos, não paga direitos trabalhistas, não tem que fazer escrituração, declarar balanço patrimonial, etc…

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